Revitalização do Cais Mauá – FCDL projeta ganhos de R$ 1 bi/ano

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Jornal Metro – Porto Alegre – 03/07/2013



Categorias:Projeto de Revitalização do Cais Mauá

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29 respostas

  1. Oxalá isso se realize, pois teremos outros projetos do tipo com empreendedores privados interessados em investir em Poa.

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  2. Jesus esse post virou tese de mestrado… Falam tanto de economia e gastam seus dinheiros nas redes, ou por acaso compram nas mercearias da esquina? A C&A, Renner, Marisa, e por ai vai tem a mesma função da ZARA. O certo então seria comprar na Aldo?
    Vamos simplificar. Quem vai comprar no Cais (se realmente sair) vai comprar no BArra, Praia… quem compra no ALDO, Lebes, vai continuar comprando. Turismo em Porto Alegre existe e muitas pessoas deixarão seu dinheiro lá, agora pro resto ganhar esse mesmo dinheiro bom use a cabeça e aproxime esse público pro seu comércio….Agora vim falar de ser contra Mac é gostar de PF e ponto. Cada um tem seu gosto. Ou será que as filas enormes que tem todos os dias os Mac são de pessoas que compram a força? Será que um dia já pensaram em fazer um PF mais rapído do que ficar sentado em cadeira quase 20 minutos pra comer um prato de feijão arroz e bife? Ideologias…. e demagogias…

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    • A questão é simples, havia no post um cálculo de aumento de comércio como o dinheiro saísse do nada. O Pablo falou que haveria somente uma transferência de local em que se gasta o dinheiro e eu complementei que gastar com empreendedores locais é melhor para a economia local.
      Isto não é demagogia nem ideologia, é lógica, o que é demagogia e ideologia é contrariar isto puxando para isto lado puramente especulativo, ou seja comprar aqui ou comprar ali tudo é a mesma coisa, simplesmente porque EU ACHO QUE É ASSIM. Minha filha menor quando tinha seis anos tinha exatamente este raciocínio!

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  3. Essa historia de transferencia de receita pra mim nao existe, tomo a mim e a outros conhecidos , atualmente eu nao vou a nenhum lugar para por exemplo, jantar ou tomar cafe, pelo simples fato de nao existir nenhum lugar no centro para este, ou seja, o tipo de estabelecimento que ira ser criado nao existe semelhante no centro da cidade, o povo que deixa de utiliza-lo tambem nao vai na cidade baixa e em nenhum oitro lugar, simplesmente deixa de consumir, de circular dinheiro.
    Acho ridiculo esta discussao em cima de um serviço que sera criado, afinal que vença o mais competente! Precisamos de serviçoes de qualidade no nosso centro. Este pensamente sinceramente me preocupa pois é tipico daqueles recalcados que depois vao lá quebrae tudo pois la nao se vende pastel com cachaça, entende?

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    • Cara Ana.
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      Se tu não compras nada porque não tem lugar nenhum para ir, ótimo, não gastas o teu dinheiro e estás aumentando a poupança interna, algo que é consenso em todos os economistas brasileiros que está faltando no Brasil.
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      Está contribuindo para a economia da nação e não sabias!

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  4. Eu desconfio de tudo que é apontado como a “salvação da lavoura” da “combalida economia gaúcha”, ex: General Motors, Ford, duplicação da BR-101, novo, moderníssimo e de 1º mundo aeroporto (mas com ILS do Salgado Filho), privatizações, PPP, “duplica RS (essa foi f…). Tudo é conversa fiada para enganar os trouxas e “gerar riqueza” para os mesmos de sempre.

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    • Marcelo.
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      Todo e qualquer plano de governo para resolver os problemas do estado durante um governo é uma mentira. Para se resolver algo era necessário um planejamento a médio e longo prazo, o que não se vê. Os chineses, por exemplo, fazem planejamento para décadas aqui é como o lema do Juscelino Kubitschek, cinquenta anos em um (depois se leva cinquenta anos pagando a conta!), teríamos que ter planos de Estado e não de Governo, isto só ocorreria se tivéssemos uma FEE que realmente fizesse alguns estudos de planejamento a longo prazo e que fosse independente do governo (para fazer algo que realmente pensasse no futuro ou não fosse só para seus planejadores fizessem seus doutorados).

