O novo projeto para o Pontal

Imagem: Divulgação.

Imagem: Divulgação.

Temos uma ótima notícia da cidade: está sendo apresentado publicamente o novo projeto do Pontal.  Antigamente chamado de Pontal do Estaleiro, agora é o Parque do Pontal.

Atualmente, a região não passa de um monte de mato e terra onde ninguém tem acesso, uma parte da nossa cidade totalmente desaproveitada, onde não há acesso pelo cidadão e não gera riqueza alguma para nosso município.

Matéria no Jornal Já divulgada ontem deu detalhes sobre o projeto, e existiu algo assombroso:os comentários.

Pessoas atacaram o projeto que chamaram de absurdo com os argumentos que:

  • Não pode construir prédios tão próximos da orla
  • Vai destruir o patrimônio histórico
  • Tirará o acesso do cidadão a uma área pública
  • Beneficiará apenas os ricos

É uma reciclagem dos mesmos argumentos de 2009, quando a consulta popular, feita por um prefeito fraco e sem pulso, derrubou a projeto original. Naquela época, escrevi um texto mostrando que não havia como rebater os argumentos de quem era contra o projeto porque não havia argumento algum.

E agora voltam-se os mesmos “argumentos”, que na verdade não passam de um punhado de falácias repetidos ou porque age deliberadamente de má fé ou por quem desconhece completamente o projeto e está sendo manipulado.

Dizer que vai tirar o uso público da área: é mentira. Atualmente, não há uso algum.  E eu corto meu braço direito se alguem me disser “não é verdade, Filipe, eu e minha família sempre vamos passear e olhar o pôr-do-sol na área do estaleiro só, tomamos um chimarrao por lá, fazemos um piquinique”.

Além disso, a área vai ser tornada pública. A área pública do novo projeto será próxima da orla e ainda vai ter toda uma estrutura preparada para isso.

Eu gostaria de que algum crítico do projeto viesse aqui e me respondesse com base em quê sustenta o argumento de que vai tirar do povo algo que é de todos se atualmente ninguém frequenta aquela área.

O argumento de que vai destruir o patrimônio histórico dispensa comentários. Não há mais nada no terreno! Também convido quem defende esse ponto de vista a defendê-lo no blog.

Os dois “argumentos” restantes – de não poder construir prédios na orla e beneficiar apenas os ricos, vou deixar para responder juntos novamente, abrindo espaço para que quem os defenda possa se manifestar.

Essas pessoas – em geral, membros da ONGs, associações de bairros, pessoas formadoras de opinião que atacaram o projeto anterior com os mesmos argumentos do atual são ricos. Alguns dos braços anti-prédios em nossa cidades são movimentos como Moinhos Vive, e dispensa comentários a situação econômica de quem mora no Moinhos de Vento. São membros da elite dizendo que o projeto só beneficiárá as elites.

Prefiro algo que possa ser frequentado somente pelas elites do que para ninguém. Tenho certeza que uso gerará emprego e renda para quem não pertence às mesmas elites do que algo uma área da cidade que, atualmente, está morta. E ainda que fosse assim, pode ter certeza que o cidadão de classe mais baixa não terá bloqueado acesso à área pública. Ele pode não ir ao shopping fazer compras, pode não ter condições de levar sua família para ir jantar à beira do Guaíba, mas poderá desfrutar do área do parque como qualquer outra pessoa com maior poder aquisitivo.

Em relação a ser contra “prédios” próximos da orla, volta e meia aparece alguém que disse isso tirando “selfies” no Puerto Madero e achando lindo.

BMPA_ESTALEI_EIA_TX10_EIA_COMPLETO-1118-2Para este escritor e este Blog, a cidade de Porto Alegre tem um potencial turístico latente e abandonado, e deve investir pesadamente em recuperá-lo. E que não pare por aí, que sejam desenvolvidos projetos em lugares como Belém Novo ou na Praia do Lami, atualmente, apenas um calçadão, alguns bares e difícil acesso. O governo não tem como manter tudo isso sozinho, e para isso, é necessário abrir espaço para a iniciativa privada , que lucrará gerando renda,emprego e desenvolvimento, ao invés de argumentos retrógados demonizando o capital e preferindo a cidade abandonada e recebendo em seu aeroporto turistas do centro do país que vai imediatamente entra numa van e ir direto para a Serra.

