Manifestantes ocupam Rua Luciana de Abreu em defesa dos casarões históricos

Samir Oliveira

Estudantes e professores de Arquitetura protestaram em frente aos casarões da Rua Luciana de Abreu | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Estudantes e professores de Arquitetura protestaram em frente aos casarões da Rua Luciana de Abreu | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Centenas de pessoas protestaram no final da tarde desta quarta-feira (25) contra a demolição de seis casarões históricos localizados na Rua Luciana de Abreu, no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre. As edificações estão sob ameaça de demolição, já que a construtora Goldsztein pretende erguer no terreno um prédio de 16 andares. No sábado (28) haverá uma nova manifestação no local.

O ato desta quarta-feira foi organizado por estudantes de Arquitetura da PUCRS e da UFRGS e contou também com a presença de professores desses cursos e da comunidade do bairro. A manifestação teve início às 17h e não chegou a trancar o tráfego na rua. Os manifestantes penduraram um varal em frente aos casarões, onde diversas mensagens de apoio à perservação do patrimônio histórico foram colocadas.

Professor aposentado de Arquitetura na UFRGS e na UnB, Carlos Moura entende que os casarões da Luciana de Abreu são “uma referência” para a cidade. “Existem edifícios aos montes, um igual ao outro. Mas esse tipo de casa, em curva, geminadas, de 1930, é único. Se forem demolidas, serão substituídas por um prédio sem nenhum significado para a constituição do bairro”, critica.

Para Ana Rosa Cé, professora de Urbanismo da PUCRS, a demolição das casas da Luciana de Abreu reforça um projeto de cidade prejudicial aos seus moradores. “As pessoas estão deixando de andar nas ruas e se fechando em centros comerciais de grande porte. Estamos tentando reverter o rumo de uma Porto Alegre que está perdendo qualidade de vida”, considera.

Integrante da Associação Moinhos Vive, Alda Pyvelloso espera que o ato possa sensibilidar o Poder Judiciário e a prefeitura. “Quando o povo não é ouvido, ele vai à rua mostrar o que quer. É isso que está acontecendo aqui. Construir um prédio de 16 andares no lugar destas casas seria um ataque ao bairro”, lamenta.

Veja toda a reportagem (extensa) clicando aqui – SUL 21.



Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Patrimônio Histórico

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64 respostas

  1. OS INSTRUMENTOS DE PRESERVAÇÃO DA MEMORIIA.
    O recente desfecho do casario da Luciana de Abreu demonstram a fragilidade das politicas de preservação da memoria urbana que dependem unicamente dos critérios de avaliação do poder executivo em qualquer instancia de ente federado. É preciso pensar em outros poderes da República como instrumento de cartorização dos memórias coletivas.

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  2. BOLHA IMOBILIÁRIA COMO NOS EUA:

    Tenho um conhecido que trabalha num banco. Eles sabem que tem uma bolha e sabem que vai dar m**** como deu nos EUA, e não tão fazendo nada, porque sabem do “bom-exemplo” dado pelo Federal Reserve: “é só injetar a grana que desaparecer… e tá tudo resolvido”. Grana de impostos. Ou seja, vamos pagar a farra dos outros, como sempre.

    http://www.infomoney.com.br/minhas-financas/imoveis/noticia/2941708/suspeito-que-haja-uma-bolha-imobiliaria-brasil-diz-robert-shiller

    http://exame.abril.com.br/economia/noticias/shiller-alerta-para-bolha-imobiliaria-apos-alta-de-225

    http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201308312031_RTR_SPE97U02Y

    http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/09/existe-o-perigo-de-bolha-imobiliaria-no-brasil.html

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  3. As casas em questão nada tem haver com patrimonio historico, e que gentinhas não querem é um predio de apartamentos naquele local , porque os mesmos ( no estendimento deles) iram desvalorizar o seu entorno;

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