GRÁFICO: Estrutura cicloviária em cidades do Brasil (km)



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32 respostas

  1. Detalhe que Cuiabá deve ter 3 ou 4 vezes menos população que Porto Alegre.
    Sei de projetos em Curitiba pra estender as ciclovias pra mais de 300-400 km (dizem por aí). Mas parece que até a copa vai ganhar cerca de 18-19km (acho que o Rio tb!)
    Tomara que espandam as ciclovias. Eu moro em Goiânia e agora é que estão surgindo iniciativas do tipo! 😦

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  2. O tipo de ciclovia correto é aquele que concorre com o ônibus, e aí que as prefeituras não querem concorrência. Bicicleta se compra uma vêz, e busão pagamos cada viagem na ida e na frida. Moro em Curitiba e as ciclovias estão escondidas e não servem para eu ir trabalhar e sim para alguns raros passeios de fim de semana. POA pode ter ciclovias, mas….. a prefa não quer.

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    • Justamente a razão que leva à aquisição de motos em muitos casos é a competição com o transporte público, pois o custo de manutenção de alguns modelos é mais barato que andar de ônibus. No caso das bicicletas, mesmo de vez em quando trocando pneu e lona de freio (isso se não for daquelas com freio contra-pedal, o popular “freio Torpedo”), fica ainda mais barato e, dependendo das distâncias, bem mais vantajoso.

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  3. Falo com toda a sinceridade que gostaria que Curitiba fosse essa maravilha toda. Gostaria de morar em um lugar tão bom assim, tão europeu, tão organizado, essa cidade de superlativos criada por vocês (a anos de luz de POA, MUITO melhor que POA, dentre outras generalidades -inclusive algumas inverdades, como a afirmativa de que o IDH de Curitiba é superior ao de POA. Segundo a ONU, em relatório de 2010, Curitiba é das cidades mais desiguais do mundo). Mas a realidade é outra. Não nego, e nunca neguei, que há coisas boas, algumas coisas melhores que POA. Também acho bonitinhas as flores nos canteiros. Alguns parques são bem cuidados, apesar de muitas vezes mal freqüentados, para dizer o mínimo. O urbanismo dos anos 60 e 70 – numa época em que a cidade era verdadeiramente interiorana-, que deixou a cidade ao menos mais arejada, é realmente interessante. Como esse urbanismo foi feito e as suas conseqüências, aí são outros quinhentos. E eu digo decadente, talvez exagerando um pouco no adjetivo, pois no que Curitiba é reconhecida (o urbanismo) há pelo menos a visível estagnação. Não é uma cidade reconhecida por sua arquitetura (apesar de ter sido forjada por arquitetos e urbanistas), por ser ecológica (quem ainda tem a coragem de sustentar isso numa cidade que tem o segundo rio mais poluído do país?), por ser pólo cultural, nem mesmo o transporte coletivo é como dantes. O que resta? O urbanismo desgastado. Curitiba precisa tirar o rei da barriga para ficar menos pachorrenta. Aliás, o que Curitiba está precisando é um empreendimento da envergadura do novo cais Mauá, algo que valorize a cidade, pois o que foi feito de mais grandioso nos últimos anos foi a revitalização da rua 24 horas (que não é mais 24 horas); está precisando também da recuperação de seus rios como está sendo feito no Guaíba; está precisando de alguns ícones arquitetônicos, como o Museu Ibere ou o projeto do Daniel Libeskind, para quebrar a monotonia dos espigões; um Multipalco; poderia ter alguma grande exposição de arte, semelhante à Bienal do Mercosul, ou um festival de teatro à altura do de POA, ou mesmo um feira do livro, uma mísera feirinha, que servisse ao menos para colocar em evidência a leitura, o livro. Enquanto o centro de POA revigora-se, o de Curitiba decai. Inegáveis constatações. Enfim, se POA pode aprender com Curitiba como dizem, a recíproca também pode ser verdadeira.

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    • Acontece que aqui estamos discutindo POA. Temos que ver o que Curitiba fez melhor que nós e nos espelhar nestas coisas, ver como podemos conquistar estas coisas mesmo que de outra maneira. Dizer que não tem nada a ver nos espelhar nela por que xyz é ruim lá é inútil aqui no portoimagem pois todas cidades tem problemas. TODAS.

      Os problemas de Curitiba devem ser discutidos num blog relativo a isso. Desqualificar ela aqui não ajuda ninguém.

