82% acham o trânsito de Porto Alegre ruim ou péssimo

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A Capa do Jornal Metro de hoje, 12 de maio:

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Categorias:Meios de Transporte / Trânsito

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25 respostas

  1. Sobre aumentar o número de ciclovias como maneira de desafogar o trânsito a minha opinião é a seguinte:
    Existe um certo ambiente onde ciclovias são um meio de transporte viável. De acordo com o artigo da wikipedia sobre utility cycling:

    “Factors affecting cycling levels may include: town planning (including quality of infrastructure: cyclist “friendly” vs. cyclist “hostile”), trip-end facilities (particularly secure parking), retail policy, marketing the public image of cycling, integration with other transport modes, cycle training, terrain (hilly vs. flat), distance to destinations, levels of motorized transport and climate as well as cost. In developed countries cycling has to compete with, and work with, alternative transport modes such as private cars, public transport and walking.”

    É evidente que não é só a construção de ciclovias que faz a bicicleta ser atrativa como meio de transporte. Da lista acima só que traduzido, Porto Alegre tem…
    • planejamento urbano focado na locomoção de bicicleta? mais ou menos, a região central e arredores tem uma organização melhor nesse sentido por ser mais urbana.
    • bicicletários seguros? não que eu conheça, e os que existem são poucos e ruins.
    • regulamentação de venda de bicicletas? não.
    • publicidade pró-ciclismo? um pouco, pelo fato de construírem ciclovias como propaganda política.
    • integração da bicicleta com outros modais de transporte? inexistente.
    • treinamento para ciclistas? grupos ativistas fazem, pelo que eu sei.
    • terreno apropriado? os bairros centro histórico e independência não, mas os arredores são relativamente planos. as áreas mais afastadas da cidade a sul são cheias de morros, péssimo.
    • distância razoável de viagens? muito difícil analisar em geral, depende do bairro.
    • baixo nível de transporte motorizado? não.
    • clima propício a bicicleta? eu diria que 1/3 do ano é complicado andar de bicicleta por causa do calor.

    Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Utility_cycling

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  2. Quem é a anta que vota em construção de estacionamentos subterrâneos pra solucionar o trânsito? Me diz como isso faz sentido.

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    • Acredito que seja com o intuito de retirar as vagas das ruas e liberar espaço para mais uma faixa de rodagem. Não acredito que isso dê muito certo, mas é o que me parece.

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      • Até pode ser, mas remover estacionamento paralelo é uma das piores coisas que se pode fazer pra um bairro, ainda mais se o desejo era que ele fosse amigável pro pedestre e ciclista.
        Estacionamento paralelo aliado a faixas de rodagem estreitas faz a velocidade do trânsito diminuir. O pedestre se sente mais seguro pela velocidade diminuida e pela barreira de carros estacionados. Vide Padre Chagas, Lima e Silva, arredores; compare com Assis Brasil, 3ªP. Qual grupo delas é mais caminhável e ciclável?

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  3. como se fosse preciso uma pesquisa pra saber que o trânsito em POA é péssimo.

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  4. É claro que tem que ter superposição de linhas, a cidade se espalha e as pessoas precisam do ônibus mais perto de suas casas.
    Bem se vê que a maioria que comenta neste blog não anda de ônibus.

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    • Acho que vc não entendeu que a superposição de linhas causa engarrafamento nos corredores de ônibus, fazendo com que alguns circulem lotados e outros praticamente vazios. A ideia é que existam linhas alimentadoras levando até as vias troncais, nas quais todos os veículos fariam o mesmo percurso.

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    • Eu ando de ônibus e não vejo problemas em ter baldeação se bem feito. Devíamos ter troncais (o BRT deveria suprir isso) com ônibus frequentes indo para o centro e linhas locais alimentadoras. Com isso, paramos de botar 50 linhas no corredor da Assis Brasil ou da Bento, apenas uma.

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      • Eu entendi muito bem o assunto.
        Felipe X, baldeação nunca deu certo em Porto Alegre porque os horários não são cumpridos….

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      • Nunca deu certo então nunca vai dar? Bem, daí não tem o que fazer..

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  5. Minha única surpresa é que até pegaram leve com os motoristas de ônibus.

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  6. Há uma falta de respeito flagrante da EPTC com os passageiros de ônibus. É inadmissível que ônibus fiquem presos em congestionamentos de automóveis. Desse jeito, como alguém vai cogitar deixar o automóvel para usar um transporte coletivo?