Uma vez, estive nos EUA e peguei um livro turístico sobre os Brasil. Procurei por Porto Alegre, havia alguns dados sobre população e clima, e um texto pequeno, dizendo “em Porto Alegre, não há muito o que ser visto. Apenas uma parada para seguir para a Serra Gaúcha ou para Montevidéu e Buenos Aires”. Ponto.

E agora, novamente, convido os críticos do projeto para virem aqui e me responderem: estão satisfeitos com isso?

BMPA_ESTALEI_EIA_TX10_EIA_COMPLETO-1118-3Nós queremos uma cidade desenvolvida, pujante, ousada, referencia nacional e internacional em turismo, shows, congressos, feiras científicas, urbanismo, mobilidade. Não queremos uma cidade acomodada, se contentando com o médio, com a mediocridade. E por isso vamos defender projetos que contribuam para isso. Acreditamos que o Parque do Pontal será uma contribuição importante, e por isso o defendemos, não só ele, como também o Cais Mauá, o projeto Orla do Guaíba, o sistema BRT e a linha 2 do metrô, que, saindo todos do papel, teremos uma mudança para melhorar na cidade dentro de alguns anos.

Por Filipe Wels (Porto Imagem)

__________________

Veja mais informações sobre o projeto aqui na ZH.



Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Plano Diretor, Pontal do Estaleiro, Prédios, Shopping Centers

62 respostas

  1. Que saia de uma vez essa obra, a área ali está abandonada!!!!!!!!!!

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  2. Impressionante os comentários mesmo, retrato do atraso dessa cidade.

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  3. Vamos em frente antes que os “CONTRAS”…se dem conta…..Muito lindo e útil o projeto, eu vou comprar um escritório la….

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  4. Que comece logo as obras, e pé na b**** desse PSOL e eco*****
    Já ta torrando essa ladainha.

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  5. Mais um render… Acho que esses políticos vivem no Second Life.

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  6. Sinceramente, eu não acredito que as pessoas que fazem esse tipo de comentario sejam maioria. Bem pelo contrario, são minoria, mas minoria barulhenta. Vide a consulta popular do pontal há alguns anos… Se não me engano, apenas 2% do eleitorado de poa compareceu. Imaginem se eleições, que são pra decidir o futuro do país já tem uma abstinência absurda, o que esperar de algo tão pontual como aquele projeto. O problema está quando os governantes resolvem dar ouvidos a essa meia duzia de gente.

    No Rio, a população chiou muito com a derrubada da perimetral. Após a implosão do primeiro trecho, já tinha gente exigindo reconstrução. A diferença é que lá o prefeito não é um molenga como foi o Fogaça.

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    • Senão me engano foram +/- 18mil votantes na época… ínfimo.
      Na minha casa só eu fui, não consegui convencer meus pais de jeito nenhum.

      Mas ai de mim justificar meu voto ou querer votar em branco!

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  7. É que Porto Alegre é a cidade de laboratório da ralé artística e da esquerdalha de boteco. Um bando de tipinhos chulos e rasteiros que, nada de produtivo tendo a fazer (além de encher a cara e fumar um baura), vivem enchendo o saco de todo mundo. Poa foi escolhida como cobaia para eles provarem que a utopia comunista é viável. Não há surpresa alguma que tivessem transformado isso aqui numa várzea de undécima categoria. A cidade mais atrasada, vandalizada e abandonada do Brasil.

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    • Tem muita gente que sabe falar mal dos outros cheio de chavões e “senso comum” mas na hora de agir não vão nem votar para defender uma ideia, né?

      Mas são seres iluminados, acho que torcem para que dê errado para poderem continuar falando com esse ar de superioridade, e para poder seguir rotulando os outros a ponto de querer saber melhor que eles em quem estas pessoas votaram.

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      • Sossega Felipe, tu só tá falando por birra que tens com o Oscar. Ele falou tudo certo. Sou aluno da UFRGS e o que presencio no campus do Vale não o deixa mentir.

