Inter pode ter uma alternativa gaúcha para a obra no estádio

Zamin reiterou exigência de garantias para viabilizar operação de financiamento da obra BANRISUL/DIVULGAÇÃO/JC

Uma alternativa local que estaria sendo formatada entre a diretoria do Internacional e um pool de construtoras pode viabilizar a reforma do Beira-Rio a tempo de o estádio permanecer como sede dos jogos da Copa do Mundo de 2014 em Porto Alegre. O Nex Group, formado por Capa, DHZ, EGL e Lomando, Aita, está disposto a assumir o empreendimento em um modelo de negócio diferente do formato da Andrade Gutierrez (AG), baseado no rendimento futuro a ser obtido como o novo Beira-Rio. No ano passado, o Nex chegou a preparar uma proposta para participar da licitação aberta pelo Inter para a realização da obra, mas não teve tempo hábil de concluir o projeto no prazo estipulado.

A opção por uma nova construtora ganha força após mais uma reunião entre a diretoria do Banrisul e a AG, ocorrida ontem à noite e convocada às pressas pelo grupo mineiro e que terminou sem avanços. O presidente do banco, Túlio Zamin, chegou a cancelar uma extensa agenda em Teutônia e na Festa da Uva, em Caxias do Sul, para retornar à Capital para outra rodada de negociações que acabou sem nenhuma novidade para resolver o atual impasse envolvendo a liberação do financiamento superior a R$ 200 milhões necessário para dar início às reformas do Beira-Rio.

Segundo Zamin, o esforço para a realização de uma nova conversa foi feito com o objetivo de abrir espaços para que a construtora trouxesse fatos novos. No entanto, o grupo aproveitou o tempo para tentar defender a mesma proposta que vem sendo debatida desde o ano passado e outra vez ouviu a recusa contundente do banco gaúcho, que não aceita flexibilizar as exigências de garantias sobre 100% do valor contratado. A construtora aceita se comprometer com apenas 20%.

“Efetivamente não obtivemos avanços. Estamos trabalhando sempre com a mesma proposta. Hoje (ontem) recebemos os executivos a pedido do presidente do Internacional, Giovanni Luigi e estamos dispostos a fazer isso novamente com prioridade, mas infelizmente, não avançamos”, afirmou Zamin. A estrutura da operação permanece a mesma. A única alteração foi o ingresso de uma nova empresa que oferece a participação em um fundo de aplicações financeiras. Segundo o executivo, o fato interessaria ao Banrisul, mas não altera em nada o quadro atual das negociações e da composição da Sociedade de Propósitos Específicos (SPE) liderada somente pela AG até o momento.

A respeito das possíveis pressões governamentais nas esferas estadual e federal, Zamin negou qualquer influência que possa mudar a postura do banco. Questionado sobre a entrada do Nex Group como um plano alternativo para tocar as obras do Beira-Rio, o presidente do Banrisul se limitou a exaltar a relação do banco com o grupo, mas afirmou que não recebeu nenhum contato oficial e disse estar aberto à análise de uma possível proposta.

No mesmo momento, a diretoria do Internacional se reuniu com a comissão de obras. O presidente Giovanni Luigi apresentou a situação atual da negociação com a AG. Ele aproveitou para esclarecer que, até o momento, não há um plano B caso a AG não assine com o Inter e desista da parceria com o clube para as melhorias do estádio da Copa em Porto Alegre. “Não existe nenhuma outra empresa (como plano B), gaúcha ou de outro local. Entendemos que a Andrade Gutierrez assumiu o compromisso de dar as garantias e estamos cobrando que ela assuma a responsabilidade. O Inter e a construtora já venceram todas as etapas. O que falta são as garantias, que devem ser dadas pela construtora”, resumiu Luigi.

Uma fonte que participou das negociações da minuta do contrato entre Inter e AG recomenda que o clube não se manifeste sobre eventual plano B para não dar motivo de a construtora desembarcar do negócio. Uma atitude desse tipo poderia gerar desvantagem em futura discussão judicial sobre os danos com a interrupção do acordo.

Jornal do Comércio



Categorias:COPA 2014

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2 respostas

  1. Diante de tal impasse criado pelo Inter e a A.G., o cidadão fica a questionar, as obras previstas e realizadas até o momento, inclusive pela própria Pref. Mun. POA foram atrelados a de que o estádio do Inter iria patrocinar os jogos, aí vem um problema, como partir para o Plano B que tanto quer o Pres. do Grêmio, Paulo Odone, se não estão previstas obras de infraestrutura para a Arena no tocante as obras previstas para a Copa do Mundo, e as obras previstas para o Estádio do Inter como ficariam, seriam tocadas a toda vapor e, ao mesmo iríamos bancar também as obras previstas para a Arena, aliás o Gov. do RS disse que vai bancar as obras em torno da Arena, está em torno de 80 milhões, para um Clube privado.

    Engraçado em tudo isso, foi a manipulação, talvez dos projetos, com o intuito de favorecer os empresários que estariam de olho nas obras previstas para o entorno do Inter, em que cidadãos serão desalojados para atender a demanda da Copa do Mundo.

    Pelo andar da carruagem, essa Copa do Mundo sairá uma fortuna para os cidadãos que pagam impostos, claro que tudo isso com dinheiro público.

    Diante dos fatos apresentados até o momento, só resta a interveniência do Min. Público do Estado do RS a fim de esclarecer os cidadãos que assistem a tudo isso com perplexidade.

    Aliás, muitos não querem o Projeto B, visto que não seriam beneficiados neste momento.

    Enfim, um jogo de cartas marcadas com total falta de transparência, ainda mais que envolve recursos públicos.

    Viva a Copa do Mundo com dinheiro público, o cidadão que pague a conta.

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    • As obras do entorno da Arena não sáo para a Arena, mas obras públicas em infraestrutura pública que devem ser feitas obrigatoriamente pelo Poder Público e que beneficima um bairro e a cidade de Poa como um todo. A OAS fará obras públicas que envolvam diretamente a Arena e os prédios do complexo, como contrapartidas ao empreendimento, mas não tem obrigação com o resto das obras que decorrem da conexão da Estrada do Parque e da futura ponte do Guaíba com a cidade.

      E isso não tem nada a ver com a busca de financiamento e garantias do projeto de reforma colorado, pressionando um banco público e fundos de Pensões de servidores públicos. Aliás, se a AG fornecer todas as garantias, o Banrisul poderia fazer transquilamente esse negócio junto ao BNDES – afinal Banco serve para isso.

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