A polêmica sobre a BR-448, por José Fortunati

A Prefeitura de Porto Alegre está em negociação com o DNIT desde 2007 para buscar uma solução para a chegada da BR 448 – Rodovia do Parque no Bairro Humaitá. Desde que tomamos conhecimento do traçado da alça de chegada da rodovia demonstramos a nossa preocupação para com as consequências que a obra traria para a parte interior do bairro. Nunca fomos avessos à construção da Rodovia do Parque. Ao contrário, achamos que se trata de uma grande contribuição viária para desafogar a BR 116. O que sempre reclamamos foi a falta de planejamento por parte do DNIT de um projeto que contemplasse a entrada de Porto Alegre.

Segundo estudos da Empresa de Consultoria Matricial a Rodovia do Parque vai impactar com 22 mil veículos o Bairro Humaitá diariamente, na medida em que a Castelo Branco não conseguir dar vazão do trânsito da BR 116 e da Free-Way.

Em 2009, 2010 e 2011 foram realizadas várias reuniões com o DNIT (tudo constante de atas) e as negociações não avançaram.

Em 2012 estive pessoalmente com o Diretor-Geral do DNIT, General Jorge Flach, por duas vezes para tratar do assunto.

A cidade de Porto Alegre não pode pagar um preço elevado por uma obra do Governo Federal. Os estudos do DNIT demonstraram que a saída adequada seria a “federalização” da execução da via urbana que liga a BR 448 a BR 116 através da Av. padre Leopoldo Brentano.

Na semana passada voltei a me reunir com o DNIT nas pessoas do Superintendente Regional, Pedro Luzardo e o Diretor de Infraestrutura, Roger Pegas, quando, por telefone, voltei a solicitar a providência do Diretor-Geral, General Jorge Flach.

Neste momento a EPTC trabalha com o DNIT buscando algumas medidas mitigadoras tais como a colocação de um gradil ao longo da Padre Leopoldo Brentano para proteger a população do entorno.

Mas, as medidas são paliativas e não contemplam a grande necessidade de termos uma “grande válvula de escape” com a Av. padre Leopoldo Brentano duplicada e adaptada para o enorme fluxo de veículos que o Bairro Humaitá vai receber a partir da próxima semana.

A ausência desta obra vai implicar em um enorme “engarrafamento” da BR 448 sobre o Guaíba conturbando ainda mais a região e retirando o brilho desta importante obra.

O que desejamos é que a obra seja feita de forma completa, ou seja, que a ligação entre a BR 448 e a BR 116 seja assumida pelo Governo Federal e que a cidade de Porto Alegre não seja onerada por uma obra que não foi discutida por seus membros.

Blog do Fortunati



Categorias:Artigos, Meios de Transporte / Trânsito, Rodovia do Parque

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36 respostas

  1. Só uma ELEVADA com rampas na Brentano para solucionar definitivamente o problema do acesso à Rodovia, separando o trânsito do bairro do trânsito da rodovia e não isolando a Arena, os empreendimentos previstos e os que serão no futuro naquele lado do Bairro. Tenho batido nesta tecla há muito tempo!

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  2. E na outra ponta, que está muito pior!

    A rodovia do parque vai desembocar exatamente na ponte sobre os trilhos de trem, na saída de canoas BR-386. É sabido por todos que passam por ali que aquilo é um tremendo gargalo, pois é a 386 é uma rodovia duplicada e, pasmem, tem uma ponte simples. Diariamente existem engarrafamentos por quilômetros nos horários de pico, fora os acidentes fatais. Este problema vai se agravar muito a partir da liberação da BR-448.

    Espero que a Dilma volte por aquele trajeto depois da inauguração pois qualquer cidadão consegue ver o problema e sabe que não tem como estas duas rodovias funcionarem em a duplicação da ponte.

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    • Pois é, nunca ouvi falar da duplicação dessa ponte, um verdadeiro funil da BR-386.

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    • Mas Anderson e Julião, nesse caso específico, do encontro com a 386, acredito que a 448 seja um alívio. A partir de Porto Alegre, se quiseres ir para o interior, pegue a 448 e fuja dessa ponte. Se optares pelo Vale dos Sinos, vá pela 116 e escape também.

      Não é desculpa pro único local sem duplicação, mas uma adaptação à situação caótica.

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      • Leonel, tu estás enganado. O interior nunca foi problema. Esta rodovia nasceu para desafogar a BR-116.

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      • Anderson, não entendi tua réplica, mas entendi que eu fui muito específico no que disse.

        O sentido do meu comentário é de que haverá para muitos a opção de fugir dessa ponte, seja vindo de Santa Rita para Canoas ou Porto Alegre (pegando a 448 ANTES da ponte) ou indo de Canoas ou Porto Alegre para Santa Rita (pela 448 e pegando a 386 DEPOIS da ponte).

        Sei que haverá quem pegue a 448 (sul norte) e ingresse na 386 à direita e também quem pegue a 386 em Canoas até ingressar na 448, mas essas últimas opções não seriam as mais inteligentes em 90% dos casos.

        No final de semana passado, na sexta-feira, fui para o interior pela 386 e levei 45 minutos do viaduto sobre a 116 até o viaduto da 448. É um absurdo aquela pontezinha mequetrefe.

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  3. Fico curioso de como vai ser em dia de jogo do Grêmio… Não sei como é hoje, pois não sou gremista, mas imagino que a torcida ocupe parte da av. Padre Leopoldo Brentano, para ir ao estádio e ficar nos bares adjacentes… Não consigo imaginar compatibilidade entre um mar de pessoas e um monte de carros vindo de uma rodovia federal.

