Projeto freia novas ciclovias em Porto Alegre

Jornal Metro – Porto Alegre, 10/07/2017

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Categorias:Bicicleta, ciclovias

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65 respostas

  1. Se o nobre vereador se desse conta que cada motorista que decide trocar o carro pela bicicleta, é um carro a menos na frente desse vereador no seu caminho para o trabalho, talvez ele não teria proposto esse projeto.

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  2. Mas as ciclofaixas estão sendo prejudiciais mesmo. O tráfego de bicicleta é de uma pra cada 100 carros e 100 pedestres, o público alvo é bastante restrito, geralmente jovens que já tem outros privilégios como meia passagem. Mobilidade urbana seria uma quarta perimetral conectando os extremos da cidade, quiçá com a região metropolitana e o metrô. Mas ciclofaixa é mais hipster.

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    • o público é restrito por falta de estrutura pra poder andar de bicicleta na cidade. Não é qualquer um que vai andar 100m em ciclovias e outra hora no meio dos carros e motoboys.
      Vá a poucos minutos de porto alegre em uma cidade menos caótica e verá a quantidade de cicilistas fora desse nicho.

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    • Se tem 100 carros para cada bicicleta, que tal dedicar 1 m2 de ciclovia para cada 100 m2 de ruas e estacionamentos?

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    • Claro, vamos comparar uma obra que teria um orçamento inicia duns 5 trilhões de dólares (uma 4a perimetral metropolitana + metrô), mas que custaria 15 trilhões depois do triplo do tempo estimado de execução com uma ciclovia.

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      • E que estimularia a habitação de novos bairros periféricos distantes dos empregos, escassos em serviço de transporte e também dependentes do carro, agravando o problema dos congestionamentos principalmente dos bairros centrais.

        Uma quarta perimetral, hoje, quando ponderados benefícios e prejuízos/dificuldades (especialmente as financeiras e as decorrentes da complexidade da obra que tal projeto demandaria), não seria um investimento inteligente. O mundo está tomado de cidades, várias nem muito desenvolvidas e algumas tão ou mais congestionadas que a nossa, que vivenciaram uma melhoria geral nas condições de mobilidade quando conseguiram fazer algo como 5% das pessoas largarem o carro.

        Quando uma via se aproxima da saturação ou está saturada, o aumento do tempo gasto em congestionamentos não é linear conforme aumenta o número de veículos. O aumento se torna exponencial. Portanto, nas vias já saturadas, tirar 5% dos veículos que nelas circulam gera um ganho de tempo consideravelmente maior que isso a todos os outros que continuam.

        Portanto, motoristas que nem sonham em largar o carro, defendam esta causa, os ciclistas e os que estão dispostos a se tornarem para que as condições ao ciclismo urbano sejam boas e atraiam os que competem por espaço com vocês nos outros carros que diariamente te infernizam nos congestionamentos.

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  3. Aliás, essa mania por ciclofaixa é algo extremamente egoísta. Quem tá por trás geralmente são urbanistas jovens que se utilizam desses meios alternativos e levam uma vida glúten free, só estão pensando no seu próprio umbigo. Isso é nítido, é pura ambição em causa própria. Esses dias eu tava caminhando no centro, no furdunço, formigueiro humano que tanto amo, quando me dei conta eu e toda tropa estávamos caminhando na ciclofaixa. Até compreendo em regiões planas e que não interfiram nos transportes do povo portoalegrense que é o carro e o ônibus já que não pode usar metrô, mas colocar ciclovia como prioridade é pra agradar essa galera podre de mimada entre 20 e 30 anos, que são gerações esquerdopáticas perdidas. O trabalhador que leva 40 minutos pra se deslocar pro centro, que é o grosso da valorosa população portoalegrense, tá nem aí se o filho do bacana vai poder ir pro cross fit pedalando.

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    • Mas que comentário, cheio de preconceitos e estereótipos e sem nenhum fundamento. Meus parabéns

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    • “O trabalhador que leva 40 minutos pra se deslocar pro centro” esse vai de ônibus, não de carro kkkk, e vai bem devagar pois a rua está lotada de pessoas ‘egoístas’ que falastes, mas que andam sozinhas em latas de 4metros de comprimento e 2m de largura ocupando a rua.

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      • Achei preconceituoso seu comentário sobre as latas de 4×2 m. As vezes as latas tem 5,5x2m, sete lugares e leva apenas uma pessoa!

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    • Eu morava na zona leste e trabalhava na zn, o que me consumia 1h20 de ônibus, no mínimo. Para essa distância de 12km faço em 40 ou 50 min de bike economizando 2 passagens. Muitos trabalhadores, assim como eu nessa época optaria pela bike devido a economia de tempo é dinheiro.

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  4. Percebam: para o vereador, é mais importante ter espaço público estruturado para a estadia de veículos particulares do que espaço público estruturado para o trânsito de bicicletas.

    E claro, só de olhar o partido, já sabemos que é um vereador da turma que brada “deixa o livre mercado decidir, lei da oferta e procura!”, mas imagina que absurdo tirar o direito divino de estacionar o possante gratuitamente em espaço público e forçar o condutor a, erm, ~procurar~ uma vaga de estacionamento ~ofertada~ por algum empreendedor nas imediações.

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    • É defensor daquele livre mercado onde o estado decide que haverá vagas de estacionamento socialistas, grátis e de qualidade, onde todo mundo é obrigado a pagar pela vaga que é usada por pouquíssimas pessoas. Espaço na cidade custa dinheiro, carros estacionados estrangulam o trânsito e bloqueiam a via para o sujeito entrar ou sair da vaga. Afinal de contas, carro paga IPVA, não IPTU.

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  5. Mas né, sabemos que o nobre edil se preocupa muito com o trânsito e com a mobilidade urbana. Por isso ele vetou aquela ideia absurda de colocar faixa reservada para transporte coletivo na Av. Ipiranga. IMAGINA que absurdo tirar uma faixa dos lindos e maravilhosos carros pra botar ônibus nela? Na-na-ni-na-não.

    http://votacoes.camarapoa.rs.gov.br/parlamentares?data=20%2F06%2F2016+00%3A00%3A00&sessao=57&tiposessao=O&tipovotacao=N&votacao=N179

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    • (corrigindo: não vetou, votou contra)

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    • A comparação é entre pista de rodagem e ciclovia.Rele o texto que vás concordar comigo. A quantidade de gente atendida por uma pista de rodagem de auto (carro) dá de goleada nos dois ou três ciclistas.