        Esse projeto está incrível e pelo visto as apresentações públicas é só pra cumprir tabela, ainda bem. Construam de uma vez!

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      • “Birra com o Oscar” é algo que nunca achei que ia ouvir haha.

        Não sei o que ele falou de certo e nem o que a UFRGS tem a ver, nem ele mencionou isso.

        Mas enfim, se tu acha legal essa postura de ficar ofendendo os outros e não tomar nenhuma atitude para defender o que acha certo, é teu direito.

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  8. Enquanto criaturinhas detestáveis como a Fernanda (Metadona) estiverem por aqui, Poa continuará uma pocilga.

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  9. Agora..o que eu não entendi no projeto é o shopping. Seria um shopping de construção e móveis ao estilo Centerlar? Pois caso seja um shopping de compras no estilo mall, aí eu fico meio sem entender a proposta; um shopping ao lado de outro. Aguardando maiores informações.

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    • Pois é, não dá para culpar viés esquerdista nem eco chato pelo teu questionamento.

      Acho que poderia ser mais elitista este shopping, o espaço é propício e perto de clubes de velejadores. Se eu não estou mau informado, em Auckland, Nova Zelândia, a revitalização incorporou um tipo “shopping náutico”, que atrai muita gente com poder aquisitivo além das etapas de vela. Seria até uma forma de “proteger a história do lugar”. É difícil fazer isso no cais do porto que é parada do Catamarã, obrigando a ter estabelecimentos comerciais mais baratos para os transeuntes.

      Mas voltando a realidade, o projeto tem tudo para dar certo: tem orla aberta, xópis (que os ‘jihadistas do progresso’ adoram em terreno público) e duas torres. Ninguém pode reclamar.

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      • Só não é terreno público.

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      • Faz um bom tempo que não vou a Buenos Aires,mas a ultima vez que fui dei uma volta no Porto Madero que é um espaço de livre circulação de pessoas e fui ate a reserva que tem como vizinhos altos espigoes nada demais.Eu pessoalmente não gosto de paisagem de espigôes mas não sou hipocrita o plebiscito sobre a ponta do estaleiro foi uma palhaçada e por traz não tinha nada a ver com ecologia e sim interesse imobiliário.Agora parece que os ventos mudaram não entendi muito bem o que aconteceu.

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  10. 1) Que façam uma área pública no projeto então.
    2) Esse render tá muito utópico pra acreditar.
    3) Beleza não apoiar quem discorda do projeto, mas Ad Hominem é feio.

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  11. Reclamaram dos “espigões” do antigo projeto, agora vão tomar “espigões” maiores.
    hahaha

    Eu achava o projeto antigo muito mais bonito, mas né, ao menos é um tapa na cara de quem saiu criando mentiras por todos os cantos.

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    • Pois é, eu falei para muita gente que estava votando contra que a consequência seria que a cidade ia receber algo pior. Agora tá aí o resultado. Mas ainda é melhor que aquele terreno abandonado.

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  12. Agora pessoal, falando sério… vamos nas audiências? Vamos lá dizer que queremos o projeto?

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  13. Sou contra pois ficará muito bonita a orla e isso agride meu desejo de uma cidade moderna e mais bonita. Vai retirar minha visão do mato todo sujo quando eu passar de bus, ou apé por ali. Onde mais poderei largar lixo?

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  14. Filipe, acho que vale um debate civilizado aqui neste post, se em breve ele não descambar para a agressão gratuita.

    Primeiro é importante dizer que sou totalmente a favor de se fazer alguma coisa com aquela área que esta abandonada há anos e tem potencial para ser um lugar bonito e que seja largamente utilizado pela população.