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    • Verdade! Criando corredores em todas vias principais (coisa que estamos longe de ter), botando ar condicionado e diminuindo a superlotação já se atende uns 30% daquela tabela de incentivos ao transporte público.

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    • Mas tem que acabar também com a superposição de linhas, senão, você tira os ônibus do congestionamento dos veículos de passeio, mas coloca ele em um outro congestionamento (mas desta vez, de ônibus) dentro do corredor.

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      • Concordo. A superposição de linhas e as linhas metropolitanas são problemas primordiais pra serem resolvidos antes de qualquer coisa.

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      • Os BRT deveriam endereçar isso… o problema que o nosso é “tipo BRT”.

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  7. Se o transporte publico fosse com metrô, mas um metrô de verdade, tenho certeza que isso mudaria um pouco.

    Mas o interessante é ver que as pessoas sabem que existe uma falta de respeito com os outros, mas não tentam melhorar isso.

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    • Segundo dados da EPTC, somente 10% dos usuários que utilizam automoveis vão migrar para o metro de POA.

      Metro é pra resolver a questão do transporte coletivo, não dos carros.

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      • A é Leandro? E como na tua opinião o “problema” dos carros será resolvido? Estou curioso.

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      • Adriano, é simples, só seguir o que faz os países mais desenvolvidos. De prioridade ao transporte coletivo que o pessoal migra pros onibus.

        Sistema de carro não funciona sem ter prioridade. Imagina a Ipiranga com “somente” 2 faixas exclusivas para estes (e o resto para ônibus e bicicleta).

        Mas é dificil para qualquer político trocar a prioridade. Tudo conspira para quem ainda usa o transporte coletivo (familias lucrando em cima, empreiteiras não ganham com onibus, montadoras nao lucram sem carro na rua, por fim, politicos sem $ para gastar na sua campanha eleitoral).

        Por isso que acho que o sistema antes vai travar, so para depois mudarem a forma de incentivo ao tranporte coletivo. Ainda tem uns anos para isso.

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      • Cara, acho que tu está se contradizendo. Primeiro diz que o metro não iria resolver o problema, sendo que é o melhor dos transportes coletivos. Depois diz que para solucionar, apenas priorizando o transporte coletivo? Ou tu estás afirmado que para que as pessoas usem o transporte coletivo você tem que tornar inviável o uso do carro?

        Quanto a faixa de ônibus na Ipiranga e demais avenidas vejo como uma boa solução. Agora, ciclofaixa? Sério? Primeiro que na Ipiranga já tem ciclovia. E segundo,ciclofaixa para cometer o mesmo erro existente na José do Patrocínio, onde ao invés de priorizar os ônibus que ali passam fizeram aquela ciclovia que nunca vejo uma viva alma usar? Me desculpe, mas não tem sentido, até porque bicicleta não se encaixa como “transporte coletivo”.

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      • Adriano, para ter metrô somente em uma região com alta densidade de uso do tranporte coletivo. Em POA somente na Assis Brasil (e talvez na Bento se for interligado ao resto do sistema). Para baixa demanda, o onibus é muito mais eficiente.

        Se retirar 1 faixa dos carros na Ipiranga, se inviabiliza todo o trânsito de carro da região. Agora já está trancado, imagina com menos faixa para escoar. Os técnicos da EPTC sabem disso, por isso que ainda não tem faixa exclusiva. Por exemplo, o pessoal que vem da zona norte para acessar a PUC vai continuar vindo de carro. Mesmo melhorando os onibus, continuaram na sua vida dentro do automovel. Eu sou cetico quando a migração para onibus, acho que somente com a inviabilização do uso do carro que mais gente utilizarão o transporte coletivo (ainda mais em POA que tudo conspira para quem usa o ônibus).

        Por isso que somente a priorização para o transporte coletivo, retirando faixa de carros para colocar corredor ou faixa exclusiva para onibus. É obvio que vai piorar em muito quem usa o carro, inviabilizará para muita gente o uso do carro. Mas não tem outra alternativa.

        Tenho certeza que se parar 5 minutos na José do Patrocínio conseguirá contar os inúmeros ciclistas que passam na ciclovia. Esta foi a primeira vez que a EPTC retirou 1 faixa de transito (preferiu deixar o estacionamento). Se funcionar a bendita ciclovia da perimentral, vai ver que terão mais gente usando pois conseguirão chegar ao centro sem muito medo de morrer….

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      • Já fiquei bem mais de 5 minutos ali por diversas vezes, assim como na João Telles e, fora final de semana, não vejo ser utilizada em escala.

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