      Entre pista para carro e pista para ônibus, o confronto é mais parelho. Mas a pergunta é outra: fas sentido deixar uma faixa exclusiva para oníbus??? Põe todo mundo junto e todo mundo ganha!

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      • Ezequiel,

        O meu comentário é sobre o padrão de votação do vereador que propôs em projeto. O que eu estou tentando dizer é que esse vereador não se importa com mobilidade sustentável em Porto Alegre. O negócio dele é ter o máximo de espaço possível para os carros. Tanto que, em seu projeto, como comentei acima, ele propõe que não se permita substituir áreas estacionamento de veículos por ciclovias. Ou seja, pra ele, carro parado é mais importante que ciclista andando com segurança.

        Sobre as faixas de ônibus: sim, faz muito sentido alocar faixas exclusivas para os ônibus. Um ônibus transporte muito mais gente que um carro, e o fato de o ônibus poder viajar sem anda-e-para não só diminui o tempo de viagem, como também aumenta o conforto dos passageiros.

        Mas se isso não te convence, há uma matemática simples que demonstra meu ponto: em toda a literatura da área de transporte, o limite de capacidade de uma faixa para veículos é 2000 veículos por hora. Isso assumindo condições ideais, ou seja, sem interrupções, sem cruzamentos, sem pedestres, enfim, condições de via expressa. Se assumirmos uma média bem generosa duas pessoas por veículo, teríamos, no limite, 4000 pessoas transportadas por faixa.

        Considerando que a Ipiranga tem, em sua maior parte, 4 faixas, ficamos então com 16000 pessoas transportadas por hora. A literatura também indica que um serviço de ônibus em circulação mista dificilmente supera 2000 passageiros por hora. Chegaríamos então, com isso, de maneira bem otimista, a 18000 passageiros.

        Em comparação, em um cenário onde se implantasse um corredor ou faixa reservada na Av. Ipiranga, teríamos então três faixas veiculares e uma faixa de ônibus. Usando a matemática acima, totalizaríamos 12000 pessoas transportadas pelos carros. A literatura da área indica que um corredor de ônibus simples, sem otimizações do estilo BRT consegue ter capacidade de 12000 a 15000 passageiros por hora por sentido. Usando esse índice, teríamos algo entre 24000 e 27000 passageiros.

        Ou seja, mesmo com a implementação mais simples possível, a capacidade total subiria pelo menos 30%. E olha que eu usei números bastante generosos no cenário base; a realidade atual da Av. Ipiranga está muito abaixo de 18000 pessoas. Eu honestamente acredito que uma faixa reservada de ônibus, ocupando um quarto da largura disponível da via, tranquilamente aguentaria uns dois terços da capacidade do eixo.

        Em transporte urbano, não dá pra pensar em “põe todo mundo junto e todo mundo ganha”. Há que priorizar o que é mais eficiente. E priorizar, necessariamente, significa colocar um tipo de solução a frente de outro tipo de solução.

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      • Bons argumentos, Fmobus

        Quanto a hoposição carro e faixa esclusiva para oníbus você me convenceu.

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  6. Eu sempre fui um crítico de determinados grupos ciclo ativistas (é assim que se fala?), Mas tchê, que projeto ridículo. As ciclovias são muito importantes para a mobilidade urbana, é um absurdo ver tanta besteira vindo de um vereador.
    Acredito que não vai se concretizar, ainda assim é assustador ver esse tipo de comentário vindo de um representante do povo.

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    • Nem me fala… As vezes prefiro nem dizer que ando de bike por causa desses ciclo ativistas / massa crítica / pedala pelado. Que raça bem tosca.

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      • Durante um bom tempo tive ranso com as bicicletas principalmente por causa desses grupos. Hoje sou extremamente a favor da bici, mas continuo sendo contrário aos métodos que os dito ciclo-ativistas se utilizam.

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  7. Talvez eles estejam um bom tempo a frente dos brasileiros normais. Será que nos países da Europa os que andam de bicicleta nas ruas são atrasados e nós estamos mais desenvolvidos nesta área ?
    É questão de vermos o quanto somos atrasados nisso. Os cicloativistas estão tentando equiparar o Brasil, as nossas cidades ao mais desenvolvidos dos países.
    Tenho pena quem chama eles de tosco ou ridículos.

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    • Não crítico objetivo, mas sim os métodos. Boa intenção até o Stalin tb tinha. Por falar nisso, já pedalei em ao menos 4 países da Europa. Não vi um ciclo ativista.

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      • Sim, sim, Pablo. Entendo. Mas no Brasil, e não falo de ti especificamente, existe uma cultura muito arraigada contra as bicicletas. Então eu acho extremamente positivo o trabalho destes cicloativistas, para tentarem mudar a cultura do brasileiro. Admiro o trabalho e a paciência deles. Na Europa não precisa de cicloativista. Aqui precisa, e muito.
        Não sou cicloativista e nem “ecochato” (tu já me conhece) mas sim, vou dar espaço pra eles sempre que achar interessante e necessário.
        Vou até fazer um contato com o Marcelo Sgarbossa pra me mandar sempre as releases do trabalho dele relacionado a este assunto para que eu divulgue no Blog.

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      • é aquela coisa, o meio termo reclama e não faz, o extremista é surtado mas faz, e o opositor impede que o extremista alcance o objetivo, e no fim o resultado vira o que o meio termo quer.
        Esses grupos ‘extremos’ são os responsaveis pelas mudanças, se depender de pessoas ‘sãs’ nada muda.

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      • Ciclo ativismo de verdade é andar de bike, e só! O impacto de ir e voltar para o trabalho todo dia de bike é muito mais eficiente para promover alguma mudança do que a tia com a bike de cestinha que só pega a bike para o massa crítica.

        Novamente, não basta ter boa intenção para ter resultado. Se é para fazer errado melhor não fazer, mesmo que se tenha o coração transbordando de boas intenções.

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    • Com todo o respeito, isso é puro fascismo urbano do século XXI, da mesma forma que existe o fascismo ambiental de substituir árvores exóticas bonitas e plantar jerivá no lugar (o próprio memorial da américa latina em SP é um troço modernista árido com um jardim horrendo de jerivás), e não se trata de trocar por algo nativo, mas sim por algo feio, pq nativo bonito temos as araucárias por exemplo. E a Europa hoje em dia não é mais exemplo de nada de bom, é só uma geração vivendo à toa e plantando seu próprio auto-genocídio e obliteração cultural enquanto vive e faz gentilezas com a aba do chapéu das gerações passadas brincando de ser cool enquanto plantam as sementes de sérios problemas futuros, evento esse muito regozijado entre a esquerda mundial inclusive a tupiniquim.

