PORTO ALEGRE PRECISA SER REVITALIZADA – ENTREVISTA COM ADELI SELL

Entrevista com o vereador Adeli Sell

PORTO ALEGRE PRECISA SER REVITALIZADA!

Nascido no município de Palhoça-SC, em 1953, Adeli Sell – filho de pequenos agricultores -, chegou a sua cidade do coração em 1972. “Adotei a capital dos gaúchos e fui por ela adotado”, costuma repetir o vereador que já se encontra em seu quarto mandato na Câmara Municipal. Formado em Letras pela UFRGS, foi professor de Inglês e de Literatura. Com um grande gosto pela leitura, Adeli tornou-se livreiro por muitos anos. Ao começar a militar na política cedo, foi um dos fundadores do PT no Rio Grande do Sul e membro da Executiva Estadual por 15 anos. Na prefeitura, entre 2003 e 2004, foi titular da Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic) de Porto Alegre. Por lá, foi precursor de uma metodologia de combate à pirataria, ao contrabando e à falsificação, além de inovações na área do Licenciamento, no trato com os servidores públicos, em ousadas articulações e parcerias com iniciativa privada. Atualmente é vice-presidente da Câmara Municipal e integra a Comissão de Defesa do Consumidor e Direitos Humanos da Casa. Quais os principais projetos e bandeiras para esta legislatura? Sou um vereador da cidade e estou sempre em defesa de tudo o que interessa ao cidadão. Mas neste ano, vou dar destaque aos problemas da saúde como a falta de medicamentos e o péssimo atendimento nos postos de saúde. Outro tema que também venho tratando é referente ao tema da circulação e do transporte de Porto Alegre. Em defesa da EPTC, tenho insistido pela saída do Secretário Luiz Afonso Senna, que não cumpre com sua função de gestor. Além disto, eu tenho um grande projeto nesta legislatura que se chama Pinta Porto Alegre – uma política que propõe a revitalização estética da cidade, priorizando o patrimônio cultural, o plantio de árvores e o cuidado das praças. Como vice-presidente da Casa este ano, quais são as prioridades do Parlamento? Como vice-presidente estou ajudando a tocar os projetos da Câmara, como o Plano Diretor – projeto mais importante a ser debatido e votado na Casa. Também como membro da mesa diretora, estou responsável pela TV Câmara – canal de comunicação do parlamento -, e pela Escola do Legislativo – responsável por atividades e ações educativas, sociais e políticas abertas ao público. Qual o papel da Câmara na aproximação com a cidade? A Câmara muitas vezes fica distante da população. O que temos feito é abrir o parlamento para que os cidadãos fiquem a vontade para debater os temas da cidade. Através de audiências públicas buscamos manter mais contato com as demandas da nossa população, ir ao encontro delas e das comunidades. Por isso, é importante que as pessoas busquem o nosso gabinete na Câmara Municipal para reivindicar e demandar. Estou sempre disponível para ouvir e levar adiante as necessidades das comunidades. Como trazer a população para debater os temas importantes para Porto Alegre? Instigar as pessoas a reclamar, dando espaço para que elas exponham seus conflitos e necessidades. Eu tento construir canais de participação direta, dando espaço para reunir, ouvir e encaminhar questões. Meus boletins servem como divulgação de nossas ações, mas também como forma de recolher as críticas. Como ser oposição qualificada ao Governo Fogaça depois de uma reeleição? A oposição qualificada e responsável é fundamental para a democracia. Meu papel como vereador de oposição ao atual governo é sempre manter a coerência, estando na situação ou não. Cobro, mas aponto os caminhos. Destaco o que está correto, mas critico a incompetência e a lentidão do atual governo. O Executivo gerido por Fogaça, através de suas secretarias, garante um péssimo atendimento aos cidadãos. É uma prefeitura tímida, sem ousadia e sem projetos. Quais os desafios do PT nesta legislatura? O desafio é apresentar propostas viáveis para a cidade, como a revitalização do Centro, com uma política de saúde e assistência aos moradores de rua. Revigorar nossa orla do Guaíba com um projeto que dê sustentação econômica, social e ambiental ao espaço, assim como Buenos Aires, Rosário, Lisboa, Porto e Barcelona já fizeram com seus rios e lagos. É preciso dar vida aos grandes centros. Devemos trazer o Guaíba para o convívio diário dos porto-alegrenses. Como petistas devemos investir na ousadia, deixando de lado as disputas e a grenalização da política. Isto só prejudica nossa relação e dificulta o avanço das políticas comuns.

Abril/2009



Categorias:Opinião

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