A nova tarifa de ônibus em Porto Alegre

Sugiro a leitura do Blog Discutindo Porto Alegre, que analisa a nova tarifa dos ônibus em Porto Alegre.

planilha

 

Após a confirmação da isenção do ISSQN, a prefeitura definiu a nova passagem dos ônibus e liberou a planilha de cálculo atualizada. A prefeitura fez um grande alarde que estaria liberando a tal planilha da transparência. Isto, entretanto, foi um factóide: a planilha que eles disponibilizaram já vinha sendo entregue. O que se reclama é que ela é confusão, não entrega todos os dados e só é apresentada após a tarifa ser aprovada, o que impede que fontes independentes (como este blog) validem seus dados.

Para quem não está familiarizado com os termos usados aqui, sugiro ler o meu texto que explica os conceitos básicos. Quem tiver maior interesse no assunto, veja a compilação de artigos explicando com o sistema funciona e propostas de melhoria.

(…)

Continue lendo a matéria clicando aqui.



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16 respostas

  1. O lucro é sempre 6% (ou mais) do custo. Não importa quanto se gaste, o quanto se troque de ônibus, o quanto se desperdice com TVs ou outras perfumarias, sempre se ganha 6% do que se gasta. Então quanto mais se gasta mais se ganha. É fácil concluir que o objetivo tornou-se gastar mais.

    Assim, acho que da mesma forma que fisicamente o sistema de ônibus foi concebido e mantido de forma ruim de forma que todas as linhas seguissem em zigue-zague “inflacionando” o IPK e consumindo combustível para assim justificar aumentos, a planilha também foi concebida e modificada de forma a esconder informações.

    Acredito que toda a proposta que permitiria explorar os dados e que pudesse tornar o sistema mais eficiente foi rejeitada. Da forma com que o sistema de transporte público funciona, quando mais gasta, mas se ganha.

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    • “O lucro é sempre 6% (ou mais) do custo”

      Como pode isso não ser ilegal ???

      Como mudar isso (pra ontem) ???

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  2. Seria interessante ver essa analise feita por alguem que realmente sabe contabilidade em vez de um autodidata.

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    • Eu também gostaria, Adriano. Infelizmente não achei nenhum outro estudo semelhante, por isso fiz eu mesmo. Se souberes de algum, agradeço se me indicares. Adoraria comparar os dados. Se conheceres algum contador intessado, podes também pedir para entrar em contato comigo que eu ajudo a mostrar em que status estou. O grupo de trabalho que tenho participado sobre o tema trouxe uma economista do DIEESE estes dias, mas ela não conseguiu descobrir o motivo das minhas divergências com a planilha da eptc. Ela sugere que eles fizeram errado, mas ainda não estou confiante. Abraços!

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  3. OFF

    Gilberto, constantemente meu anti-vírus acusa perigos ao entrar no site.

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  4. Uma coisa é clara nessa metodologia de cálculo: Tudo, absolutamente é ponderado pelo IPK. Logo, qualquer melhoria no sistema de transporte que visem tornar as linhas mais diretas e com menos zigue-zague reflete diretamente na redução do preço.

    Deve ser por isso que a EPTC reagiu ferozmente à criação de linhas expressas.

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  5. Muito boa a análise feita pelo Alex.
    Triste saber que o enorme potencial de redução da tarifa pelas isenções fiscais foi quase que totalmente eliminado por conta da perda de eficiência (que sabe-se lá se não foi proposital para poder maximizar os lucros das concessionárias).

    Acho que devemos lutar agora para melhorar a logística do nosso transporte: aumentar a velocidade média, aumentar o número de passageiros por km, tirar os cobradores e de quebra aumentar em 2 bancos a capacidade de todos os veículos, auto-atendimento para recarga dos cartões, agrupar/otimizar linhas de ônibus…

    Quanto maior o número de passageiros pagantes por km, melhor a eficiência que reduz o preço da passagem e por fim aumenta o número de passageiros, gerando um círculo virtuoso. Hoje temos um círculo vicioso.

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    • Com esse calorzinho de hoje, duvido que tenha ônibus com ar condicionado ligado… por mim a passagem poderia ser de 4 reais, mas deveríamos ter conforto no veículo, com subsídio para pessoas CARENTES, não só restritas a estudantes ou idosos. Outra: idoso que pode pagar, deve pagar.

      Não precisa ser gratuito para todos os níveis de carência, mas poderia ser escalonado, variando de 0,50 a 4 reais. Eu topo pagar R$ 4,00 ou 4,50, desde que o ônibus tenha ar condicionado, seja rápido e confortável.

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      • Vc me fez pensar uma coisa… pagamos pela depreciação de ônibus com ar condicionado, mas se eles não funcionam ou se estragaram e não são consertados, essa depreciação não deveria ser paga.

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      • Isso que estás falando chama-se LOTAÇÃO, Semiógrafo. Concordo que precisa de mais linhas.

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        • Exato, Felipe X… por exemplo, para ir do centro ao campus do vale tem a lotação Partenon-Campus, que é rápida quando se está dentro, o difícil é encontrar uma para embarcar 😛

          Se o Campus-Ipiranga, Universitária ou Agronomia fossem rápidos e confortáveis, não me importaria de pagar preço de lotação.

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