      O Brasil (e o RS foi campeão disso no século XX com Vargas, Brizola, depois Olívio e companhia) é assim: quando o ocidente tá produzindo coisas boas, o país se retruca num nacionalismo e bairrismo idiota (por exemplo enquanto o terceiro mundo tava se abrindo economicamente como no caso dos tigres asiáticos e mesmo da própria china embalada pela gradual derrocada da economia socialista, o país se manteve retrucado numa ditadura protecionista que não serviu nem pra copiar as reformas liberais do Pinochet – ok que em parte foi necessário pq a comunistada na época era raivosa e tava em êxtase com o purgatório instaurado na ilha cubana); mas quando o ocidente tá produzindo merda o Brasil é o primeiro a ir comprar a ideia, exemplo mais claro: o modernismo pra apagar numa ferocidade brutal os resquícios da arquitetura de belle epoque trazida pelos imigrantes regada a muito corredor de ônibus sem apelo estético ou zelo pelo mobiliário urbano ao invés de pensar em novas áreas de expansão urbana pra abrigar os novos edifícios e agora essa onda esquerdo-emaconhada-petista-green-ciclofascista que enxerga na transformação de uma via de carro em ciclovia um ato revolucionário anti-sistema. Com todo respeito2: são uns toscos mesmo.

      E uma observação: eu não sou contra ciclovias. Acho importante e salutar, mas quando são planejadas e sem esse caráter punitivo-cínico de tirar via de carro de uma cidade já congestionada só pra agravar ainda mais o problema em troca da benesse de tão poucos (e sim, querer obrigar as pessoas a mudar o estilo de vida pra agradar os eco-baluartes-salvadores-do-mundo é senão fascismo). E no caso de POA o único lugar que vejo uma ciclovia que possa ser planejada sem interferir o ambiente urbano é em parques e praças, em futuras novas avenidas (por exemplo uma quarta perimetral ampla já preparada pra ciclovia) e em avenidas que já contemplem espaços extras, até porque se não houver metrô a tendência é que vias de carro sejam cada vez mais necessárias e não o inverso. Ou então até pode suprimir em algumas avenidas da cidade, mas nas que possam ter compensação pro próprio trânsito. Por exemplo já passou da hora da Goethe e a segunda perimetral como um todo ter novos viadutos ou trincheiras (que causam menor impacto visual) pra fluir melhor. Mas de forma geral visualizo essa possibilidades em poucas avenidas.

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      • Com todo o respeito, isso é puro fascismo urbano do século XXI, da mesma forma que existe o fascismo ambiental de substituir árvores exóticas bonitas e plantar jerivá no lugar (o próprio memorial da américa latina em SP é um troço modernista árido com um jardim horrendo de jerivás), e não se trata de trocar por algo nativo, mas sim por algo feio, pq nativo bonito temos as araucárias por exemplo. E a Europa hoje em dia não é mais exemplo de nada de bom, é só uma geração vivendo à toa e plantando seu próprio auto-genocídio e obliteração cultural enquanto vive e faz gentilezas com a aba do chapéu das gerações passadas brincando de ser cool enquanto plantam as sementes de sérios problemas futuros, evento esse muito regozijado entre a esquerda mundial inclusive a tupiniquim.

        O Brasil (e o RS foi campeão disso no século XX com Vargas, Brizola, depois Olívio e companhia) é assim: quando o ocidente tá produzindo coisas boas, o país se retruca num nacionalismo e bairrismo idiota (por exemplo enquanto o terceiro mundo tava se abrindo economicamente como no caso dos tigres asiáticos e mesmo da própria china embalada pela gradual derrocada da economia socialista, o país se manteve retrucado numa ditadura protecionista que não serviu nem pra copiar as reformas liberais do Pinochet – ok que em parte foi necessário pq a comunistada na época era raivosa e tava em êxtase com o purgatório instaurado na ilha cubana); mas quando o ocidente tá produzindo merda o Brasil é o primeiro a ir comprar a ideia, exemplo mais claro: o modernismo pra apagar numa ferocidade brutal os resquícios da arquitetura de belle epoque trazida pelos imigrantes regada a muito corredor de ônibus sem apelo estético ou zelo pelo mobiliário urbano ao invés de pensar em novas áreas de expansão urbana pra abrigar os novos edifícios e agora essa onda esquerdo-emaconhada-petista-green-ciclofascista que enxerga na transformação de uma via de carro em ciclovia um ato revolucionário anti-sistema. Com todo respeito2: são uns toscos mesmo.

        E uma observação: eu não sou contra ciclovias. Acho importante e salutar, mas quando são planejadas e sem esse caráter punitivo-cínico de tirar via de carro de uma cidade já congestionada só pra agravar ainda mais o problema em troca da benesse de tão poucos (e sim, querer obrigar as pessoas a mudar o estilo de vida pra agradar os eco-baluartes-salvadores-do-mundo é senão fascismo). E no caso de POA o único lugar que vejo uma ciclovia que possa ser planejada sem interferir o ambiente urbano é em parques e praças, em futuras novas avenidas (por exemplo uma quarta perimetral ampla já preparada pra ciclovia) e em avenidas que já contemplem espaços extras, até porque se não houver metrô a tendência é que vias de carro sejam cada vez mais necessárias e não o inverso. Ou então até pode suprimir em algumas avenidas da cidade, mas nas que possam ter compensação pro próprio trânsito. Por exemplo já passou da hora da Goethe e a segunda perimetral como um todo ter novos viadutos ou trincheiras (que causam menor impacto visual) pra fluir melhor. Mas de forma geral visualizo essa possibilidades em poucas avenidas.

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  8. Até que enfim alguém resolveu enfrentar a minoria xiita das bicicletas! Basta ver o que estão fazendo na Goethe. Já era trancado ali, agora então vai virar o caos o dia todo. Chega de ditaduras de minorias barulhentas.