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  5. Gostaria me de explicar melhor. Não sou contra o cais, não sou contra a reforma, lojas ou comércio no cais.

    A revitalização da orla será um ganho fantástico para a cidade melhorando muito o ambiente, saúde, convivência e aspecto do centro…

    Mas notícias afirmando que o COMÉRCIO vai gerar riqueza e renda não é verdade… até pode gerar algo na forma de treinamento ou incentivando a qualidade dos produtos… mas isso é muuuito pouco.

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  6. Esqueceram que o fluxo de pessoas irá aumentar consideravelmente apenas por causa do cais. Grande parte das pessoas não deixará de consumir o xis da esquina, visto que na realidade esta pessoa não iria visitar o local. Ou seja, existe a geração de uma nova demanda.

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    • Camile.
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      Há uma segunda falácia no chamado raciocínio do aumento da demanda. Explico a minha opinião.
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      Durante décadas economistas monetaristas e neo-liberais raciocinaram desta forma, com uma espécie de ruptura entre o consumo e a produção.
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      Há anos esta discussão entre a demanda separada da produção era motivo de discussão tanto na Europa como no Estados Unidos, as pessoas que apoiavam isto baseavam-se em critérios Keynesianos que com o aumento da demanda naturalmente a economia iria se recuperar, entretanto esqueceram que na época Keynesiana, a demanda era satisfeita pela produção principalmente no país que a gerava.
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      A diferença é que hoje em dia grande parte da demanda é suprida por importações e estas importações são originárias de regiões em que a mão de obra é extremamente barata. O que acontece, nestes países produtores, os operários simplesmente vivem uma economia de subsistência, inclusive não tendo capacidade de comprar produtos importados, ficando fora da economia internacional (como compradores).
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      Quem lucra com tudo isto, simplesmente os gestores das grandes corporações (nem estou falando dos acionistas, pois quando estas entram em falência eles perdem tudo e os gestores saem com lucros exorbitantes). Hoje em dia o único mercado que cresce no mundo é o mercado da ultra-sofisticação (iates, jóias, automóveis de altíssimo luxo, etc.) pois estamos criando uma nova classe de bilionários (não estou falando de milionários!) que começam a deter grande parte da riqueza do mundo, a chamada classe média na Europa e Estados Unidos está empobrecendo-se numa velocidade muito mais rápida que enriqueceu-se. Ontem mesmo ouvi de uma menina que ficou um ano em Portugal, um relato pessoal em que ela contava que um administrador de empresas e um outro profissional liberal, estavam dirigindo táxi em Lisboa para poder sobreviver.

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  7. Seguindo no comentário, mas agora já me antecipando as críticas sobre o mesmo que alguns, embevecidos e estonteados pela falácia liberal vão me criticar.
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    A base das críticas serão que grandes redes deste tipo geram produtos mais baratos, e o cidadão lucrará com isto.
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    Se fosse só uma empresa o raciocínio liberal estaria perfeito, porém quando estruturas economizadoras de mão de obra como estas tornam-se significativas em um ou em um grupo de países, o que há é criação de desemprego sistêmico.
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    O que passa a Europa nos dias de hoje é exatamente isto, com o mercado comum europeu, que pensava no início em criar riqueza na Comunidade Européia está pagando com taxas de desemprego elevadíssimas, principalmente nos jovens e países de economia mais atrasada, em nome do livre mercado e a felicidade dos paraísos fiscais. A grande discussão dos dias atuais de todos os governantes da Europa, é primeiro a luta quanto aos paraísos fiscais (esta discussão já está avançada e já começam a surgir propostas de governos CONSERVADORES europeus para impedir a progressão disto). Sobretaxas sobre importados também começa a ser discutida no parlamento europeu, ainda é incipiente mas é tudo uma questão de tempo.
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    Mas realmente qual é a falácia do liberalismo? É que levando a nível de país propostas de livre mercado, só se abre empregos nos países os mais miseráveis possíveis que tenham trabalhadores dispostos a trabalhar pela comida. Na própria China, várias empresas estão sendo deslocalizadas para outros países, pois segundo as empresas o salário chines está ficando muito alto. O México que no início da ALCA fornecia mão de obra abundante e barata está perdendo fábricas para países como o Haiti!
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    Ou seja, a grande discussão que se deve fazer não é na quantidade de empregos gerados, mas sim no balanço entre riqueza criada e perdida, coisa que cada dia fica mais evidente para pessoas CONSERVADORAS, mas preocupadas com o futuro do seu país.

