EPTC avalia aumentar intervalo entre viagens dos ônibus

Empresas afirmam que tiveram prejuízo de R$ 100 milhões em Porto Alegre

Empresas de ônibus afirmam que tiveram prejuízo de R$ 100 milhões em Porto Alegre | Foto: André Ávila / Especial / CP Memória

Empresas de ônibus afirmam que tiveram prejuízo de R$ 100 milhões em Porto Alegre | Foto: André Ávila / Especial / CP Memória

A EPTC confirmou, nesta terça-feira, estar avaliando medidas para tornar mais atrativo o transporte coletivo em Porto Alegre e para reequilibrar financeiramente os contratos com empresas de ônibus. Uma das decisões pode ser o espaçamento de horário entre as linhas, com diminuição de horários em que há pouca demanda.

Empresas de ônibus anunciaram, nesta terça, prejuízo estimado de R$ 100 milhões em um período de um ano. As empresas alegaram queda de 11% no número de passageiros transportados, além de alto número de isenções, que atingem 35% das viagens na Capital.

O diretor-presidente da EPTC, Marcelo Soletti, explica que o dimensionamento do transporte é feito semestralmente, com reavaliação de todas as linhas. O reequilíbrio dos contratos com as empresas envolve uma série de medidas, como aumento do número de passageiros – mas, para isso, conforme Soletti, é necessário mais qualidade no transporte, o que só vai acontecer quando houver GPS e câmeras nos ônibus. A redução de custos do transporte também é estudada.

Soletti lembra que há linhas de ônibus de 10 em 10 minutos que, com readequações, podem passar a fazer intervalos de 15 minutos entre as viagens em horários que não sejam de pico. Há viagens de 10 km em que são transportados quatro passageiros, o que também onera os prestadores.

Bibiana Dihl / Rádio Guaíba / Correio do Povo

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6 respostas

  1. Que palhaçada! Eu que sou autônoma, saio de ônibus em vários horários, muitas vezes espero 20min no meio da tarde um ônibus… imagina com essa ideia nova!

    Esse tal Marcelo Soletti já ganhou minha antipatia por um bom tempo.

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  2. Que tal racionalizar de verdade através de alimentadores e linhas rápidas troncais ao invés de linhas que trafegam quase 30km em ziguezague onde na mesma linha há trechos super lotados e trechos subutilizados? sem contar a imensa sobreposição de linhas que causam engarrafamento de ônibus vazios dentro dos corredores.

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  3. Fala sério. Primeiro que essa regularidade afirmada é duvidosa. Segundo: Se influenciar positivamente intervalos de 15 minutos, ninguém vai se opor, pois sabemos que esta é a nova regra!!! GPS em ônibus é algo atrasadíssimo. Câmera em ônibus, só se for para transmissão em tempo real, que permita uma ação efetiva da policia em caso de assalto, pois chega de camera gravando para análise de fato consumado. Ninguém quer saber como e por quem um familiar foi morto, queremos que isso seja evitado ou ainda não entenderam??? Quanto a 4 pessoas utilizando um transporte, é problema de administração ou vamos mandar os 4 descerem e ficarem em casa?

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  4. O Marquezan é um GÊNIO !
    “talvez nós tenhamos que tirar os cobradores pra manter a tarifa”
    aí da o estouro da greve dos cobradores
    “NÃO SE COGITA TIRAR OS COBRADORES DOS ONIBUS”
    aí da o estouro das manifestações pela tarifa
    “nós temos que aumentar a tarifa, porque temos cobradores, eles querem aumento”

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  5. Já escrevi aqui que o sistema de transporte de Curitiba é em alguns casos mais rápido que em Porto Alegre,tem menos funcionários trabalhando e pelo que vi vai ficar mais caro que aqui. Da maneira que o nosso transporte funciona com várias linhas fazendo o mesmo trajeto nos corredores ao meu ver não tem jeito. Aumentar o espaçamento entre viagens significa menos horas extras e talvez menos cobradores e motoristas e onibus mais cheios. Vou dar um exemplo determinada linha funciona de 10 em 10 mas ai tem o sistema arcaico de linha sobre linha nos corredores se o a frente tem folga no horario o de tras fica preso e muitas vezes se atrasa e ai a volta gera atraso e os 10 em 10 as vezes passam para 20,30 assim por diante.lembrem do corredor da Bento o povo matou os empresarios mataram e os sindicalistas tambem sepultaram uma boa ideia.

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  6. O problema do transporte público e da mobilidade urbana em Porto Alegre é tão espinhoso quanto a questão dos moradores de rua. Há que se ter culhão e muita disposição pra trabalhar pra poder resolver. O bicho pega é quando a gente sabe que essas empresas de ônibus são uma máfia. O poder público é refém deles não é de hoje.

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