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    • O nome disso é fascismo urbano, em pleno século XXI. Como todos os fascistas, merecem é desprezo, se acham demais por estarem ajudando a salvar o mundo quando na verdade tão exercendo é a própria mesquinharia. Metade da felicidade é andar de bicicleta numa faixa exclusiva já que são tão poucos que a querem usar de tal forma que exponencializam seus privilégios; a outra metade da felicidade é de puro cinismo em incomodar e importunar a vida alheia, atrapalhando no que podem. Não valem o cuspe que dá vontade de escarrar tamanha a baixeza. Infelizmente POA ainda vive sob a tirania desse fascismo, mesmo já tendo algum progresso no executivo, embora o Marchezan não tenha o peito por exemplo que o Dória teve. Mas enfim, só o fato de ter 3 comentários contrários a essa corja já demonstra que tá mudando, porque não se iluda com os desarranjos dos demais comentários, o grande grosso da população tá nem aí pra esses gluten free insuportáveis.

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  9. Só eu que tenho essa impreção que apartir de janeiro de 2016 Porto Alegre começou há andar nos trilhos? Quem luta por uma cidade mais séria parou de fazer cara de paizagem quando bicho grilo reclama do capitalismo “opressor”. Quem é do bem e de trabalho, cansou de ficar ouvindo sem reagir as bobagens que tem paralizado Porto Alegre.

    Quem está na correria não tem tempo para ficar esperando pessoal brincando de bike passar! PoA (Porto Alegre em habreviação) merece mais autopista, perimetral, túneis. Em uma frase, pro-gre-sso! Dedicar uma faixa para bicicleta é trocar uma via onde anda trezentos carros por minuto por um ou dois magrões curtindo a natureza no pedal, sem pressa para chegar (porque o pordosol dura bastante tempo). Que a URGS não nos escute, mas uma ciclovia não tem nada de democrática. É hyppie, como outra pessoa falou, embora ela errou e chamou de “hipster” (hoodstock mandou lembranças… hihihi). É modinha, um meme pro facebook.

    Quem movimenta a cidade (trabalhando realmente, estudando) quer chegar rápido, porque precisa. Uma ciclovia é a opção pelos que não tem nada de urgente pra fazer. É preciso discutir ainda essa questão? Em 2017, a modinha é querer que Porto Alegre vire uma Pequim de 1930, com a juventude de bike buscando suchi na Redenção???

    Não tenho nada contra o pessoal “alternativo”. Já comprei miçangas para ajudar. Já dei carona (no meu carro opressor) a dois visinhos que curtem raul seixas e que tinham um compromisso em um movimento social no centro. Mas uma coisa é ser legal. Outra é discutir que cidade estamos deixando Porto Alegre ser.

    PoA precisa deixar de ser essa eterna adolescente, fazendo birrinha ao mundo capitalista. Eu gosto desse blog porque aí não se fica encima do muro nem se defende a Porto Alegre do atraso. Amigos, contem comigo.

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    • Concordo e acrescento: urgência pra mobilidade urbana de POA é metrô. A cidade precisa de no mínimo 4 linhas pra ontem. Espero que com as eleições de 2018 (qualquer candidato que se preze vai abordar essa questão urgente de mobilidade urbana em POA) e com o maior equilíbrio financeiro que a prefeitura vem tentando fazer a pauta do metrô volte aos holofotes.

      Outra urgência é uma quarta perimetral que ligue o extremo norte/leste ao sul da cidade e quiçá com a região metropolitana (se não me engano já vi um projeto há algum tempo atrás talvez até aqui no blog), pq a terceira perimetral já não tá mais dando conta.

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      • A quarta perimetral já está pré traçada. Segundo matéria da Metroplan, em 2013, o traçado é o seguinte:

                1. Av. Voluntários da Pátria (trecho final no bairro Humaitá em Porto Alegre);
                2. Rua Leopoldo Brentano;
                3. Av. Fernando Ferrari;
                4. Beco dos Maias;
                5. Rua dos Maias;
                6. Rua João Ferreira Jardim;
                7. Rua Antônio Severino;
                8. Diretriz 1921;
                9. Av. Baltazar de Oliveira Garcia;
                10. Av. Protásio Alves;
                11. Av. Bento Gonçalves.
        

        (fonte: http://www.metroplan.rs.gov.br/conteudo/1427/?Quarta_Perimetral_vai_facilitar__tr%C3%A2nsito_da_Capital_e_entorno)

        Embora eu ache que não tem nada a ver estre traçado.

        Uma outra ideia é aproveitar a Plínio Kroef, Manoel Elias e fazer um túnel sob o Morro Santana (4 km aproximadamente) e chegando na estrada João de Oliveira Remião, indo até a Restinga pela João Antonio da Silveira. Pode-se ramificar até Viamão e no início, pra Cachoeirinha e Gravataí.

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    • Tua comparação sobre a taxa de utilização do espaço não faz sentido algum. Veja o que acontece em muitas ruas do centro q tem mão dupla mais estacionamento de cada lado e uma calçada de uns 2m para talvez uma centena de pedestres. Vai me dizer que não há um absurdo aí?

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    • Chegar rápido como cara pálida? Em horário de pico a velocidade média em SP é uns 7 ou 8km/h. Ate uma galinha anda mais rápido.

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  10. Infelizmente o pessoal não sabe não grenalizar os assuntos. É uma pena que o citado vereador queira frear o crescimento de ciclovias e ciclofaixas, mas realmente, as ciclovias de Poa são extremamente má planejadas (pelo menos já pararam de pintar toda ela com a escorregadia tinta vermelha, deixando apenas as faixas laterais vermelhas). Um grande problema é que as vias não tem planejamento algum, não é feito uma engenharia de trafego decente nem para que haja ciclovia e nem para a circulação de automóveis.

    Mas é impressonante ver motoristas xingando o “egoísmo” de ciclistas enquanto rodam sozinhos em carros com 5 ou 7 lugares e ciclistas denunciando o motorista que fura o sinal vermelho, mas que também não respeita sinal, calçadas ou faixas de pedestres, achando que leis de transito servem apenas para os carros.

    A Bicicleta poderia explorar muito mais o seu potencial em Porto Alegre, deveríamos ter mais paraciclos ao longo da cidade (até os estacionamentos particulares poderiam explorar esse nicho de mercado) e mais estações de BikePoa ao longo da Ipiranga, da Goethe, da 3ª Perimetral, da Protásio Alves, em pontos de interesse como escolas, shoppings, hospitais, universidades e grandes empresas. Conheço pessoas que trocaram o carro pela bike, economizaram uma grana com gasolina e estacionamento e ainda perdeream uns quilos e definiram a musculatura das pernas.

