Complexo da Rodoviária deve ser concluído até final do ano

Obras na estação de Porto Alegre estão 65% completas

Novo viaduto da Rodoviária está entre as obras licitadas. Imagem: Prefeitura

Imagem: Prefeitura

O Complexo da Rodoviária, no Centro de Porto Alegre, está com 65% das obras concluídas e com previsão de entrega até o final do ano. Quem passa pelo local, no cruzamento denominado “X da Rodoviária”, que envolve as avenidas Júlio de Castilhos e Castelo Branco, pode acompanhar o ritmo acelerado das obras. Com a conclusão, haverá um viaduto interligando diretamente o trânsito da Júlio de Castilhos até a Castelo Branco (no sentido de quem vai para a BR 290), sem a necessidade de atravessar o início da avenida Mauá, onde há um cruzamento com sinaleiras.

A eliminação desse gargalo no trânsito será importante para a melhoria da mobilidade urbana na entrada do Centro da cidade. Segundo o engenheiro Rogério Baú, responsável pela obra, a sua execução está atendendo a todo o cronograma previsto. “Pelo perfil do projeto, as partes mais complexas foram a da base e de erguer os pilares. Agora será basicamente um processo de montar as peças, o que dará a impressão de que a obra está sendo concluída rapidamente”, adiantou. Isso será possível porque ao mesmo tempo estavam sendo construídas a base da obra e os blocos de concreto.

O engenheiro avaliou ainda o sucesso do planejamento feito, uma vez que a obra ocorre em um dos nervos mais complexos do trânsito de Porto Alegre. “É impossível imaginar que uma obra deste porte e na sua localização não iria trazer prejuízos para quem circula na região. Mas o resultado final será muito benéfico”, avaliou, ressaltando o plano de deslocamento feito pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) em relação ao fluxo de veículos na região. O projeto prevê ainda uma estação de ônibus com acesso subterrâneo. O custo total do empreendimento é de R$ 31,5 milhões.

Correio do Povo

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Na verdade o Complexo da Rodoviária NÃO é somente o Viaduto da Júlio de Castilhos. Também compõe o projeto a estação de ônibus no canteiro central em frente à Rodoviária. Ou seja, o complexo não vai ficar totalmente pronto até o final do ano.



Categorias:Meios de Transporte / Trânsito

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9 respostas

  1. É complexo mesmo.

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  2. Um pouco relacionado, sugiro a leitura desse textinho do escritor Leandro Narloch, muito interessante:

    “Entre as nações mais curiosas do mundo figura o misterioso Masoquistão. Os habitantes desse país se caracterizam por desprezar tudo aquilo que os beneficia e idolatrar leis e instituições que os maltratam. Esse costume fica evidente na maior metrópole do Masoquistão, onde a prefeitura tem como principal tarefa transformar a vida das pessoas num inferno.

    Por exemplo, quando um camelô resolve, durante uma tempestade, vender guarda-chuvas a preços módicos ao masoquistense parado na saída do metrô, um fiscal aparece aos gritos (“Clandestino!”), apreende os guarda-chuvas, deixa o vendedor sem a mercadoria e o cidadão contente por sofrer na chuva.

    Numa avenida reta, larga e segura, a prefeitura instala radares de velocidade cujos limites mudam, sem critério, de 50 para 70 e depois para 40 km/h, rendendo multas que reduzem a um valor mais adequado a aposentadoria de velhinhas incautas.

    Os masoquistenses odeiam carros e demolições de casinhas antigas. Por isso mesmo criam leis que aumentam o número de carros e demolições de casinhas antigas.

    Primeiro, asseguram que o transporte coletivo seja uma desgraça, impondo um monopólio público no serviço de ônibus. Sem concorrência, as empresas agraciadas pelo monopólio oferecem um serviço de sádicos. Os poucos empresários que tentam quebrar essa reserva de mercado trabalham com carros velhos, como medo de vê-los aprendidos por fiscais.

    Quando alguns cidadãos menos adeptos ao sofrimento decidem evitar os ônibus morando perto do que acham interessante, a prefeitura dificulta a construção de prédios altos nessas áreas. Estabelece limites da área construída em relação à área do terreno.

    Como resultado, a cidade se expande para os lados e muita gente vai morar longe, tendo que se deslocar de carro pela cidade. E as construtoras, para erguer quaisquer 20 andares, avançam sobre a área de casinhas antigas.

    Há décadas essas leis garantem o caos da grande metrópole do Masoquistão. Mas quem disse que os masoquistenses reclamam? Nada. Nas eleições, como se houvesse alguma diferença relevante entre os candidatos, eles escolhem aqueles que mais vão sabotá-los. “Mais planejamento!”, exige um masoquistense típico. “Não à verticalização!”, grita um vereador recém-eleito.”

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    • O cara acha que existe avenida segura dentro da cidade para andar em alta velocidade? Isso sim é coisa do Masoquistao. 10km/h a mais aumenta a violência no trânsito em uma ordem de grandeza. Isso é fato.

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      • Pelo visto tu concordas com o resto. Eu concordo com tudo. Quem não prefere viver em Nova Iorque a Porto Alegre?

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        • Discodo de quase tudo, é o tipo de artigo que fica fazendo sarcasmo sobre o que discorda mas não diz o que que deve ser feito. Preferia NY, mas o que te faz dizer isso? Há um mundo de diferenças.

          Por sinal, falando em “casas velhas”, NY é uma das cidades que mais conservam patrimônio arquitetonico nos EUA. Sabias disso?

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  3. Em Porto Alegre só sai a obra se tem viaduto envolvido.

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