    Agora , particularmente, eu sou contra um projeto assim e o teu próprio argumento de “Prefiro algo que possa ser frequentado somente pelas elites do que para ninguém” resume o por que. Pensar uma cidade apenas para uma parcela da população ou apoiada apenas em uma solução é um erro comum em urbanismo em que muitas cidades já incorreram (apenas para citar dois exemplos: Detroit e Pedro de Valdivia) e nesse ponto recomendo a leitura de um clássico sobre o assunto: “Morte e vida de grandes cidades”. Claro que tudo isso guarda relação com o conceito de cidade que cada um acha melhor. Eu prefiro uma cidade onde todo mundo possa ter acesso a infraesrutura de lazer e cultura de maneira equanime do que realizar uma estratificação social aceitando que existe “lugar da elite” e “lugar da plebe”(e escreve alguém aqui que tranquilamente, no atual conceito de classes brasileira classificada apenas por renda, é elite). E é por isso que acho o debate importante. Será que é necessário construir toda essa infraestrutura público-privada de concreto em um dos pontos mais bonitos da cidade ou uma revitalização de qualidade que transformasse aquilo num parque público não seria suficiente para devolver o espaço a população? Sei que muitos vão argumentar que a prefeitura não tem como investir nisso, não tem como cuidar, etc. A questão é: quando isso foi tentando por algum prefeito de POA nos últimos 16 anos (tempo que moro aqui)? Desde que me mudei para Porto Alegre todas as soluções que vejo a cidade encontrar visam a privatização de espaços públicos e a construção de grandes espaços comerciais fechados. Será que esse é o único modelo de cidade/urbanismo possível de funcionar? Na verdade não, tanto é que Porto Alegre não funciona, como tu mesmo disse.

    E, para terminar, eu acho Puerto Madero um lugar chato e sem graça, totalmente elitizado e sem nenhum atrativo. Prefiro atravessar ele e usar como exemplo a reserva ecológica “Costanera Sur”, um parque de mata nativa preservada, com trilhas e infraestrutura social sem agredir a natureza na beira do Rio da Prata.

    Desculpem os erros de português, escrevi correndo.

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    • Só gostaria de saber como vão controlar o tipo de pessoa que vai entrar no local, se vai ser aberto ao publico, sem cobrança nem nada.
      Vão verificar as contas pra definir se é rico ou pobre?
      Queria saber como vão selecionar a elite dos pobres mortais.

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    • Por que as pessoas mais pobres não poderão frequentar o l ocal? Onde esta escrito que sera uma área fechada? Qual o problema de haver uma área do projeto privada e outra pública? Eu era inclusive a favor de prédios residenciais na área, porque isso manteria o local sempre vivo. Veja o que são os calçadões e orlas das grandes cidades brasileiras. A população frequenta de dia e de noite… Olha o que são os parques de poa na orla à noite. As pessoas parecem se esquecer que ja temos gasometro e marinha às margens do guaíba. Ta na hora de ter algum diferencial (que toda a populaçao possa usufruir, o que é a intenção do projeto).

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      • Bruno, quem citou a questão da elite foi o autor do texto. Mesmo assim é impossível negar que a segregação social acontece em vários locais (não estou dizendo que vai realmente acontecer no pontal), ou é comum vermos pobres circulando no Moinhos de Vento, Padre Chagas e adjacentes? A segregação social é muito mais forte do que queremos acreditar que seja. Mas esse não é o debate neste caso. Mas podemos continuar essa conversa se tiver interesse.

        Em relação a dicotomia público/privado voltamos a questão de modelo de cidade que queremos: entregar tudo a iniciativa privada que pode, digamos de maneira rasa, “fazer as coisas do seu jeito” ou uma cidade pública onde todos tenham acesso a tudo igualitariamente? Ninguém expulsa pobre de shopping ou supermercado, mas duvido que tu já não tenha visto seguranças deste estabelecimentos cuidando de longe pessoas que aparentemente são desfavorecidos. A iniciativa privada tem esse poder: escolher que pode ou deve frequentar seus recintos.

        Entendo teu ponto de vista sobre residencias no local, respeito, mas discordo. Fazer uma área com grande potencial de lazer e cultural ficar entregue a algumas famílias com muito dinheiro (vamos combinar, uma torre residencial ali, com vista eterna, ia ser bem cara) não é o modelo de cidade que eu quero.

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  15. Caro Simon

    Belíssimo texto do Filipe. Vocês poderão ir às duas audiências públicas?