    Mas o que mais me surpreende é ver gente achando que ainda temos que fazer mais viadutos e autopistas. Precisamos de mais metrô, mais BRT de verdade, VLTs, isso sim retira volume de veículos das ruas. É também impressionante ver gente que usa Nova York, Paris, Londres e Madrid como exemplos de cidades que retiraram espaço dos carros e destinaram as bicicletas, mas esquecem que essas cidades tem entre 200 e 400 km de metrô cortando a cidade inteira, sendo a principal alternativa de transporte nessas cidades.

    Mas essas grandes obras de transporte coletivo que podem solucionar problemas de transito na nossa capital nunca saem do lugar por causa de políticos incompetentes e grupos que vão contra a inovação, é unir o inútil ao desagradável.

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    • Ciclistas são egoístas e fascistas enquanto querem milhões de reais para um viaduto e não abrem mão de estacionamento grátis…. Não tem lógica alguma.

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  11. É difícil até saber por onde começar, mas vou fazer frente porque daqui a pouco alguns vão sugerir fechar o Salgado Filho para que quem venha de são paulo venha de bicicleta…

    É HOBVIO que uma das soluções é BRT, metro, onibus descente. Aliaz, o Henrique já apontou isso com ótimos argumentos. Horas, quem aqui não concorda com um transporte público rápido, confortável e espalhado pela cidade praticamente não resolveria a cituação?

    Não sou o Pasqualy, mas a lição vai de graça. O confronto aqui é entre pista de rodagem de carro e ciclovia. Nao quero ser rude, mas daqui há pouco alguém vem relacionar mobilidade com reforma agrária ou doação de órgãos. Eu cinseramente não sei qual é o problema que os pedais causam, mas os ciclistas sempre interpretam mau. Para eles, a umanidade só começou a existir quando inventaram a bicicleta.

    Eu não tenho nada contra quem usa bicicleta. Nem a garotada (nova e velha) que usa para passear e muito menos o cidadão popular que usa para ir ao serviço economisando uns trocados.

    Mas trocar uma pista de rodagem em que passa 300 carros por uma ciclovia quase sempre deserta é “planejamento”? Olha, é muita vontade de ver galinha supersonica supor que os carros estão andando mais devagar que elas em são paulo… Ou mataram essa pobre galinha com arcênico e a canja da noite está provocando halucinação ou o camarada quer botar a lógica de joelhos diante da agenda ideólogica! Arranja outro argumento, por favor.

    Alem do exemplo da galinha que a própria está morrendo de vergonha, imagino, ainda tem o de que ciclovias explorariam o potencial de Porto Alegre. hiihihihi. Como assim amigo? O que isso quer dizer? Chineses fariam turismo em Porto Alegre só para pedalar na perimetral? O Mak Donalds venderia mais porque pedalar dá fome? Sendo mais direto: como transformar esse sonho anjelical, devanheio, em algo que preste para alguma coisa?

    Sai da rede social e falta naquele debate cabeça na faculdade e vai ver as ruas. Vai ver a Goethe, como alguém aí sitou, com muita popriedade aliaz! Vai ver o X da rodoviária que está menos cahótico (nunca sei escrever essa palavra) do que hanteriormente.

    Serta vez eu cometi o erro de conversar com um desses chitas da mobilidade. Parei quando ele, um quase senhor de quarenta e quatro anos, me disse que usava yskate (sério, não era ystandap) como meio de transporte e começou a delirar dizendo que era uma solução pros jovens carentes na periferia. Se ele conversa com o amigo aí de cima, é capaz de transformarem a galinha num uber…

    É seriedade que falta no debate. É pista, é túnel, é viaduto que falta em Porto Alegre. Porque quem trabalha não pode se dar o luxo de chegar na hora que a lua com assendente em sei lá que raio de signo permite!

    Não quero que me interpretem mau. A hironia aqui é apenas para suavisar o ambiente e para responder no mesmo ton, mas o debate não pode ser entre a realidade e a birra. Ele tem de avançar e nisso Porto Alegre está melhorando.

    Se o debate aqui é adulto, contem comigo.

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    • Vc fala em debate adultos mas só traz infantilidade. Se galinha é supersonica para andar mais rápido que carro existem carros supersonicos e diz que se “deixar” (fazer ciclovias) vai fechar o aeroporto. Não tem um argumento adulto que se salve.

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    • Você diz que falta seriedade no debate, mas traz argumentos rasos e levianos, fora os inúmeros erros de português.

      Você fala em uma pista onde passam 300 carros, mas destes, quantos estão com 5 ou 7 pessoas dentro? Dentro do ônibus na Protásio é possível contar nos dedos os carros que tem mais do que uma pessoa dentro.

      Porto Alegre prova que não tem planejamento ou bom senso quando se nega a tirar uma faixa de rodagem para dedicá-la aos ônibus, que podem passar em menor quantidade mas levam sempre entre 70 e 120 pessoas cada. Reclamam que tem uma faixa a menos mas não se dão conta de que isso ajuda a organizar o transito, pois os ônibus param de ficar trocando de faixa ao longo da via.

      Mas esperar o que dos motoristas de uma cidade que não entendem que é necessário parar no sinal vermelho ou que é proibido estacionar em cima da calçada?

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      • Guilherme M. (o que significa esse M?)

        Você ataca problemas de português. Realmente, uma ou outra vês tenho dúvidas na hortografia da palavra. Escola pública no meu tempo funcionava bem (não tinha agenda ideológica de bicho grilo), mas sou mais “experiente”, logo faz muito tempo que sai da escola.

        Mas o seu problema é mais sério talvez. Interpretação de texto.

        Primeiro. O projeto é sobre a hoposição entre faixa de rodagem para carro e ciclovia. O vereador dis que não faz sentido tirar faixa de carro para por bicicleta. Ponto. Perfeito! Oníbus, mesmo que tenha rodas, é outra coisa. É outra discussão. Assim como é outra discussão se carro para ou não em sinal vermelho. Vc fala de oníbus que fica trocando de faixa, mas vc fica trocando de situação porque no fundo o argumento para defender ciclovia é fraco.

        Segundo. Olha o habsurdo do que vc disse. “Você fala em uma pista onde passam 300 carros, mas destes, quantos estão com 5 ou 7 pessoas dentro?”. Vamos hadmitir a pior hipótese (é hipótese ou ipotese?): TODOS esses carros tem uma pessoa dentro. 300 x 1 = 300. Quantos dias uma ciclovia precisa para que 300 ciclistas passem nela? Uma faixa de rodagem para carro é minutos, querido, e olha eles nem precisam ter a velocidade de uma galinha… A questão não é o número de ocupantes do veículo (bicicleta tem um único ocupante também ou vc está se referindo em uma bicicleta de 5 lugares que vc inventou?). A questão é o número de pessoas que passam naquele veículo por minuto em determinado ponto. Entre carro e bicicleta, quem você acha que ganha?

