Comil: Mais uma empresa gaúcha investe fora

Comil

O Rio Grande do Sul precisa de investimentos, e empresas locais estão fazendo isso em outros estados. A fábrica de ônibus Comil, de Erechim, anunciou ontem, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, para o governador Geraldo Alckmin, investimento que fará naquele estado. Serão os altos impostos cobrados no Sul que estão levando indústrias para fora?

Danilo Ucha – Jornal do Comércio

Fábrica de Erechim:

Foto: Comil

Projeto da nova planta em Lorena, SP:

Imagem: Comil

Nota:

Vale lembrar que a Comil não deixará o RS e, sim, investirá em outra fábrica em Lorena, São Paulo. A fábrica de Erechim continuará ativa, especializada em ônibus rodoviários.

_________________________

A notícia, pelo UOL:

Gaúcha Comil construirá nova fábrica de ônibus em São Paulo

São Paulo, 24 jul (EFE).- A Comil, terceira maior produtora de ônibus do país, anunciou nesta terça-feira a construção de uma nova fábrica na cidade da Lorena, a 190 quilômetros de São Paulo, com um investimento de R$ 110 milhões.

A Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade (Investe SP) informou em comunicado que a Comil transferirá sua linha de produção de ônibus urbanos, atualmente instalada na fábrica de Erechim, no Rio Grande do Sul, para a nova unidade da Lorena.

Representantes da empresa e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assinaram hoje em Lorena o acordo para a nova fábrica, que contará também com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pretende suprir as necessidades de transporte urbano das grandes cidades até 2016.

A nova planta, que deve entrar em operação em 2013 com uma capacidade de produção de 20 ônibus por dia em seus 210 mil metros quadrados de instalações, gerará 500 empregos diretos e mil indiretos.

UOL ECONOMIA



Categorias:Economia, Economia Estadual

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13 respostas

  1. Cada país, no mundo, cada estado no Brasil, tem seu custo nos impostos, e nós pagamos caros pelos produtos, o empresários monta sua fábrica onde o custo é menor, pode ser na China, no Rio Grande, na Paraíba. O que o Brasil tem a fazer é reduzir os impostos, o qual é roubado pelo menos 50 %.

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  2. O Sr. Adriel mencionou o que na teoria seria o correto, se na prática os preços nos supermecados e em geral demonstrassem o contrário.

    Para ilustrar como o govêrno central cobra os impostos foram mais altos de nossa história.

    Outro aumento da gasolina esta no ar, na Argentina, a sem álcool, melhor que a nossa PREMIUM está R$ 1,79, aqui a batizada com álcool R$ 2,79 a comum, e se não tiverem outras porcarias, quem tem veículo tem que abastecer em postos de confiança. os preços enganosos, o barato sai caro, ou seja além de ser uma porcaria, rende menos, R$ 1,00 a mais de impostos por litro.

    Detalhe, a Argentina não refina, o Brasil é que fornece pra eles, a parecida com a deles aditivada PREMIUM está +/- R$ 3,20!

    Ser brasileiro, pior que argentino, paga impostos mais caros do mundo e ninguém faz nada.

    Aquele impostômetro marcando e a imprensa divulgando, os políticos em palanque prometem acabar com eles, mas na hora de governar perdem a memória!

    Parece que os gringos votaram na dona em Brasília, o trôco, a dona argentina protege os produtos de lá com taxas nos nossos produtos.

    A propaganda duma certa empresa de automóveis, destaca que o veículo é de lá, por mim poderiam apodrecer na fronteira, como todos produtos deles, sem nós não sobreviveriam.

    A resposta a tal afronta?

    A Dona de cá marca o chá das cinco na casa Rosada com a outra dona de lá pra falar sobre amenidades, a que ponto nosso país chegou.

    Ele é ótimo para os políticos, magistrados e empresários que exportam, e os grandes conclomerados que vem de fora, pro nosso povo, impostos e mais impostos, claro para sustentar o referidos acima.

    Pelo que senti no comentário do Ariel, o governador do Rio Grande do Sul não está incentivando fiscalmente à irem para aí?

    Se for, está na hora de rever este conceito.

    Políticos, na minha concepcção, mentirosos, todos farinha do mesmo saco, não voto em nenhum!

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  3. Empresas de outros paises deixaram de ir ao Sul, a maioria foi ao sudeste e nordeste.

    Quantas indústrias que estavam em Porto há trinta anos e mudaram-se para “cima”?

    Só para ilustrar, lacticínios, avícolas, cigarros, e telecomunicações etc?

    Hoje o atendimento que era da Telesc em Santa Catarina está entregue a famigerada Oi que tem sede no Rio, os atendimentos em estados como Goiás, Mato-Grosso do Sul e Pernambuco nem precisamos comentar a qualidade dos mesmos, um terror!

    Quantas empresas que estavam no Rio grande do Sul e Santa Catarina foram para São Paulo?

    Não foram poucas, avícolas, suínas etc., assim quando compramos alimentos vemos a diferença nos preços, o estado mais rico manda no país, os impostos geram riquezas para eles, não falo do Paraná porque deconheço se empresas de lá sairam, mas este estado faz divisa com São Paulo e lucra com isto.

    Ver empresas “nativas do Sul”, no Rio Grande migrarem à São Paulo, onde já tem tantas é demais!

    Só tem uma explicação, “isenção de impostos” , a tal guerra fiscal!

    Esta, está acabando com o Sul, muitas foram para o nordeste, e centro-oeste, por quê?

    Mão de obra mais barata!

    Só para mencionar como o poder do Sul está cada vez mais fraco menciono a capital catarinense.