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    • Note que os países europeus que estão melhores são justamente os mais industrializados (Alemanha) e o que estão piores são os menos industrializados (Grécia, Portugal…).

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  8. Caros Amigos.
    O que o Pablo está falando é real, uma coisa é gerar receita outra coisa é transferir receita.
    Quando se abre um McDonalds, por exemplo, as pessoas não vão comer mais porque simplesmente há um novo McDonalds, elas simplesmente vão deixar de comer um PF (prato feito, para quem não sabe) com suco de larenja, para comer um BigMac com uma Coca-cola e batatinhas fritas. O que resultaria isto:
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    Primeiro falando sob os aspecto nutricional: Vão deixar de comer um dos pratos mais equilibrados, segundo técnicos no assunto, para se empanturrar de uma refeição completamente inadequada.
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    Segundo em termos de empregos: Vão desempregar dezenas de pequenos comerciantes e outro tanto de garções que retiram um rendimento razoáveis, para substituí-los por dezenas de empregos mal remunerados, típicos desta cadeia de fast-food.
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    Terceiro em termos de geração de empregos no estado: As compras dos pequenos bares e restaurantes, que eram feitas no mercado local, serão feitas em centrais de compras que muitas vezes vão trazer de outros estados carne processada de zebú do pantanal.
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    Quarto em termos de royalties: Enquanto o boteco da esquina não remete lucros para o exterior, cada Big Mac tem embutido no preço remessas de lucros para a matriz, gerando déficit na balança comercial.
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    Poderíamos seguir adiante, mas vamos a outro exemplo, as lojas Zara, implantando-se uma loja Zara em um shopping qualquer, substituiremos uma série de pequenos comércios por esta loja, e neste caso fica mais evidente os prejuízos, ou seja:
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    Primeiro, quanto ao emprego: Neste caso ainda é mais gritante, num magazine deste tipo o número de empregados em relação ao faturamento é mínimo, deixando comerciários e pequenos empresários locais completamente sem emprego e sem rendimento,
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    Segundo, quanto a indústria: Se observarem nestas lojas (isto eu o fiz) quase 80% dos produtos são importados dos mais diversos países do mundo, ficando a indústria nacional com uma parcela mínima de mercado.
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    Terceiro, quanto, a quantidade de empregos indiretos: Neste ponto a quantidade de empregos indiretos gerados por organizações do tipo é quase nula, principalmente se o estado não sediar a central de compras. Organizações deste tipo centralizam nacionalmente e internacionalmente todas as compras e importações, fazendo que o setor administrativo, setor de TI e outros praticamente não existam.
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    Quarto, quanto a geração déficit na balança comercial: Neste caso é ainda pior do que o McDonalds, pois além de royalties que são remetidos para o exterior, empresas internacionais deste tipo, além de não gerarem riquezas nos países ainda colocam subsidiárias em paraísos fiscais que servem para comprar e vender produtos virtualmente e realizarem os lucros onde não há maiores impostos.
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    Vou ficando por aqui, mas logo falo sobre a falácia dos liberais sobre a diminuição de custos para o cidadão.

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    • Quando se fala em McDonalds, na pior das hipóteses os funcionários empilham os ingredientes para servir o lanche. Mas lojas de roupa ou calçados praticamente não gera valor algum… é terrível!