        Se o velho aqui é muito pouco para te convencer (por causa dos erros de portugues) ou se a lógica é coisa de reasionário, vai a uma avenida com ciclovia com um caderno de anotações e faz o teste. Não precisa ficar contando quantas pessoas tem no carro; simplifica: conta quantos carros e quantas bicicletas passaram. Faz o teste 3, 10, 20 vezes se você acha que está diante de um complô opressor dos motoristas de carro. Porque a realidade se repete.

        Você vai ver que o vereador tem razão e esse progeto é necessário.

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      • hortografia é o estudo de como desenhar uma horta. Hahahaha

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      • “hortografia é o estudo de como desenhar uma horta. Hahahaha”

        Boa, Pablo! Gosto de bom humor.

        Mas uma horta com as galinhas do lado de fora da serca para não atrapalhar os hortifruti com a correria supersonica delas. hihihihi

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      • Pablo, agora o debate está ficando bom, não acha?

        Sobre colocar todos os ovos na mesma cesta, concordo. BRT, Metrô e oníbus descente já deveria ter a muito tempo em PoA.

        Sobre as dez faixas de Los Angeles, bom, não conheço esta cidade. Mas se as dez faixas rapidamente enxeram não era porque havia demanda reprimida? Vamos imaginar que tivéssemos espaço para dez faixas de cada lado da Ipiranga. Elas enxeriam até o fim ou chegaria um momento (talvez a sexta faixa de cada lado) que com essa largura a avenida já daria conta do recado?

        EUA é um país rico, com muito hestímulo ao transporte individual e grandes distâncias. Não sei os dados, mas talvez tenha muito mais gente com carro lá do que aqui. Será que vale a comparação? LA tem, por exemplo, alguma alternativa como as poucas que temos em PoA como um trensurb ou é só transporte individual?

        Com relação na faixa esclusiva para oníbus, um mal educado lá de cima (na verdade, ele foi mal educado nos último comentário; lá em cima parecia um adulto) já me convenceu.

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      • Claro que existe demanda reprimida por estradas, assim como tem demanda reprimida de iates, mansões e jatinhos, mas eu não quero pagar por isso, simples assim.

        Acontece que a partir de um certo ponto, gasta-se muito dinheiro dos pagadores de impostos para melhorar muito pouco no trânsito e qualidade de vida das pessoas.

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      • Completando, atualmente todo o imposto sobre a gasolina (quase 50%) não cobre nem o custo dos acidentes nas estradas.

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    • Vc escreve com tantos erros de portugues por gosto ne?

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      • Porque eu faria isso, Nei?

        Não cosinho na primeira fervura, então estudei faz muito tempo, mas a discução que proponho aqui é de argumentos. Uma ou outra palavrinha, eu erro, mas no argumento é dificíl bater o velho aqui. hihihi

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      • Ezequiel, acho que vc deve ter certa idade e bicicleta parece algo distante e inútil para ti, que provavelmente depende do carro para a mobilidade e não quer estacionar longe para não precisar caminhar.

        Acontece é que tem muito marmanjo forte e saudável que poderia usar bicicleta para suas atividades e liberar o trânsito para quem realmente precisa, como ambulâncias e pessoas com dificuldade de locomoção.

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      • Sim, Pablo, tenho certa idade e a bicicleta é algo distante pra mim.

        Mas veja bem: eu não acho bicicleta inútil. É um esporte agradável, tem mta gente bonita andando por aí e para quem não mora longe do serviço ou do hemprego é uma boa alternativa ao oníbus. Até melhor na haparência deixa as pessoas. Eu tinha uma visinha que veio para estudar na PUC mas desistiu e abriu uma loginha de festfood e outros lanches. Ela era toda feia e molengona (era horrível, parecia um saquinho de leite tipo C hambulante), subia bufando as escadas. Visiado em aposta em cavalo, o namorado deixou dela e a mulher enlouqueceu. Passou há acreditar em aliens e astrologia, disse que PoA é baixo astral por causa do paralelo 30, virou vegetariana ou vegana (não sei; sei que ela subia toda hora as escadas com uma sacola de alfasse) e começou a andar de bicicleta. Pablo, vc ia gostar dela (para conversar, não vai se atirando porque ela está com uma pessoa). Continua feia (se bem que isso é sobjetivo), mas hoje vc ve ela e ela está toda durinha, em forma, subindo de dois em dois degrais. Parou de viver comendo lanche e tomando vodka e comprou uma bicicleta que vale mais que o meu carro há vista! Como eu vou ser contra isso??? Isso é sáude financeira e biológica, pra começo de conversa!

        O que eu acho inútil é ciclovia em 90% dos casos. Reserva quilométros e quilómetros para meia dúzia de passantes.

        O problema da falta de espaço para ambulâncias (aprendi essa palavra; achei que era com h), para pessoas com falta de locomoção e outras mais é que falta estrutura viária em Porto Alegre. Falta perimetral, falta mais faixa de rodagem, falta viaduto ou túnel, além de transporte público de qualidade (brt, metro, oníbus descente).

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      • Ezquiel, construir viadutos, perimetrais e túneis não adianta. Los Angeles chegou a ter vias expressas com 10 faixas e rapidamente as 10 faixas engarrafaram. Colocar todos os ovos na mesma cesta, ou seja, jogar todo o dinheiro em infraestrutura para o carro, simplesmente não funciona. Desde 2005 Los Angeles tem segregado faixas exclusivas para ônibus e atualmente a sua rede cicloviária é invejável.

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      • Não alimente os trolls.

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  12. Resposta ao Pablo:

    Você ficou nitidamente magoado com a minha hironia, especialmente sobre a galinha. Confesso que hexagerei.

    Você inclusive compara com a minha hironia do aeroporto ser fechado. Esse é o ponto. Eu tenho plena conssiencia que isso é um habsurdo e brinco com isso, mas você ainda não se convenceu de que dizer que uma galinha anda mais rápido que um carro em SP não tem fundamento nenhum. Zoação: nesse devaneio socialista onde vc vai colher “argumentos”, até tua galinha vota no Doria, pois ele aumentou a velocidade nas marginais, dinamisando São Paulo.