    Abraços

    Rui

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    • Entendo que não seja o modelo de cudade que tu desejas, mas por que? Sei que alhos nada tem a ver com bugalhos, mas façamos uma comparação com os calçadões das cidades litorâneas do Brasil. Quem tem condições de comprar um ap de frente para o mar realmente é a elite, mas isso impede que esses locais sejam frequentados por toda a populaçao? Por pessoas de todas as classes sociais? Pelo menos é o que vi no Rio, Recife, Fortaleza, etc, onde todo mundo usufrui de um calçadão publico e de seus equipamentos.

      E outra, tu comentou que não se veem pobres circulando no Moinhos, Padre Chagas, etc. Mas onde está o problema? Ninguém é impedido de andar por lá. Se não vão porque não se sentem à vontade, aí é um problema pessoal. Muitas pessoas acreditam numa utopia onde todo mundo frequentará os mesmos lugares, num lindo clima de igualdade. Isso nunca acontecerá… As pessoas são diferentes entre si, tem gostos diferentes. Por exemplo, eu não frequento nem ctg, nem pagodeiras, pois não me identifico com nenhum dos dois, e isso não significa segregação. Vai quem tem vontade. Com uma orla publica com equipamentos de qualidade é o mesmo.

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  16. Essa safada hipocrita da Melcchiona nao deu um piu quando ergueram o predio do FORO ou o monstrengo de concreto(estacionamento do Inter) proximo as margens do lago.

    Preocupacao com o “meio-ambiente” e a “orla”? ….Uma OVA!!

    Cambada de esquerdopatas do atraso e suas manobras politicas.

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  17. ….e podem ter certeza que essa “corja dos contra” estarao la curtindo os bares, lojas e vistas do Guaiba quando tudo estiver pronto!

    Cambada de hipocritas!

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  18. Haahahahahaaaa…..
    Como eu queria ver agora a cara da Tania Faillace, do Eduino de Mattos, do Wittler, do Cesar Cardia, Caio Lustosa, Edi Fonseca, Paulo Guarnieri, da Cavedon, do Ruas, da Melcchiona…e todos os ecoxiitas de plantao!

    Chupaaaa!!

    #priceless

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  19. Bah, ficou lindo, mas qual é o problema da prefeitura de só fazer um parque público, sem necessidade essa torre e shopping, ia ficar um visual limpo a partir da Padre Cacique

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    • A área é privada Matheus. Não é a prefeitura que vai fazer algo.

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      • SImon, a área realmente é privada, mas precisamos falar sobre dois pontos aqui: o interesse privado não pode prevalecer sobre a necessidade pública e para isso existe o plano diretor.

        A outra é um pouco mais complexa: se a área é privada por que esta a tantos anos abandonada? Enquanto a área esteve abandonada quem teve que cuidar do entorno foi a prefeitura, por mais que tenha feito isso bem porcamente. Para mim isso é um caso clássico disso aqui (recomendo muito a leitura deste texto para quem se interessa por urbanismo):
        http://mercadopopular.org/2014/05/voce-sabe-o-que-e-especulacao-imobiliaria-2/

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      • Geison, o terreno ficou anos em trâmites pois sua venda serviu para pagar ex funcionários do estaleiro. Depois, a empresa teve que fazer dois projetos já que o primeiro foi cancelado e isso sempre demora muito tempo.

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  20. Médio, né. O projeto anterior era anos luz mais bonito e harmônico. Mas, se é o que temos, que saia logo!

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  21. FIQUEM ATENTOS:
    Nao podemos esquecer que os ECOXIITAS vao tentar fazer de tudo para que o processo deliberacao das licensas “se arrastar” eternamente, lancando constantes inverdades ao vento e assustando a populacao.
    Como ja dizia o proverbio: uma mentira repetida mil vezes torna-se uma “verdade”.
    Isso certamente causaria uma reacao dos governantes que morrem de medo de ir contra a “opiniao publica”.(Lembram do que ocorreu em 2009?)
    Aliado a eterna burocracia das varias secretarias e orgaos da prefeitura(aonde esquerdopatas estao infiltrados), fazem qualquer empreendedor desistir de investir nesses pagos.

    Na Leal e Valorosa Capital da Provincia Gauderia nada pode ser dado como “serto”.