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      • Pablo.
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        A visão de muitos é de transportar conceitos válidos em micro-economia para macro-economia, ou seja, se um empresário demite 20% de seus empregados para vender mais barato os mesmos produtos é um resultado, se todos os empresários demitirem 20% de seus empregados para fazer economia é uma catástrofe nacional.
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        E há uns que assistem palestras destes institutos liberais….

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        • Ahh sim. A grande sacada do Ford foi vender carro barato e pagar bem os funcionários, para que seus próprios funcionários possam comprar os carros.

          Como todo mundo está querendo externalizar os custos, acontece de externalizar os salários também reduzindo as vendas.

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        • Pablo.
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          Só uma complementação, o Ford podia ser tudo, mas não era burro. Se para baixar o valor dos seus carros tivesse que mandar a fábrica para s China, provavelmente ele não faria isto.

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  9. Sempre fico com o pé atrás quando se fala em ganhos a partir do comércio. Retirando-se turistas que recebem seus ganhos em outro lugar e vem gastar no cais, todo o dinheiro que será gasto no comércio do cais virá do que seria gasto nos demais comércios.

    Isso é diferente de serviços e indústria que geram riqueza propriamente dita.

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    • Comerciante não paga imposto e nem gera emprego pelo visto.

      Malditos capitalistas!!!

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      • Gera emprego e paga impostos com dinheiro que vem da venda dos produtos. As pessoas que compram esses produtos que gerará emprego e pagará impostos deixam de gastar dinheiro em outros produtos que também gerariam impostos e empregos… ou seja, esse ganho de 1bi ao ano sairá de outros produtos da cidade (desconsiderando turismo, é claro).

        Esse processo não ocorre quando os empregos e impostos vem de serviços e bens de consumo que geram valor. A geração de valor do comércio é muito pequena… Uma das razões do Brasil e AL se desenvolver bem menos que as colônias inglesas é “aptidão” portuguesa e espanhola pelo comércio desde as grandes navegações. A cultura inglesa já é bem mais voltada para a manufatura desde antes da revolução industrial…

        Pense um pouco… não tem nada a ver com capitalista ou qualquer outro -ista. Isso é economia básica.

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        • É óbvio que a indústria (tecnológica, principalmente) gera mais valor que o comércio.

          Mas nós estamos falando do Cais do Porto, uma região turística, que será movida pelo comércio.

          Tu acharias interessante uma fábrica ali?

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        • Claro que não! Não te faz de louco! Só estou indicando que esse valor não significa tudo isso quanto estão tentando informar.

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        • Além do mais, meu comentário não se refere apenas a indústria. Poderia ter também escritórios ou pequenas empresas prestadoras de serviço.
          Além do mais criar espaços onde existem só comercio, assim como só indústria nunca funciona muito bem.

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        • Eu acharia fantástico criarem no entorno, por exemplo, torres para criar um pólo de desenvolvimento de software.

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        • Ricardo.
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          Este nível de discussão em países do primeiro mundo já foi superado. Todos agora estão interessados não na pseudo-geração de empregos, mas sim num balanço de qualidade e quantidade de empregos gerados e perdidos.
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          Esta discussão neo-liberal, só aqui nos IEEs da vida que ainda encontram guarida, na Europa e nos USA, já não se discute mais, a discussão é como sair do imbróglio criado tudo isto.
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          A crise européia e norte-americana (que aparentemente terminou, mas na realidade estão empurrando com a barriga) deixou claro que meras opções por mais empregos aparentes não leva a nada.

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  10. Pedro Ruas, F Malchiona e esquerdopatas de plantao vao ficar loucos com o lucro dos “capitalistas”….hahaaaa

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    • Eu acho que o que deixa eles loucos é a socialização dos socialização dos prejuízos.

      E até onde eu saiba os socialista Pedro Ruas e Fernanda não fizeram nada para impedir o Cais Mauá.

      São os capitalistas, pessoas de bem, héteros, brancos, que foram buscar investidores na Espanha falida. É isso que evitou que o Cais ficasse pronto antes da copa.

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