    Querido, deixa a tua galinha acelerar a vontade e vamos a um ponto que você não tocou. Convenientemente não tocou. No que ciclovias ajudariam a explorar o potencial de Porto Algre????

    O transporte automotivo bem gerenciado ajuda a economizar dinheiro (pessoas e cargas não ficam paradas nas rodovias ou nas ruas) além de que toda uma cadeia produtiva existe para que carros e caminhões rodem. Carros consomem combustível, tem manutenção, precisam de infraestrutura, movimentam a indústria etc. Simples assim. Muita gente tem seu sustento garantido pelos carros opressores.

    Se é sério esse papo de aproveitar o potencial de PoA, então vamos investir em um pool (ou poll, não sei direito ingles) de produtos e serviços para a área automotiva. Não investir em um sonho que só é bom para quem mora perto do serviço e não tem hora para chegar.

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    • Vamos aos fatos:

      As pessoas merecem ter liberdade para escolher o transporte que mais lhes convém, dado economia de tempo, dinheiro, agilidade, saúde… É notório que muitos não usam a bicicleta em Porto Alegre porque não tem estrutura e os motoristas são mal educados. Portanto, se faz necessário ter um poco (um pouquinho mesmo!) de ciclovia até para poder saber quantas pessoas preferem um ou outro. Falar em fascismo urbano é um absurdo dado a imensa quantidade de dinheiro e área destinada para os carros e praticamente nada de ciclovia.
      Exercício moderado durante cerca de 10min (3km de bike), principalmente pela manhã representa ao menos 10% a mais na capacidade de resolver problemas que o grupo de controle (Scientifc American). Se crianças, e estudantes universitários usassem bicicleta, melhoraríamos as notas em cerca de 10%.
      Muitos porto-alegrenses utilizam a bicicleta para passeio durante o fim de semana. Isso leva a crer que essas pessoas poderiam “passear” durante a semana para ir e voltar de suas atividades, como trabalho, escola, universidade, compras… se tivessem segurança para isso. Se você acha que isso não é possível, veja essa foto da UFSC http://www.panoramio.com/photo/113781193 e isso que Florianópolis tem muito mais morro e chove muito mais que porto alegre.
      O deslocamento médio do porto-alegrense é de cerca de 7km. Para essa distância a bicicleta é mais rápida que o carro, pois não precisa parar longe por causa do estacionamento nem fazer desvios para chegar às vias mais rápidas, nem balões nas vias de mão única. Que tal ir do Jd. Botânico até o Praia de Belas em 7min?

      Aqui tem outro exemplo:


      https://polldaddy.com/js/rating/rating.js

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  13. Essa lei é ruin em diversos aspectos, o principal é que limita a açao do executivo por lei, quando apenas o bom senso poderia ser praticado.

    Por exemplo, eu nao roubo por que é errado, nao por que posso ser preso.
    Tem certas coisas que nao precisam ter lei para serem praticadas

    Com a aprovação desta lei, por exemplo, caso se decidisse proibir o estacionamento em uma via, seria impossivel apos isso construir uma ciclovia nela, sob pena de infligir esta lei.

    Vejamos por exemplo a a AV erico verissimo entre a jose de alencar e AV. ipiranga, a anos se pedia a proibição do estacionamento e nunca ocorria, havia somente espaço para um carro rodando em cada sentido e um estacionado ao lado. Agora, quando se implantou a ciclovia se proibiu o estacionamento e a rua passou a ter melhor fluidez.

    Com a av José de alencar foi a mesma situaçao, podia-se estacioanar em diversos trechos, todos que passam de carro la queriam o fim do estacionamento mas os comerciantes nao permitiam que isso ocorresse, junto com a construção da cilcovia se proibiu o e estacionamento e hoje temos duas faixas de rolamento em todo o trexo junto da ciclovia, ainda assim se culpa a ciclovia por “roubar” uma faixa dos carros..

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    • A questão que vc coloca é intereçante, Thyerri.

      A lei obriga há pensar muito bem se o estacionamento deve ser retirado, pois ele vira faixa de rodagem na hora ou vira ciclovia. Se não a tráfico, não vejo porque tirar o estacionamento, pois já é dificíl estacionar em Porto Alegre.

      Há menos que na revisão do plano cicloviário (em cinco anos) situasões pontuais como essa podem ser revistas. É uma observação inteligente para melhorar a lei.

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  14. Noça, que cachassa êsses hargumêntos do Ezequiel.

    Falando sério, não vale a pena gastar muito tempo com trolls desse tipo. Ele está errado, se recusa olhar o mundo pra fora da bolha do seu bólido, defendendo seu espaço até o último centímetro quadrado; se recusa a observar os exemplos de sucesso de mobilidade sustentável mundo afora; se recusa a reconhecer a matemática mais básica que demonstra o seu erro; se recusa a criticar o modelo que, por décadas e décadas, não conseguiu dar conta da demanda, que matou, que feriu, que recrudesceu.

    Infelizmente existe uma parcela significativa da população portoalegrense que só aceita políticas públicas que sejam “meu-pirão-primeiro”.

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    • Postura bipolar…

      Lá encima vc é educado; aqui vc se enlouquece.

      Mas lá e aqui vc tem a hobrigação de ser alfabetizado. Releia lá encima e vc vai ver que me convenceu sobre a hoposição pista de rodagem sem esclusividade e pista esclusiva para oníbus.

      O resto nem vou comentar. Você, ou vocês dois que assinam fmobus, é perda de tempo.

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    • Troll demais. A visão dele é uma caricatura tão grotesca de um defensor do automóvel que eu suspeito que na verdade se trate de um cicloativista disfarçado; toda essa falação seria apenas uma estratégia para desacreditar ideias das quais ele discorda.

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      • Thales, não sei o que é um “trol” mais posso te garantir garotinho que não reso por nenhuma cartilha.

        Não tenho nenhum partido há não ser porto alegre, rs e o nosso país.

        Se todo mundo que descordar de vc é uma “caricatura”, lamento. É por isso que quem trabalha e estuda de verdade não está nem aí para esse choro dos cicloativistas.

        O povo está cansado de corruppção, de bandalhera e de adolecente que acha que tem solução mehor pro país que trabalhar e ser sério.

        Se se eleger quem eu to achando e torcendo que vai, olha… melhor botar a barbinha de molho. Não vai ser nada bonito a pegada pra quem não está nem aí pro nosso lindo pais.