    Vamos precisar de muita luta…..e fe’.

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  22. É, Felipe. E você é o ponderado do blog. Tá certo. Bem…autoestima é sempre importante né. kkk Só rindo.

    Ao Geison; a minha opinião é que; qualquer projeto que se faça em um local abandonado e a mercê de desocupados, drogados, assaltantes e invasões será bem-vindo. Porto Alegre é uma cidade tão depauperada economicamente, que precisamos erguer mãos aos céus toda vez que alguém quer investir aqui. O formato pouco importa. O que interessa é FAZER. Quanto mais investimentos, mais grana girando, mais emprego e mais oportunidades a todos. Lembro que o ótimo muitas vezes pode ser inimigo do bom. A área é privada e será um empreendimento particular. Do ponto de vista do empreendedor, não tem nada que contemplar áreas públicas…ou você reservaria uma área pública no seu terreno? É que há uma confusão haurida entre as mentes intelectualmente menos aquinhoadas, de que sendo na orla não pode haver projeto privado. Como se houvesse alguma diferença jurídica entre empreendimentos terra a dentro e empreendimentos offshore.

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    • É triste, mas eu concordo com a parte do “Porto Alegre é uma cidade tão depauperada economicamente, que precisamos erguer mãos aos céus toda vez que alguém quer investir aqui.”. Tenho 31 anos e nesse tempo vi a cidade evoluir pouquíssimo. Aliás, pra mim ela involuiu. Se toda vez que surge um projeto, for se discutir se é o melhor projeto possível, nunca se fará nada. Vide o Cais Mauá. Já houve projetos infinitamente melhores do que o atual, mas vendo o porto abandonado há décadas, inútil, não frequentado por ninguém, prefiro que façam o projeto medíocre, do que continue assim. Quero estar vivo pra ver alguma evolução e não sonhar que daqui há 500 anos POA pode ser melhor.

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  23. Os prédios do projeto do antigo Pontal do Estaleiro eram muito mais bonitos, mais baixos e com design mais arrojado.
    Mas, como destruíram o projeto, melhor isso aí do que o matagal que existe há 1/4 de século ali.
    Enfim, continuamos na Porto Render Alegre. Não acredito em nada enquanto não estiver em pé, construído.

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    • E veja bem. Na realidade, olhando friamente para Porto Alegre e analisando-se o que é a nossa cidade, não teríamos mesmo como exigir projetos espetaculares. Tudo sempre será conforme ao nosso status quo econômico e social do local. Porto Alegre é uma cidade sem mar, fria e desagradável no inverno, com um rio e orla muito sujos e poluídos, longe do centro do país e no rodapé do Brasil. Paralelamente, há uma evasão da força industrial há vários anos. O resultado é o empobrecimento e a diminuição da importância econômica, turística e cultural em relação a outros grandes centros. A cidade desmantela-se progressivamente a cada ano..isso é nítido.

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    • Eram mais baixos? Li que diminuíram o número de andares mas não chequei a altura em si.

      Enfim, depois que muitos do pessoal que apoiava o projeto antigo se absteve de votar o melhor que podia sair é esse projeto aí. Que saia logo.

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  24. O projeto antigo foi vetado porque não atendia o plano diretor, e plano diretor é LEI.

    Não foi vetado por causa de Psol, ou Fernanda, Pedro Ruas, ou qualquer um, foi vetado porque não atendia a LEI.

    Foi feio um plebiscito onde a população foi consultada se a LEI deveria ser mudada, ou se o projeto deveria ser mudado, e a população escolhei que o projeto deveria atender a LEI. O voto era aberto para TODOS, se só 2% votaram, não é culpa do PSOL.

    Quero viver num pais onde todos obedeçam a LEI. E a gente sabe que as relações entre o estado e as construturas é muito promiscua, a lava-jato está aí para provar que existe que há mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia

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    • Exato! Mas o pessoal que se acha humilde prefere vir aqui no forum encher o saco do que votar, dá nisso…

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  25. Façam projetos dentro da LEI e não há como a prefeitura, ou partido político impedir.

    Tentem fazer no “jeitinho brasileiro”, no “a lei é para os outros, não para mim”, e seus projetos serão embargados

    Simples assim.