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  4. Já que Curitiba veio à baila novamente, dêem uma olhada na entrevista do ex-presidente do Ippuc sobre a cidade. Bem interessante, sobretudo quando ele aborda a visível decadência da capital paranaense justamente na característica que fez a fama da cidade: na vanguarda urbanística. Ele fala, também, do decaimento por que passa o centro da cidade, principalmente em relação ao seu comércio, coisa que é perceptível para quem acompanha o dia a dia de Curitiba. Há muitas outras coisas que podem ser ditas, que já foram ditas, inclusive, mas não as repito, para não ser inconveniente. Mas cabe aqui uma pergunta: não há exemplos ao redor do mundo muito mais proveitosos a POA do que uma decadente Curitiba?
    Eis a entrevista: http://www.gazetadopovo.com.br/entrevistas/conteudo.phtml?tl=1&id=1194002&tit=O-ultimo-dos-elegantes#ancora

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    • O portoalegrense sempre dá um jeito de desclassificar a comparação. Curitiba dão um jeito de dizer que a cidade é ruim, mesmo que é claro que é superior a poa em alguns quesitos. Quando se menciona de outros países, sempre se discute como os dois países são muito diferentes para valer a comparação.

      Daí o resultado é que continuamos fazendo diversas coisas erradas, até por não nos inspirar em quem já fez bem. E meus comentários aqui são todos marcados com “não gostei” haha.

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      • é que para muitos é ainda um mito admitir que Curitiba, uma cidade que até a década de 70 praticamente não tinha aparência de capital, nos superou em praticamente todos os quesitos: população, economia, índice de desenvolvimento humano, enfim…
        Curitiba pode ter defeitos, como todas as cidades têm, mas eu a admiro por ter um Poder Público sempre atuante e para frente, que cuida realmente da cidade, que deixa seus canteiros floridos, os chafarizes funcionando, que abaixa os impostos para que os empreendimentos se instalem e tragam desenvolvimento para a cidade e toda sua população. Em tudo isso, eles estão há muitos anos luz à nossa frente. Querer negar isso é ser tolo! O que me dói é a quantidade de oportunidades desperdiçadas por Porto Alegre e seu inoperante Poder Público: aqui só querem saber de apoiar festa do pêssego, rodas de macumba, culturas exóticas. Acompanhem as notícias do site de Prefeitura de Poa e de Curitiba para ver a gritante diferença…

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  5. Idéias para trechos de ciclovias:

    1 – Av Sertório tem quase 10 Km de extensão, com bastante espaço para implantar uma ciclovia;
    2 – Av Assis Brasil da FIERGS até o Triangulo(trecho com intenso fluxo de gente que vai ao trabalho de bike) 4,2 Km;
    3 – Do início da AJ Renner até o Centro (alternando por farrapos ou outras ruas da região) em torno de 7 Km;
    4 – Av Ipiranga do campus agronomia até o Guaíba em torno de 16 Km;
    5 – Partindo do Gasômetro, até a Serraria, o mais proximo possível da orla, levando em consideração ruas existente e areas particulares 21,4 Km;

    Todas essas são planas em sua totalidade e com espaço para aplicação. Quase 60 km ao total. Espaço tem de sobra, é só querer.

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    • Só a título de curiosidade: Se traçada uma linha ao redor de Porto Alegre, ela teria o comprimento aproximado de 100 Km. Menos da metade das ciclovias do Rio de Janeiro. A cidade de Porto Alegre tem em torno de 500 km² de área total, enquanto o Rio De Janeiro tem 1.182,296 km². Ok, aí se incluem matas e morros e locais de difícil acesso. Mesmo assim acho que a comparação é meio irracional…

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  6. Porto Alegre tem lombas em ruas e também em grandes avenidas, e usam isso como desculpa para não comprara nossa capital com outras cidades no quesito ciclovias.

    De fato, Rio de Janeiro ou Curitiba não têm o relevo cheio de lombas de Porto Alegre (apesar das grandes e íngremes montanhas do Rio, a cidade no “asfalto”, como dizem lá, é plana).
    Mas… lembro que Belo Horizonte e Salvador também tem grandes lombas, pela cidade inteira. E mesmo assim tem mais ciclovias que a capital do Não.

    Realmente, nossos “ecologistas” são agentes a serviço do ideologismo (ideologismo ligado à esquerdalha), e ponto final.

    Queria eu que Porto Alegre tivesse ecologistas, mesmo.

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  7. Estes cálculos estão errados. Façam um cálculos proporcional ao números de habitantes.