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  4. Como eu imaginei, vão lotar o entorno de bretes, digo, gradis.

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  5. Minha unica preocupação quanto a essa obra, como vão ser as construções por ali?
    Elas vão ter alguma ligação com essa rodovia?
    Essa quantia de carros chegando na área pode dar uma boa valorizada mo comercio por la, vai ser muita gente passando todos os dias, pode dar vida para o Shopping do conjunto da arena e os outros comércios da área, só tem que ver como vai ser feita essa ligação das ruas com os estabelecimentos.

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  6. O que o Prefeito esquece, propositadamente, de dizer é que o Ministério Público proibiu a Prefeitura de fazer qualquer tipo de obra ao redor da Arena do Grêmio, até que se apure qual era a obrigação da OAS quanto a contra-partida, não só referente ao estádio mas também dos edifícios que ela ira construir no bairro. O Zaffari para construir o shopping Bourbon na av. Assis Brasil, teve que duplicar a av. Grécia e a OAS?

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  7. A obra que vai desafogar toda a frente do aeroporto, boa parte da Sertório e distribuir o fluxo de automóveis em PoA vai gerar prejuizos? Claro que o fluxo de automóveis vai aumentar no Humaitá, mas isso vai beneficiar muito outras regiões.

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  8. Este prefeito (desa)Fortunati deve considerar seus eleitores como uns imbecilóides, caso contrario ñ o teriam feito prefeito da cidade. O homem está reclamando porque ñ foi “consultado” pelo governo federal ( risos!!!) e que agora terá que fazer algo, coisa que ele detesta! Espalhar caçambas de lixo fétidas pela cidade, forçando seus habitantes a se tornarem garis do lixo q produzem e facilitando a ação dos catadores, que cobrem as calçadas com as sobras do que eles catam e fazer ciclovias q vivem às moscas, retirando das ruas e avenidas duas pistas de rolamento, este alcaide embuçado sabe fazer! E vem aqui discutir sobre vazão do trânsito nos acessos da cidade!

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  9. Não é só o Humaitá. As tricheiras da Anita e da Cristóvão Colombo, estão paradas há séculos. E a Padre Cacique ? O Padre já é quase Cardeal e nada da obra ficar pronta…

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  10. O Governo Federal fez a sua parte e a administração municipal com a sua incompetência total de gerenciar e solucionar os problemas do Bairro Humaitá dorme em berço de total anestesia .

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  11. E a bancada gaúcha em Brasília? Cadê verbas para PoA?

    Estão todas direcionadas para a Copa?

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  12. Fortunati, a eptc realmente esta buscando soluções? Só na rodoviária chega dar pena da incompetência!

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  13. Concordo…bom e útil comentario

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  14. O prefeito deveria é ter articulado para puxar recursos para a Quarta perimetral, começando na BR448, passando pela Pedro Boésio, um túnel no trensurb chegando na Fernando Ferrari, Assis Brasil com Bernardino Amorim (FIERGS), Plinio Kroeff, Dante Angelo Pila, Manoel Elias e assim por diante.

    Ia desafogar o sistema Sertório-Assis Brasil…

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    • O projeto de uma quarta perimetral com certeza é uma ideia interessante, mas daí a dizer que isso iria desafogar a Sertório/Assis Brasil só com uma boa dose de Augustismo. Não faz nenhum sentido confiar essa tarefa a uma via que dista 5 quilômetros da via que está engarrafada – não em um contexto urbano, com pares origem-destino complexo e tantos outros fatores.

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    • Com todo o respeito a tua opinião, gostaria de argumentar.

      Essa ideia da quarta perimetral já existe, só não começaram a pensar nela. Bem provável que seja “mais inteligente” esperar a Terceira Perimetral saturar para, depois de 20 anos, pensar na próxima perimetral. Ops, ela já dá sinais de saturação. Nossa cidade centralizada e radial, de onde parte um sem número de vias, necessita de complementação perimetral, e tal já está proposto, mas esquecido, pra variar.

      Quase 40% do fluxo de veículos da Sertório não tem como origem ou destino a Avenida. No entanto, ela é a última opção ao norte para deslocamento, pois logo “acima” dela temos o Aeroporto e bem mais acima uma autoestrada. A Assis Brasil fica meio que no meio da cidade, e abastece as cidades da Região Metropolitana Leste com serviços.

      O porte que a ZN agregou com o tempo, formando quase uma malha contínua com as cidades adjacentes exige um sistema que não dependa de uma via de comércio local, como a Assis Brasil, e uma via a norte apenas. Basta ver que grande parte do congestionamento na Castelo Branco se dá por incapacidade de absorção de veículos por parte da Avenida Sertório. Houvesse outra via, os veículos que se destinam às áreas próximas ao Porto Seco não precisariam de acumular junto aos demais. E não seriam 5 quilômetros, mas 1.800 metros a partir do acesso à Avenida Sertório até o acesso à BR448.

      Além do mais, a região que citei (acima do Aeroporto) tem dezenas de projetos em execução ou planejamento que demandarão a cidade. Não seria interessante pensar no futuro, ainda mais sabendo da letargia dos governantes temos e obras que fazemos?

      Eu, Arquiteto e Urbanista com habilitação em transportes, tenho essa convicção.

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      • Pois é pessoal, tudo isso é relevante; mas já viram aqui no blog mesmo sobre o estudo que diz não adianta duplicar, alargar ou aumentar vias e perimetrais pois o fluxo desafoga só no início e depois volta tudo como estava antes: engarrafado? E a solução seria oferecer mais viabilidade para outros modais de transporte, como incentivar o trem aéreo e outros assim. Leonel, você que é Urbanista podia comentar isso? Gracias, abraço!

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