Ciclofaixa da Icaraí será entregue nesta quinta-feira

Ciclofaixa de 1,7 km segue os padrões do Plano Diretor Cicloviário Foto: Andrey Cidade/Divulgação PMPA

Quem anda de bicicleta em Porto Alegre terá mais uma via exclusiva para seus deslocamentos: a ciclofaixa da avenida Icaraí. A partir das 14h desta quinta-feira, 10, o prefeito José Fortunati, o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, e outras autoridades do município e representantes da comunidade entregarão a primeira ciclofaixa da cidade à população.

O trecho, de conformidade aos padrões do Plano Diretor Cicloviário, tem 1,7km de extensão, entre as avenidas Wenceslau Escobar e Chuí, na Zona Sul, fica no lado direito do sentido bairro-Centro Histórico. junto ao meio-fio e separada por tachões. “Iniciar a implantação de ciclovias era um sonho dos porto-alegrenses, que estamos conseguindo realizar. Nunca se teve tantos espaços prontos e tentos planejados para iniciar. Com isso, esperamos modificar a cultura e tornar a bicicleta uma alternativa para os deslocamentos das pessoas”, afirmou Cappellari.

Como é a primeira ciclofaixa implantada na Capital, a EPTC distribuiu panfletos aos moradores e visitou os comerciantes da Icaraí para tirar dúvidas. A principal delas foi em relação ao tráfego de veículos automotores. “Mesmo com a implantação da ciclofaixa, o número de faixas seguirá o mesmo, assim como as vagas para estacionamento ao longo da avenida. Em alguns trechos, onde há permissão de embarque e desembarque, carga e descarga ou pontos de parada de ônibus, a ciclofaixa é interrompida e os ciclistas deverão aguardar as ações dos condutores”, explicou Cappellari.

Dicas e orientações para motoristas, pedestres e ciclistas que circularão nas imediações e na ciclofaixa da Icaraí

  • A ciclofaixa é junto ao meio-fio. Nos locais onde é permitido o estacionamento, este será demarcado à esquerda da ciclofaixa.
  • Existe sinalização específica para paradas de ônibus, locais de embarque e desembarque e de carga e descarga
  • Nos cruzamentos, a preferência é do ciclista. O motorista que desejar converter à direita deve ter consciência de que a velocidade do ciclista é superior à do pedestre, devendo redobrar a atenção.
  • O ciclista deve trafegar apenas na mão correta, usando no sentido Centro-bairro a pista contrária ou a ciclovia da Diário de Notícias.
  • Nos cruzamentos o semáforo deve ser respeitado. A preferência é do pedestre onde não há semáforo.
  • Nos semáforos onde há conversão à direita, quando o sinal abrir, os ciclistas têm a preferência, por isso os motoristas que pretendem fazer a conversão devem aguardar que todos os ciclistas passem.
  • Foi criado um “box” para o ciclista aguardar a abertura do sinal à frente dos automóveis.

Prefeitura de Porto Alegre



Categorias:Bicicleta, ciclovias

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29 respostas

  1. A ciclofaixa resolve em parte o problema de motorista, pedestre e ciclista na avenida Icaraí.
    O transito está um caus, não estive mais o respeito ao proximo todos querem ganhar vantagem e não perder seu precioso tempo obstruindo a passagem do próximo.

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  2. Prefiro pensar que depois de tanta gritaria sobre essa ciclovia da Ipiranga façam o mesmo sobre essa enjambração na Icaraí. Moro na região, e além de todas questões já mencionadas, como largura da faixa, etc tem mais uma coisa.

    A Icaraí permite cruzamento em diversos pontos de sua extensão, para quem vem do centro e quer entrar no Cristal. Quando o motorista faz esta conversão, existe essa barreira dos carros estacionados escondendo a ciclofaixa. No escuro, por si só fica complicado ver os ciclistas por que a região é meio escura. Como se isso não bastasse, a faixa é de duas mãos.

    Honestamente acho que vai dar muito acidente. E já vi diversos carroceiros usando a faixa também.

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    • Bem lembrado. O certo, nesses casos, é tirar o estacionamento próximo da esquina para que todos se enxerguem. Agora estão se formando associações que visam dialogar com a prefeitura sobre essas implementações cicloviárias, vou sugerir que encaminham sobre isso.

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    • Antes do cruzamento,existe uma área neutra que não há vaga de estacionamento,justamente para o ciclista se tornar visível para quem faz a conversão.

