Curiosidade: Butiá do Brasil é a palmeira preferida para paisagismo na Coréia do Sul

Butiazeiro do parque geológico Jungmun Daepo Columnar-Jointed Lava (colunas de basalto cristalizado no mar) na ilha de Jeju, Coréia do Sul

Quando fomos receber o Prêmio Luc Hoffmann da IUCN (Luc Hoffmann Award) na ilha subtropical de Jeju, Coréia do Sul, logo de cara notamos uma palmeira de porte baixo muito familiar para nós, que somos da região Sul do Brasil. Era o nosso butiá sendo usado em várias praças, parques, canteiros centrais das avenidas e nos jardins e quintais das casas. Vimos extensas alamedas de butiás em várias partes da cidade de Seogwipo.

Por ser tão comum, achamos que se tratava de uma espécie nativa da ilha, que é clima subtropical, como a nossa região, Planalto Norte de Santa Catarina. Ao provar alguns, notei que o gosto era o mesmo do nosso butiá e comecei a suspeitar que todos aqueles butiás foram introduzidos na ilha, levados do nosso Brasil ou dos países vizinhos, Argentina, Uruguai ou Paraguai onde esta palmeira também ocorre.

Minha desconfiança aumentou quando observei que alguns butiazeiros apresentavam cachos com tonalidade dos butiás vermelha entre a maioria que produz cachos de butiás com cor predominantemente amarela, tal como ocorre com os butiazeiros em Santa Catarina.

Ao pesquisar na internet, minhas desconfianças se confirmaram. Os butiazeiros da ilha de Jeju, com 531.905 habitantes (censo 2010) e área de 1.849 km2, são procedentes da América do Sul, ou seja, da região sul do Brasil ou dos países vizinhos e se adaptou muito bem por lá, conforme mostram estas imagens que registramos.

A espécie que vimos em Jeju é Butia capitata, que é nativa da flora catarinense, mas das regiões do sul do Estado, sendo mais comum no Rio Grande do Sul. Já espécie que ocorre na região onde eu nasci, em Itaiópolis, Santa Catarina, Planalto Norte, nos campos naturais, é Butia eriospatha. Estas duas espécies são parecidas. Achamos muito interessante os coreanos gostarem tanto de usar nossos butiazeiros no paisagismo.

(…)

Blog Defensor da Natureza

Postado por Germano Woehl Jr.  – 28/09/2012

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Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Paisagismo

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10 respostas

  1. Eu odeio o cheiro da fruta….credo. Quase vomito!
    …mas a arvore ta menos pior do que o “pobrinho” jeriva!

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  2. Existe alguma justificativa da nossa prefeitura para plantar os jerivás e não os butiás?

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  3. O que?? Plantaram plantas exóticas??? Mas como???

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  4. Que bom que eles não tem preconceito com espécies exóticas como aqui em POA. Isso seria proibido até onde sei.

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  5. Para mim, que sou nascido em Butiá, é uma honra!!! ehehe 🙂

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  6. Ben legal o post! Bem diferente! Esse butia vermelho eu conheço, é um pouco mais azedo mas é mais firme. O bom mesmo é o amarelo grande!

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  7. Interessante. Nem preciso dizer que é uma solução infinitas vezes melhor que jerivá.

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  8. deixe-me ser o primeiro a dizer: me caiu os butiá do bolso!

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