    Ela está sofrendo uma invasão dos estados de “cima” do Sul, nada contra eles, mas os que vem não tem qualificação nenhuma, na verdade, criminosos, fugitivos da justiça.

    Exemplo: Ontem conversei com um construtor civil, ele disse-me:

    ….está complicado achar mão de obra capacitada, os que vem de fora ele pága para irem para o Senac, pois nem sentar um tijolo sabem, disse-me ele, comentou um fato que acontecem comumente continuou a manifestar-se: “Contratei um de “cima”, ele, apresentou-me a carteira de trabalho, após um mês quando solicitei-a para efetuar pagamento, e o elemento por discuido apresentou outra, a verdadeira, com o nome verdadeiro com CPF etc., eu desconfiei continuou a comentar, fui à delegacia, ao abrirem o sistema, o cara era bandido e devia para a justiça lá de “cima”, assaltante a mão armada, para não falar do pior, isto é corriqueiro por aqui.

    Não sou xenobista, mas lá em “cima’ dizem que não precisam do Sul, mas nas horas das enchentes, está nos noticiários, mais de um bilhão de reais foi fundo perdido, até o último ministro cair que sempre são de lá, a conta já havia em muito ultrapassado esta sifra.

    Quando há os mesmos desastres climáticos no Sul a ajuda vem em forma à fundo perdido?

    Não, de empréstimos aos agricultores, se a próxima safra quebrar, eles não perdem só a safra, mas o Banco do Brasil não tem misericórdia, se puder, toma a mesma e depois a propriedade cai nas mãos “outras pessoas”, políticos quem sabe!

    Por isto é que manifesto-me contra.

    Um detalhe, o que tem de pessoas oriundas do sudeste, centro-oeste, e nordeste indo para Santa Catarina, precisamente à capital, é anormal tanta gente com mão de obra desqualificada, nesta não há indústrias, a não ser a construção civil, aí a violência, o cinturão de miséria cresceu tanto que Florianópolis não é mais a mesma de dez anos atrás, o que tem de jagunço sem fazer nada dá mêdo!

    Não sou xenóbofo, mas quando os do Sul foram às outras regiões onde ninguém queria, as mesmas desenvolveram-se, isto é um fato cultural, após quantas enchentes o povo do Sul sem ajuda de Brasília levantou-se sozinho?

    Aqui não tem coronelismo, nem indústria das enchentes ou da sêca, mesmo que boa parte do oeste e sul da região Sul estejam sofrendo mais constantemente com isto!

    Quem quer ficar quieto e ver eles tomando conta e ainda por cima ver empresas que nativas da região Sul subirem, em vez de ao menos investir na região Sul, deixando de criar emprego para o povo daqui, fazer com que os alimentos cheguem mais caro em nossas mesas, é no mínimo tolice.

    Por isto considero no mínimo muito estranho mais uma empresa começar o processo de saída, depois de instalada, mais um tempo eles desativam a sede no RS, aconteceu isto muitas vezes, é a realidade, só vê quem não quer ou não tem visão mais à frente!

    A tal guerra de incentivos fiscais explica, é o canto da sereia dos paulistas dividindo os gaúchos, que sem ver o perigo, acham muito normal segundo alguns comentários, se é que são gaúchos!

    O quê o governador fará?

    Em termos de defender os interesses do povo que elege-o?

    Que una-se ao do estado vizinho, mesmo que não tenha a mesma sigla política para fazer frente aos ataques econômicos enrustidos do referido estado.

    A Guerra dos Farrapos de nada adiantou, se agora não fazerem nada.

    As tais cavalgadas, “Semana Farroupilha”, coisa que não faz o estado agir frente a esta questão, aí a porteira depois de aberta, onde foge um boi, e olhem que muitos bois já se firam nestas décadas!

    A União faz a fôrça!

    Quando escrevo de “cima”, não refiro a qualquer região epecífica para não ser confundido um chamado de xenobista, pois não é esta a questão, mas a forma que somos tratados aqui no Sul em todas as áreas demonstra a falta de respeito que o resto do país tem para conosco e por isto e por outras considero tais atitudes de empresários nocivas aos interesses de onde são oriudos, nada de separatismo etc., muito menos política, pois ela não resilveu e nem resolverá, a quantidade do número de estados do Sul não é páreo na representatividade no centro das decisões desta mãe nada gentil, ao menos para conosco da Região Sul.

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    • Guerra fiscal = produtos mais baratos e governo mais eficiente

      Ela é boa para a população! Esta é que deve aprender a votar melhor e não em qualquer babaca que só sabe aumentar gastos e impostos achando que irá sair ileso.

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  4. Estão entregando o ouro pros bandidos! Os paulistas odeiam os gaúchos e esta agora!

    Enquanto isto o desemprego e a miséria aumenta no RS.

    Os proprietários são gaúchos, ou estão do planalto?

    Hora do governador chama-los para uma convecinha ao pé do ouvido.

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  5. O Tarso vem diminuindo o ICMS de vários seguimentos, o que é bom para a economia. O problema é que esses seguimentos são basicamente* agropecuária, ou seja, estamos nos tornando um estado agro-pastoril, ao invés de se tornar um estado industrial-tecnológico.

    *A exceção é a indústria calçadista.

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    • Estamos nos tornando um estado onde os setores/empresas “vencedoras” são aquelas escolhidas pelo rei.

      E estamos nos tornando um país onde os fundamentos econômicos estão tão ruins, que é necessário editar MP toda a semana para indicar os novos setores “beneficiados” para adia-los da bancarrota por pelo menos mais alguns dias, até as eleições. E como não se tem um projeto estável de longo prazo, ninguém tem vontade de fazer investimentos.

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    • Existem excessoes para TI também.

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  6. Vermes traidores da Patria.

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