Deputado quer viabilizar a Usina de Jacuí

Ex-deputado Hermes Zanetti reuniu-se semana passada com o governador em exercício deputado Alexandre Postal para tratar de viabilizar a Usina de Jacuí 1 movida a carvão, cujas obras estão inacabadas e os equipamentos armazenados há 25 anos em Charqueadas, objeto de ampla reportagem na TV (Fantástico – Globo) e que segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, está sub judice.

A empresa responsável, Eleja, faliu. Mas o síndico da massa falida, o advogado Marco Antônio Souza, irmão do ex-ministro Paulo Renato Souza, esteve na audiência, apoiando a ideia.

Para o presidente da Associação Brasileira de Carvão Mineral, Fernando Zancan, a usina já não está mais no estado da arte, mas não ao ponto de ser jogada fora.

Affonso Ritter



Categorias:Energia

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4 respostas

  1. Trabalho na área e posso afirmar que seria no mínimo descente concluir aquela obra. Não sou favorável a usinas térmicas, mas estas são um mal necessário. porque em épocas de estiagem só elas podem gerar.

    A tecnologia para geração a carvão está bastante evoluida com relação a emissões, lançando menos de 5% material particulado, sem falar que podem ser operadas por reduzido quadro de pessoal o que não seria um grande entrave para ser mantida como reserva técnica das hidros. As antigas térmicas tem um número de empregados grande e é dificil mantê-los enquanto desligadas por longos períodos.

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    • Concordo plenamente. Uma pergunta, Deixar uma usina inacabada não causa rápido deterioramento das suas instalações? Um exemplo tosco, em uma casa inacabada, sem o telhado, a chuva molha as paredes e alaga o interior deteriorando as vigas, colunas e paredes. Isso não está acontecendo com essa usina?

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  2. Acredito que seja um grande equívoco. O Rio Grande do Sul deveria mirar no futuro e não no passado em se tratando de matrizes energéticas. As universidades e o governo estadual teriam de se unir e consolidar o estado na vanguarda do desenvolvimento (e claro implantação) de tecnologias na área das energias renováveis, limpas ambientalmente e justas socialmente. O RS poderia se consolidar além da vanguarda na energia eólica, também em outras como a energia solar, ainda muito incipiente e porque não no aproveitamento da energia das ondas do mar. A costa gaúcha possui um mar bravio e por tal motivo a energia das ondas poderia ser aproveitada com a instalação de usinas, como já acontece em países como a França e na costa do Ceará, além de outros locais mundo a fora. Isto poderia acabar favorecendo áreas com déficit energético como a porção Sul do estado, gerando condições para esta tornar-se de auto-suficiente, manter um parque industrial bem abastecido e talvez até fornecer o excedente energético para outras regiões gaúchas. Enfim, acho que deve haver cobrança da população para que o SEINFRA cumpra seu papel e que estas universidades gaúchas, como UFRGS, UFPEL, UFSM, mostrem trabalho também para tirar o estado desta posição de dependência e vulnerabilidade energética, através de sua consolidação como pólo das novas matrizes energéticas na América do Sul.

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  3. Legal. Mas triste que o deputado só teve essa ideia depois de ver uma reportagem no fantástico. Parece que a única força que consegue mover o país é a mídia.

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