Viaduto da Júlio de Castilhos deve beneficiar 95 mil veículos, prevê Fortunati

Prefeito não deu prazo para conclusão da obra no Centro de Porto Alegre

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Cerca de 95 mil veículos serão beneficiados com a construção do viaduto Júlio de Castilhos, que dá acesso à avenida Castelo Branco, no Centro de Porto Alegre, de acordo com o prefeito da Capital José Fortunati. Ele não deu prazo para conclusão do obra, mas afirmou, durante vistoria na manhã desta terça-feira, que espera que tudo esteja pronto até o início da Copa do Mundo, em 12 de junho.

O tempo instável da cidade nesta época do ano é um dos fatores que podem acarretar no atraso da entrega da obra, de acordo com o prefeito. Se o cronograma for cumprido sem que ocorram imprevistos, a inauguração está prevista para os primeiros dias do mês de junho.

Fortunati disse que não tem dúvidas da agilidade que o novo viaduto trará ao trânsito da Capital, mas aproveitou a oportunidade para criticar os incentivos a compra de veículos. “Claro que o número (de veículos) aumenta, combato essa política de incentivo ao veículo particular. Acho que é um equivoco continuarmos oferecendo vantagens para a compra de automóveis. Estamos chegando ao ponto de que as cidades estão parando”, afirmou ao se referir a Porto Alegre e a outras cidades do País.

Em entrevista coletiva, Fortunati também pediu que a população veja as obras de mobilidade como legado para a cidade. “Existem obras que não são para a Copa do Mundo. Porto Alegre aproveitou a Copa para buscar recursos para tirar obras do papel”, relevou Fortunati.

O viaduto terá extensão de 265 metros, com oito metros de largura. Serão duas faixas de tráfego e o fluxo viário será Centro-bairro. A contratação por licitação foi no valor de R$ 19,3 milhões.

Correio do Povo

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imagem122779Fotos: Ricardo Giusti/PMPA

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Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Meios de Transporte / Trânsito

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30 respostas

  1. Socorro! Este viaduto requer proteção de queda nas laterais, é altíssimo! Qualquer sinistro que o carro desbancar lá de cima, ninguém sobrevive, Só um milagre, será capaz de proteger a vida.

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    • O nome me lembrou “Reni Puls”… o que me remeteu à “oceanário sul”. Qual triste fim levou essa história, Giba?

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  2. “Prazos? Não trabalhamos”. (Fortunatti, José)

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  3. Com todo o respeito às pessoas que moram fora de PoA, mas por que tantas pessoas têm que vir de carro todos os dias da semana? Até onde eu vejo a cidade realmente não tem como se sustentar se o número de pessoas(e o número de carros) que vêm para a capital “só” para trabalhar/estudar ficar aumentando. A mim parece que a cidade, em locais como centro, terceira perimetral e Assis Brasil, fica totalmente desequilibrada entre o número de residentes e o número de “usuários”.
    Sei que é muita coisa por causa de um viaduto, mas pense em todas as obras que estão sendo realizadas nessas áreas voltadas para o trânsito, e diga o que tu pensas. Só sem xingamentos por favor, isso nada tem a ver com uma campanha para impedir as pessoas de virem a PoA.

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    • O problema é que o sistema atual de transporte coletivo não dá conta de trazer as pessoas de um modo humano. Aí resta o carro.

      Imagina se tivesse um metrô/BRT para Viamão, como a Av. Bento iria desafogar?

      è preocupante também que as cidades periférias sejam sempre periféricas. Felizmente, Canoas está se desenvolvendo por conta própria, com um polo universitário forte. Gravataí também tem um bom desenvolvimento.

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    • O grande problema é que a grande maioria de empresas insiste em se instalar no Centro.

      “Insiste” parece culpa só delas, mas tem culpa do Governo também que não incentiva as empresas a se instalarem em locais mais “espalhados”, com infra decente, como transporte , conectividade, etc.

      Logo, o “centrão” vira um mega repositório de escritórios e lojas e a grande maioria vem apenas para trabalhar. De noite vira o deserto que todos conhecem.

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      • Porto alegre tem apenas um “nó” para transporte coletivo, que é o centro. Enquanto 99% das linhas forem até o centro, 99% das empresas vão querer se instalar no centro.

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