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  8. – Metade das pessoas que reclama aqui por ciclovia nem andaria caso tivesse uma em POA.
    – Os ambientalistas não reclamam porque eles são os que mais usam carros, nem usam transporte público.
    – Acho desgastante essa mania de comparar POA e CWB. Se tanto apetece CWB, é só mudar para lá. CWB pode nos dar uma lição com seu centrinho bonitinho (só o centrinho, pois o resto é muito sujo), mas tem muito que aprender com POA também.

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    • aH tah, vc não deve conhecer Curitiba para dizer que o resto é sujo. Se Poa tivesse 10% da ousadia de Curitiba já estaria mto melhor..

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      • CWB é bonita na sua parte turística, o resto da cidade tem mais sujeira que a região metropolitana de POA.

        Concordo que POA poderia ter a ousadia de CWB, mas dinheiro é o que falta por aqui, então tem outras questões que devem ser solucionadas antes.

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      • Em relação as ciclovias, sugiro dares uma olhada nos forums do pessoal do Massa Crítica, eles usam bicicleta sim e muito.

        Sobre Curitiba, não sei o que significa “parte turística” pois a região central inteira é onde as pessoas trabalham e onde boa parte vive, e é toda muito mais organizada e limpa que nosso grande centro. O cuidado deles com seus parques, etc é de outro nível. Quase todos indicadores (como o desta matéria) de lá são melhores que o de cá.

        E não quero me mudar para lá, quero que minha cidade melhore e acho que para isso devemos nos espelhar em cidades que fizeram algumas coisas melhor. Negar que elas o fizeram sim não ajuda nada.

        E gostarias de listar o que eles deviam aprender conosco? Ou pq Curitiba é muito mais rica que POA?

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  9. morei em bsb e não lembro de ter tanta ciclovia lá… só se estão contando os espaços reservados em parques pra corrida/caminhada/andar de bicicleta.

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  10. E a cidade acima de Porto Alegre tem quase o dobro de ciclovias, e pensar que é uma coisa tão simples…
    Pra barrar orla decente os ambientalistas estão sempre lá, mas pra exigir ciclovias para acabar com os maiores poluentes urbanos – os carros – eles não se mexem. E depois querem que a gente acredite que eles não têm outras intenções…

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    • Os maiores poluentes urbanos são os ônibus e caminhões. O diesel brasileiro tem 500ppm de enxofre contra 10ppm em outros países. É isso que torna os prédios brasileiros escurecidos pouco tempo depois de pintados.

      Carros são os maiores ocupantes das vias, causando atrasos, mas não os maiores poluidores.

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      • O problema pior não é o diesel, mas sim, o motor que queima ele. Nossos motores diesel são péssimos, estão duas gerações distantes dos europeus, temos que mudar nossa legislação municipal e trocar essa frota. Mas mesmo assim temos que ter cuidado na analise, eu concordo que um ônibus polui mais que um carro, mas se tu ver o índice per capta, um carro emite mais por passageiro transportado que os ônibus. Outra coisa, vale lembrar que existem mais poluentes além do enxofre (Co, NOx, particulados e etc)

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        • O problema não são os motores Diesel em si, mas a “qualidade” do óleo diesel nacional que inviabiliza o uso de alguns sistemas de pós-tratamento como DPF (filtro de particulados) e alguns conversores catalíticos, e esse problema pode ser resolvido tanto com o biodiesel quanto com melhorias nas técnicas de recuperação do enxofre nas refinarias. Mas com a introdução dos sistemas de injeção eletrônica common-rail, que começou a ganhar força a partir de 2005, já foi possível reduzir a emissão de particulados devido à maior precisão dos ajustes de injeção feitos em tempo real. Para o governo é até interessante que se perpetue o mito de que motores Diesel são muito poluentes, para evitar que a população pressione pela liberação do uso em veículos leves…

          http://dzulnutz.blogspot.com/2011/09/diesel-apesar-dos-preconceitos.html

          Vale destacar que a grande maioria dos veículos classificados como “ecológicos” no mercado europeu são movidos a diesel, os híbridos são uma gambiarra para agradar aos americanos e japoneses.

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    • Se não me engano mudaram o tipo de diesel agora recentemente, não?

      Mas mesmo não mudando, apesar destes veículos serem os mais poluentes os carros são muitos, acabam somando muito à poluição.

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  11. Se houvesse ciclovia ao longo de toda (ou boa parte) da orla, como é no Rio de Janeiro, já seriam somados 70km aos 7,8km atuais, o que colocaria Porto Alegre na 3ª posição.

    Não é nem um pouco difícil de fazer. Basta querer.

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  12. E pra não perder o hábito: mais uma vez Curitiba na frente. 😛

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  13. Acho que seria legal botar junto aquele outro gráfico que te mandei, que inclui cidades de outros países.

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