Projeto propõe plebiscito em novembro sobre cercamento da Redenção

Consulta pública pode decidir sobre instalação de cerca no parque.  Foto: Elson Sempé Pedroso

Consulta pública pode decidir sobre instalação de cerca no parque. Foto: Elson Sempé Pedroso

Está na Ordem do Dia para votação pelo Plenário da Câmara Municipal de Porto Alegre projeto que prevê plebiscito, em 15 de novembro de 2015, sobre o cercamento da Redenção (Parque Farroupilha). Conforme o autor do projeto, vereador Nereu D‘Avila (PDT), o isolamento do parque é uma forma de enfrentar os episódios como danos às pessoas e ao patrimônio público na grande área verde. A proposta também prevê a realização de ampla campanha de divulgação sobre o plebiscito na imprensa, em locais públicos e em escolas. A sessão da Câmara nesta quarta-feira (15/4) começa às 14 horas, no Plenário Otávio Rocha.

“Este projeto visa a convocar consulta plebiscitária à população de Porto Alegre, para tratar sobre tema polêmico e historicamente discutido em nosso município – o cercamento da Redenção -, a exemplo dos Parques Ibirapuera, coração de São Paulo, e Germânia, em nossa cidade”, justifica Nereu.

Violência

O vereador lembra que, nas páginas de jornal, são comuns as notícias de depredações dos monumentos, de destruição de árvores e plantas, assaltos e assassinatos, aliados ao crescente aumento da violência na Capital, atingindo de sobremaneira o Parque da Redenção. “Ninguém pode desconhecer a valia e os benefícios resultantes das áreas verdes urbanizadas, embelezadas e fundamentalmente preservadas, tão úteis à saúde pública em sua força tranquilizante e renovadora das energias humanas”, explica.

“A consulta à população mediante plebiscito é o que propõe este projeto, de forma que, após a necessária e ampla discussão dos aspectos favoráveis e contrários ao tema, em caso de resultado positivo, o prefeito afira a conveniência e a oportunidade do cercamento como forma de enfrentar os episódios que se repetem com danos às pessoas e ao patrimônio público junto ao Parque Farroupilha”, declara Nereu.

Texto: Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062)
Edição: Claudete Barcellos (reg. prof. 6481)

Câmara Municipal



Categorias:Parques da Cidade

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13 respostas

  1. Mais uma vez a CMPA e o chefe do Executivo em vez de fazer o que são pagos pra fazer (representar o eleitor e legislar em seu nome), acovardam-se e escondem-se sob um plebiscito. Coisas de uma prefeitura demagógica e sem bolas no meio das pernas. Se não sabem o que vão fazer, então não façam, porra!
    Cadê a convicção técnica das centenas de especialistas da PMPA? Não tem nada que consultar a plebe (plebiscito), seu prefeito medroso! Se tu e o teu exército de servidores, assessores e CC’s entedem que deve ser feito, então façam, ora.

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    • Poxa oscar… então mandato é carta branca?
      Votei no cara, ele pode derrubar o gasômetro e lotear a redenção.. só daqui a 4 anos eu posso dizer alguma coisa?

      Tem questão que não são apenas técnicas, que mexem com o imaginário popular e precisam ser debatidas.

      E tem outras questões que só dão certo se forem debatidas. Por que as remoções populares na vila dick e no chocolatão não deram certo? Hoje tá cheio de morador de rua e ocupação popular de pessoas que saíram de lá.
      Não bastava um estudo técnico para que as remoções dessem certo. Era necessário que o projeto fosse discutido com a comunidade e não imposto. As chances de êxito seriam bem maiores. O que se vê hoje é um monte de moradia popular sendo abandonada e vendida lá no Bairro Mário Quintana.

      As pessoas reclamam da falta de democracia e depois reclama do excesso… onde já se viu..

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      • “As pessoas reclamam da falta de democracia e depois reclama do excesso… onde já se viu..”

        Eu nunca reclamei da falta de democracia, muito antes pelo contrátio. Um dos nossos problemas é o excesso de democracia barata, ou seja; permissividade demagógica. O Fortunati é o legítimo prefeito em estado de diarreia permanente. Tem medo até de peidar. Que prefeito mais bosta.

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    • Só tem medo de democracia direta quem tem certeza que sabe o que é melhor.

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  2. Deveriam cercar e ponto.
    Mas se rolar o plebiscito, vou lá apoiar.
    Moro em frente de uma praça cercada, e sei a diferença que faz.

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  3. De novo esse papo…

    Vao cercar para os marginais trocarem seu ponto?

    Sinceramente nao vejo muita vantagem, nos anos 90 cercaos nossas casas e o que ocorre hoje é que somos assaltados nas ruas.

    ok as prostitutas e travestis nao ficaram mais dentro do parque a noite, ficarao nas esquinas e calçadas do lado de fora, os vendedores de drogas no escuro da paulo gama x j pessoa e por ai vai…

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    • A impressão que eu tenho do cercamento é essa:

      As pessoas são proibidas de usá-lo nos horários mais perigosos, portanto a criminalidade migra para outro lugar
      Prostitutas e travestis realmente não devem mais usar, o que talvez seja um ganho sanitário, nada mais (por deixarem lixo como camisinhas)
      Sobre vandalismo… sei lá, a não ser que tenha a guarda municipal cuidadndo ou ao menos cercamento eletrônico junto duvido que mude algo.

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  4. Fico imaginando a extrema dificuldade dos vagabundos, drogados e prostituto/as em pular dois metros de cerca. Precisarão de esforço hercúleo, equipamento de ponta e trabalho em equipe para vencer incríveis 200 cm de altura ou romper a magnífica resistência do arame galvanizado. Certamente será um obstáculo fabuloso a ser transposto.

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  5. Iluminar, abrir o cafe do Lago, e incentivar espetaculos ninguem quer

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  6. Sobre o cercamento eu acho que uma boa iluminação (partindo do solo pra não ser tapada por árvores e com leds de alta potência) e cercamento eletrônico já ajuda. O problema sobre a segurança pública no Brasil é que a gente só combate as consequências, mas nunca enfrenta as causas. Educação e oportunidade ninguém quer dar. A gente tá enxugando gelo.

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  7. Isso seria endossar a cidade como vitima do crime. Coisa simplista, ao invés de combater o crime, querem cercar. Empurrar com a barriga ao invés de realmente solucionar o problema da violencia. Queremos um país sem cercas!

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