Prefeitura pede ao governo federal doação de prédio da Usina do Gasômetro

A Prefeitura de Porto Alegre solicita ao Governo Federal a doação do prédio da Usina do Gasômetro ao Município. O imóvel pertence à Eletrobras. Um ofício com o pedido foi entregue pelo prefeito Sebastião Melo ao presidente Jair Bolsonaro durante encontro neste sábado, 10, na Capital.

Foto atual da Usina do Gasômetro. Gilberto Simon – 02/06/2021

A preocupação do Executivo é com o futuro de um dos cartões postais da capital gaúcha, já que a Eletrobras – proprietária do imóvel – está no Programa Nacional de Desestatização do governo federal. Em 1982, o prédio foi cedido por tempo indeterminado ao Município. “A Usina do Gasômetro é um dos espaços culturais com maior simbolismo da nossa cidade, por isso entregamos esse pedido de doação pessoalmente ao presidente Jair Bolsonaro”, salienta o prefeito.

“Atualmente em reforma e modernização por parte do Município, estuda-se transformar a Usina do Gasômetro em um novo marco de inovação e desenvolvimento da cidade”, afirma o secretário municipal de Administração e Patrimônio, André Barbosa.

Revitalização – A Usina do Gasômetro passa pela maior intervenção desde sua construção, em 1928. O investimento é de mais de R$ 13, 9 milhões e tem prazo de conclusão para o primeiro semestre de 2022.

A obra, executada pelo Consórcio RAC/Arquibrasil, entregará equipamentos modernos, mantendo a essência de exibição de espetáculos experimentais, com diversas áreas de exposição, foyer e espaços multiusos, sala de dança e áreas técnicas.

Para maior segurança, está prevista a modernização da infraestrutura do prédio, contando com espaços 100% acessíveis. Trará ainda assentos e pergolados para apreciar a vista do Guaíba, duas novas escadas, restaurante com vista panorâmica no quarto andar e café com vista para a Rua da Praia.

“Estudei a Usina do Gasômetro na minha dissertação de mestrado nos anos 1990 e colaborei na elaboração do memorial. A usina é a joia da orla, coração da cidade”, diz o secretário municipal da Cultura, Gunter Axt.

Prefeitura de Porto Alegre



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14 respostas

  1. Meu sonho era ver o Gasômetro transformado em algo tipo a Tate Modern de Londres, algo permanente e que não dependesse de exposições e eventos temporários.

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  2. Bah, essa situação é temerária, se o desgoverno federal seguir sua cartilha… rezemos…

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  3. Serio? Que derrubem logo esse elefante branco pra renovar essa aera tb.

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  4. Será que não seria mais vantagem ficar com Eletrobras? As grandes empresas em geral dão bastante apoio cultural, a exemplo do Farol Santander e creio que manteriam as instalações sempre conservadas. Nas mãos da prefeitura tenho minhas dúvidas.

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    • Melhor seria passar sim pra prefeitura e depois fazer convênios ou adoções. Se passar pra eletrobras privada, um dia resolvem dar outra destinação ao prédio e a população fica a ver navios…

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      • Exatamente.

        Se passar pra Eletrobrás privada, eles vão cuidar e preservar o Gasômetro no início.

        Mas se de uma hora para outra resolverem dar outro destino ao prédio, já era. Deus nos acuda, protestos, justiça, fecha tudo, Prefeitura x empresa, etc.

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      • Sim, apenas estou levantando a questão. Não tenho opinião formada sobre isso. Mas não é tombado o patrimônio?

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        • Tombamento não caracteriza uso, ou seja, o prédio deve apresentar as características físicas indicadas no processo de tombamento, mas nada impede o proprietário de mudar seu uso. Pode ser que a Eletrobrás queira fazer um centro cultural ali, mas pode ser que queiram fazer um shopping. A Cervejaria Bopp é tombada, por exemplo, mas o seu uso é o Shopping Total.

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          • Que privatizem então.

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            • Tu não entendeu a questão. Relê o texto. O que está sendo privatizado é a Eletrobras. A usina é utilizada pela prefeitura, mas pelo que sei não foi doada. Então um dia podemos ficar sem o centro cultural, não sem a usina. Ela é tombada. Não pode ser derrubada.

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      • Eu entrei lá para ver dois eventos em quase 40 anos. As outras vezes era um abandono sem nada interessante dentro, entrei pra chegar do outro lado. Privatizar é dar à população o que ela quer (afinal, vão pagar pra ir, e se não der lucro, fecha). Sempre o que importou foi a estrutura do prédio, não o que acontecia dentro.

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