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      • aham, um ciclista andando a a 10km/h (lento) vai ser visível só quando já estiver na porta do carro que cruzou a Icaraí

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  3. É fácil falar com o prefeito e autoridades nessas sistuações?Gostaria de perguntar para eles o motivo de não ter sido respeitado as normas mínimas do PDCI.

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    • Os políticos nem sabem as normas do PDCI. Tu podes ir pessoalmente no setor técnico da EPTC e perguntar. Boa sorte 😉

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  4. moro na Raul Moreira, que foi bloqueada um turno inteiro para essas marcações, não fui avisada sobre isso nem recebi folheto algum- Também tenho notado que os poucos ciclistas são adolescentes moradores das margens da avenida e que andam na contramão sem respeitar sinal algum, também quem gostou muito dessa ciclovia são os carrinheiros.
    agora eles podem estacionar seus carrinhos para separar o lixo sem serem incomodados nem incomodar o trânsito. é só ir lá e conferir

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  5. Domingo fui no gasômetro de bike e passo pela cliclofaixa…já haviam carros em cima da faixa ¬¬..

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  6. Deixa eu ver se eu entendi: três vezes o comprimento da micovia da Ipiranga em menos da metade do tempo?

    Ah tá.

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    • Sugiro que você ao invés de ficar aí na digitação, que encontre espaço para a ciclovia na Ipiranga (incluindo o poder de atravessar árvores e postes, a fim de evitar aqueles desvios).

      Eu disse que a Ipiranga é um peido para fazer ciclovia, ciclofaixa…, eu disse. Não somos (Brasil inteiro) suficientemente desenvolvidos para respeitar o trânsito, quem dirá uma ciclovia. São POUCOS os que se salvam.

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      • O espaço está mais do que encontrado: faixa da direita.

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        • Só se for na calçada, porque se reduzir mais ainda a faixa de rolamento da Ipiranga, a cidade vai parar.

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        • Utilizar as faixas da direita para fazer ciclovias/faixas não pára a cidade. Pelo contrário, parte das pessoas que utilizam o carro por obrigação (falta de outra opção) vai poder utilizar a bicicleta e ocupar menos espaço no trânsito. Isso que faz o trânsito fluir, e não manter ou ampliar espaço para automóveis particulares…

          E no caso da Ipiranga, muitas partes da avenida tem estacionamento na faixa da direita. Então não faria tanta diferença.

          Dica:

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        • Sim, o que proponho é tirar a faixa da direita dos carros e dar pras bicicletas. É precisamente isso, nada mais do que isso. Já dissertei longamente em outros posts sobre como isso seria implementado.

          O teu argumento de que “a cidade vai parar” não tem qualquer sustentação. Demonstra não só uma completa ignorância a respeito das práticas modernas de mobilidade urbana, mas também uma falta de observação empírica.

          Além de ser um cara chato, eu sou um idiota muito observador, e te asseguro: de cada 10 vezes que eu uso a Ipiranga, em 9 delas eu vejo carros estacionados na faixa da direita – mesmo nos locais e horários proibidos. Ora, qualquer dois-neurônios entende que a existência de um único carro estacionado que seja é capaz de reduzir drasticamente o fluxo possível na faixa por centenas de metros, de forma que o uso da faixa da direita para circulação é praticamente nulo.

          Claro, diriam alguns, basta então que a EPTC faça seu serviço e fiscalize o estacionamento, garantindo o fluxo nesta faixa. O problema é que, quando usam este argumento, ostensivamente em defesa do aumento de capacidade para veículos (modelo falidíssimo), os carrólatras estão justamente provando meu ponto, pois se a fiscalização e consequente aproveitamento que propõem trazem alguma capacidade extra à equação, só pode ser porque esta capacidade não estava lá em primeiro lugar!

          Trocando em miúdos: se analisarmos somente do ponto de vista do número de veículos que podem utilizar a avenida (tua mesquinha preocupação), a troca de uma faixa de estacionamento por uma ciclofaixa é idempotente, é seis por meia dúzia. Se analisarmos em termos de capacidade total (i.e. todos os modais), a capacidade aumentou, pois agora naquele mesmo espaço hoje ocupado por uma bola metálica de algumas centenas de quilos, que transporta exatamente zero pessoas (para os acéfalos: me refiro a carros estacionados), com a ciclofaixa temos a circulação de várias bicicletas, que transportam várias pessoas.