        Se teu sonho é trabalhar no FPI dos Estados Unidos, melhor caprichar nas tuas “suspeitas”.

        Nem preciza responder porque essa conversa acabou aqui rapaz.

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  15. Eu não esperaria nada melhor de um vereador do PP.

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    • É, campeão…

      Se vc está esperando apoio pra protesto pelado (na rua ou pior na camera de vereadores), apoio pra assassinato de bebes (haborto), apoio pra poder usar maconha e outras drogas numa boa, apoio pra assaltar e matar e pedir desculpas pra ficar numa boa com justiça, apoio pra ciclovia mau feita quando tem um monte gente não conseguindo chegar em casa em pouco tempo por causa do transito…

      Não precisa nem esperar.

      Os partidos de direita não vão cometer esse erro por vc.

      Você não sabe mais é a melhor notícia que tu poderia ouvir.

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  16. Que bacana que um assunto como este surta tantos comentários.
    E li muitos, por sinal, bem argumentados.
    Tem gente inteligente e articulada escrevendo neste blog.

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  17. Queria só colocar uma observação para pensarmos.
    Em Buenos Aires, de alguns anos para cá, o uso da bicicleta tem sido bastante incentivado por parte da administração da cidade. Muitas áreas de estacionamento foram retiradas e em seu lugar foram criadas ciclofaixas, com demarcação horizontal e vertical muito bem projetadas.
    Como em Porto Alegre, mas em uma proporção muito maior, foram instalados pela cidade pontos de empréstimo gratuito de bicicletas.
    A cidade é plana e organizada, possui muitos parques e vias arborizadas e um pavimento de ótima qualidade – muito convidativa a pedalar. Antes de roubarem minha bicicleta eu sempre ia até a universidade pedalando tranquilamente (9,7 km que fazia em 35/40 minutos, metade do tempo caso eu fosse em ônibus). Praticamente cruzava a cidade em ciclofaixa, na total segurança e sendo satisfatoriamente respeitado por pedestres e veículos.
    Para mim e para muitos, situação perfeita!
    Mas, algumas observações me chamaram atenção.
    1) O número de usuários a utilizar uma ciclofaixa é estranhamente ainda pequeno (mesmo depois de anos do início do planejamento), se começarmos a pensar no potencial de todo o sistema e no investimento feito para efetivá-lo. Também, comparando com o número de pessoas afetadas (sinaleiras exclusivas criadas para cruzamento de pedestres e carros, vagas eliminadas, áreas de calçada diminuídas, etc.) me parece que é uma estrutura que parece não condizer com a quantidade de pessoas beneficiadas (isso pensando, sem achismo e de maneira bem imparcial). Sobre tudo, no inverno e, principalmente dias chuvosos, esta estrutura parece bem subutilizada.
    2) Me chama a atenção de como quase que exclusivamente uma única parcela bem definida da população aproveita toda esta grande infraestrutura – pessoas entre 18 e 30 anos e, aparentemente, de boa saúde (numa cidade com uma porcentagem grande de idosos). Se pensarmos de maneira superficial, parece a princípio que se trata de um sistema “excludente”, para poucos jovens com boa saúde.
    Fato que temos que pensar um pouco mais a fundo estas situações para que não se repitam aqui e, com o tempo, a mudança cultural seja pelo melhor aproveitamento possível destas ciclofaixas pela maior parcela possível da população. Claro que o automóvel tem sua importância, assim como o veículo de tração animal também já teve em sua época, mas os tempos mudam e devemos pensar em maneiras mais equilibradas, sustentáveis e inclusivas de utilizar o espaço urbano.
    Este é o progresso, gostemos ou não – o incentivo ao uso da bicicleta e do transporte público de passageiros é o caminho para tentarmos resolver (em parte) nossos problemas diários de trânsito. Para tanto é importante que tenhamos a mente aberta para situações que, por alguma vez, não sejam as mais benéficas para nosso umbiguinho, mas que de uma maneira macro possam melhorar o conjunto de nossa cidade.
    Temos que ter a mente aberta para saber que as novas gerações terão outra perspectiva – outra mentalidade – e, provavelmente, sua cultura com relação aos meios de transporte possa ser melhor moldada do que a nossa.
    Não vamos resolver todos os problemas da cidade criando ciclofaixas, os automóveis ainda (infelizmente) são indispensáveis e tudo mais… Mas, para mudarmos este quadro esgotado, há que começar por algum ponto.
    Acho que faltou um pouco de sensibilidade, neste quesito, ao nosso vereador.

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    • Josiel, vc é muito educado e trouse ótimas contribuições ao debate.

      Boenos Aires eu não conheso mas vi na internet que tem boa rede de metro. Nessa cidade não cauza tanto mau tirar estacionamentos e colocar ciclovias porque a maior parte dos problemas de mobilidade estão “resolvidos”.

      O progeto do vereador e a postagem do Roberto é justamente sobre essa hoposiçao ciclovia x pista para auto. O que e alguns poucos tem colocado aqui é que é uma estrutura que tem um serto custo mas atende a pouquíssima gente.

      Quem tem grandes distancias a vencer, quem tem horário, quem não pode chegar todo soado ao emprego/estudo (com aquela marca de súor no bumbun), quem tem problema de saúde ou uma idade muito baixa ou muito alta não usa ciclovia, mas usa carro (seu ou carona), usa oníbus. É trocar 1% por toda a população.

      Imagina tirar uma pista engarrafando o transito, para atender meia dúzia de bicicletas em dia de sol hameno (porque se chover ou fazer sol de rachar, adeus).

      Essa situação argentina mostra que nem temos as mesmas condições nem podemos cometer os mesmos erros. Macri é um presidente sério e progressista, está colocando de novo a argentina no mapa dos grandes negócios, não tenho dúvidas de que vai corrigir esse erro.

      O vereador não é contra ciclovia. ele é contra tirar pista de carros para fazer ciclovia para evitar o desastre de Boenos Aires. Ele está tendo muita censibilidade com o dinheiro público e isso é hadmirável em um pais como o nosso.

      Uma ultíma hobservação porque cicloativista adora entortar a discução pegando as hentrelinhas: se vc gastava metade do tempo na bicicleta para ir a escola do que gastava no oníbus, é sinal de que as linhas estavam muito mau planejadas. Ou então tinha metro direto e vc não queria usar (por ser mais caro ou por não gostar ou ter medo).

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