Moradores de rua são retirados do Viaduto Otávio Rocha, na Borges de Medeiros

Viaduto-

Barracas, cobertores, madeiras e outros materiais também foram removidos do local. Foto: JÁ

Quem passou nessa quarta-feira pelo Viaduto Otávio Rocha, da avenida Borges de Medeiros, no centro histórico de Porto Alegre se deparou com uma visão rara. O local sem moradores de rua e sem a população que normalmente dorme e mora na área.

Cobertores, camas improvisadas, barracas e outros materiais que eram usados como abrigo pela população do local também foram removidos por caminhões do DMLU, com cobertura de policiais da BM.

Os moradores alojados sob o viaduto foram retirados por uma ação da Prefeitura da capital, através da participação de secretarias que fizeram um diagnóstico da situação. A ação não foi divulgada para não causar publicidade negativa e nem para expor os moradores, segundo uma fonte da Secretaria Municipal da Saúde. A Brigada Militar acompanhou toda a operação e deixou um veículo com brigadianos no local, para impedir novos ocupantes.

Jornal Já



Categorias:Abandono, Descaso, Outros assuntos

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11 respostas

  1. o meu irmão Marcos de Castro Correa caiu do viaduto na parte lateral de subida, aí por perto, era doente neurológico, alguém sabe de fatos? Costumava fugir dos Centros acolhedores, esta hospitalizado no HPS. Com duplas fraturas. Alguem pode me informar como realmente aconteceu? parece que o acidente ocorreu depois da ” limpeza” feita pela prefeitura ou PM
    Obrigada.


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  2. Isso nunca vai ser resolvido se eles não forem.internados, e todo mundo sabe que ninguém pode obrigar eles a ser internados, mesmo colocando a própria vida em risco e a de terceiros.
    Muitos não querem ir para abrogos, outros tem família e dinheiro, mas preferem a rua, é uma situação delicada.

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    • A solução é simples, mas cara: basta ter vagas em clínicas e existir alternativas de apartamentos populares, aluguel popular, etc. Tendo essa estrutura basta orientar a BM e à Guarda Municipal que quando avistar barracas, caixas, colchoes e outros tipos de acampamentos, que desmonte esses acampamentos de pronto e oriente as pessoas que estão nesses acampamentos ou a buscar o apoio da prefeitura (que deve existir previamente à abordagem). A outra opção que fica ao “morador de rua” é continuar “morando na rua”, mas sem colchão, fogão e mesa de jantar. Tem que ser dada a opção de abrigo, tem que haver vaga imediata no abrigo e/ou clínica e programas sociais. Havendo isso, o sujeito sabe que não pode acampar na rua, pois não é falta de opção, há a alternativa da moradia pública, o cara vai morar na rua porque quer, e se quer morar na rua, que arque com as consequencias de morar na rua.

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  3. Esse trecho de uns 4m de largura é uma área pública que deve estar livre para a circulação pública. Quando alguém, seja pobre ou rico, isola a área para uso privado é o que se chama de privatização.

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  4. Perfeito o que fizeram em não avisar. O problema é que eles voltam, se não os mesmos, outros irão parar ali, o que deveria ser feito após essa ação, é ter alguem cuidando para que não aparecessem mais moradores de rua.

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    • Esse é o tipo de análise completamente desconectada do mundo real e da conjuntura. Quer dizer que na sua concepção ou entendimento, basta cuidar para que não voltem? Não voltem aonde estão cuidando, certo? Ok. Mas se não voltarem de onde saíram, irão para outros lugares, e sejam quais forem os novos locais elencados por eles, esses locais serão desagradáveis. Será que é difícil de entender que os moradores de rua ainda continuam existindo, logo ocuparão ruas e, de um ou outro modo continuarão a ocupar ruas? Há infinitos locais públicos na cidade aonde moradores de rua podem se estabelecer. A solução não é simplesmente retirar moradores de rua de um determinado local, mas fazer com que os moradores de rua DEIXEM DE SER moradores de rua. é um problema estrutural, social, complexo e que requer esforços SÉRIOS E COORDENADOS dos entes públicos, privados e da sociedade em geral. Eu, por exemplo, odeio circular por lugares tomados por sujeira, mau cheiro e mendigagem, mas tenho consciência de que a pobreza crescente – em escala vertiginosa no Brasil -inevitavelmente leva muitos milhares de pessoas a morar nas ruas.

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    • Há de se retirar esse pessoal desses locais, e da beira do Dilúvio, e do canteiro central da Venancio Aires. Mas há de se oferecer uma alternativa.

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  5. Tolerância zero com o caos e a degradação. Isso melhora tudo.

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  6. O problema do viaduto pode ser resolvido “botando pra correr” todos os dias os “moradores” dele.

    Ja o problema de moradores de rua continua sendo complexo, segundo pesquisa feita pela propria prefeitura e amplamente divulgado meses atrás, a maioria destes moradores de rua sao porto alegrenses, logo nao adianta somente dar passagem de volta para sua cidade para estas pessoas.
    Muitos sao viciados, outros somente nao tem para onde ir.

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  7. Resta-nos saber qual é o planejamento todo. De nada adianta remoção se não há local aonde realocar – caso contrário, todos voltarão. Mas eu gostaria de ir mais adiante nesse assunto. Como todos sabemos e vemos todos os dias, o país está em franca decadência econômica, com desemprego em alta e nenhuma perspectiva de melhora a curto prazo. Não é surpresa alguma que milhares de pessoas vivam hoje nas ruas. Isso é um problema cada vez mais amplo e estrutural do Brasil. Não vou cair no simplismo de analisar o problema todo apenas por um viés pontual. A miséria crescente e a falta de qualificação profissional fruto de políticas desastrosas no âmbito educacional estão levando o país a tornar-se um grande valhacouto de miseráveis, muitos deles inclusive egressos de camadas sociais acima da classe C. Para piorar, temos um país campeão no quesito violência, tráfico de drogas e viciados; assim a nação preparou o seu próprio enterro.

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  8. e foram para onde?? Toda essa mobilização para não incomodar o olho com a estética das malocas nesse corredor sem comércio nem residencial, o ganho? só para 2 metros de piso a mais pro transeunte.
    E a revitalização do lugar só acontecerá meses ou até anos depois dessa retirada, se não precisar de outra futura.

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