          (edit: sim, eu entendo perfeitamente que em alguns pontos bem específicos (cruzamentos mais importantes) essa faixa da direita tem circulação mais perene; nestes casos poderiam ser estudadas soluções específicas de modificação de recuos e outras adaptações na geometria da via)

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        • Ok, tudo perfeito, so faltou um detalhe: voces tao em porto alegre.

          Aqui nao e’ a Europa, tampouco os US.
          Esqueceram que nosso inverno e verao sao bem rigorosos? Esqueceram da violencia (quem vai andar de bicicleta as 20h na Ipiranga?)?, esqueceram dos nossos motoristas educados?

          Só vejo noticiarem ciclovia, como se nao existisse milhares de coisas mais importantes a serem debatidas aobre Porto Alegre.

          Eu duvido que 5% do fluxo da Ipiranga utilize a bicicleta. É hora de acordar, Alice.

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        • Essa parte dos carros estacionados, tudo bem. Mas nem toda Ipiranga tem isso.

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        • Exato, que proíba-se o estacionamento nas avenidas e transforme a área em ciclofaixa. Mas a gritaria sobre a ciclovia da Ipiranga para mim tá bem exagerada.

          Jeclecler, não somos EUA ou Europa e por isso nosso clima é rigoroso? Adcho que precisas te informar mais sobre o clima detas regiões, principalmente da Holanda que é referência em ciclismo!

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        • É verdade cara, como eu me esqueci disso? US e Europa não tem motoristas mal educados, climas rigorosos ou assaltos. Só Porto Alegre foi amaldiçoada, então não tem jeito, vamos continuar do modo que está.
          [ironia]

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        • Sua teoria é um lixo, Melissa.

          Não há nem comparação um motorista daqui para com um de Nova York. Lá 95% para na faixa. Aqui só param na faixa, em cima dela, porque tem carros obstruíndo na frente. Mesmo.

          Se nunca pisaste lá, não te manifestas.

          Grato.

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        • Jeclercler, que teoria? Tu diz que o clima do RS é pior que o de lá e não sabe que o motorista novaiorquino é um ogro e vem querer dar uma prepotente é?

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        • Ja moraste em nyc? O clima de la nao e’ como o daqui, o frio e’ seco.

          Outra, la respeitam sim, porque multam. Se nunca foi pra la, ou deu a “sorte” de andar so’ na chinatown/little italy, o problema e’ seu.

          tenha a bondade

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  7. Uma coisa óbvia que eu não tinha me dado conta, só quando li num outro blog sobre a ciclofaixa (e também não li aqui): por que não fizeram a ciclofaixa na pista C-B, costeando o Hipódromo, já que não tem nenhuma rua perpendicular e logo, daria mais segurança para os ciclistas?

    Tem algum motivo plausível ou é por que não se deram conta já que a ciclofaixa caiu do céu?

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    • Não querendo defender, mas explicando: se fizessem isso, seria uma ciclovia. Aí requer mais tempo de projeto e verbas para a implementação. Ciclofaixas dependem apenas da EPTC, ciclovias envolvem também a SMOV. Aí cada um tem uma posição e tudo demora muito.

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    • Agora li de novo e entendi o que tu quis dizer. É que tem gente que sugeriu que fosse sobre a calçada do hipódromo. Eles não fizeram a ciclofaixa no outro sentido da rua porque o centro-bairro tem duas faixas. Aí não quiseram deixar apenas uma, já que ali passa ônibus.

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    • Tive uma longa discussão sobre isso em outro post do blog, e realmente seria melhor na minha opinião. Resumindo, é isso que a Melissa disse, para fazer uma faixa ali teria que desapropriar um longo terreno do hipódromo, seria muito mais caro.

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  8. Acho ridículo deslocarem mil pessoas pra cada inauguração de obra na cidade. Podiam aproveitar esse tempo e planejar outras novas obras (dentro dos padrões).

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  9. “Ciclofaixa de 1,7 km segue os padrões do Plano Diretor Cicloviário”

    Não! Se olharem no plano cicloviário, essa ciclofaixa está fora dos padrões. Olhem a tabela no post que passou por esse mesmo blog:

    https://portoimagem.wordpress.com/2012/04/15/sobre-largura-minima-para-ciclofaixas-e-ciclovias/

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