    A Culpa do Estaleiro não ter saído é exclusiva dos autores do projeto, que se julgaram superiores a todos. Adoro quando pessoas assim quebram a cara.

    Pessoas que gostam de dar carteiraço, de dizer “sabe com quem está falando??”

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  26. Se Deus fosse brasileiro teletransportaria (junto com seus celulares, tênis e computadores feitos por multinacionais capitalistas do mau!!!) todos esses pseudo-socialistas-comunistas-ecochatoschiitas-Póshippiesfedidosdaaldeiadapazabraçonoguaíba-vagabundosincompetentes para CUBA! Onde a população do país “socialista” vive sob as garras de ditadores cruéis que ostentam luxo enquanto a população não tem nem papel higiênico para limpar o cu!!! Essa cambada de ignorantes hipócritas não tiveram capacidade de estudar e trabalhar o suficiente para ascenderem socialmente e comprarem casas, apartamentos, carros, roupas e viagens que lhes trouxessem cultura e felicidade, e por isso se revoltam contra o CAPITALismo e tudo que traga modernidade por PURA INVEJA! Só uma coisa a dizer para vocês: RE-CAL-CA-DOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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    • Ok, mas se o primeiro satélite do mundo foi o Sputnik, e não temos celulares e internet sem satélites, pela sua lógica “Deus” poderia reservar o uso da internet e celulares apenas para quem é de esquerda, correto?

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      • Flawless Victory!!!

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      • Primeiro satélite foi o Sputnik. E? Não só a URSS não inventou o conceito de satélite artificial de comunicações, como o Sputnik não era um satélite de comunicações (a única coisa q ele fazia era transmitir sinais de rádio para PROVAR que estava ali) e não foi a URSS que montou a rede global de satélite de comunicações privados.

        De fato, foram os EUA que criaram todos os primeiros satélites de comunicação… Project Score em 1958, Project Echo em 1960, TELSTAR da AT&T num acordo com NASA/Correios Britânicos e Correios Franceses, lançado em 1962 (tb foi o primeiro lançamento espacial pago por entidade privada)

        Tb foi americano o primeiro sucessor dos satélites geoestacionários, o Hughes’ Syncom 2, lançado em 1963.

        Além disso, foram os americanos que lançaram TODOS os primeiros satélites GEOESTACIONÁRIOS. Sabe oq é uma órbita geoestacionário e pq é importante pra telecomunicação?

        Pra começo de conversa, é uma órbita 35 mil km mais alta que a órbita do Sputnik… 1/10 da distância até a Lua…

        Vagner ali embaixo deveria rever o conceito dele de flawless victory? E de preferência aprender a dizer isso em russo ou norte coreano… rsrsrsrs

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      • De qualquer forma, se a URSS não tivesse lançado o primeiro satélite, não teria havido a corrida espacial e o posterior desenvolvimento dos satélites de comunicações. O pioneirismo coube à ela.

        E não me interesso por essas línguas que tu citaste, assim como não me interesso pelo Inglês. Sou brasileiro e meu idioma é o Português. Por mim russos e estadunidenses que se explodam.

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      • a corrida espacial iria acontecer de qualquer jeito… o que não teria acontecido é a criação da NASA com o propósito quase exclusivo de colocar o homem na Lua.

        mas satélites de comunicação já estavam fazendo falta então aconteceriam de qualquer modo.

        e se a Agência CIVIL Espacial Americana não tivesse sido criada e ganho tanta verba, a exploração espacial talvez tivesse ficado a cargo dos militares.

        é certo que por causa da CORRIDA espacial, a pressa de pôr o Homem na Lua cortou o orçamento de alguns programas espaciais diferentes que eram mais a longo prazo, mas devido à pesquisa de formas diferentes de propulsão (nuclear ao invés de química), pretendiam seguir adiante da Lua… Marte e até Jupiter eram contemplados em alternativas utilizando NERVA, Orion, etc… ISP maior faz toda diferença.

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  27. Criem o evento no face e divulguem aqui!. 8 de abril todos favoráveis na audiência publica!

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  28. Pena que o render atual está feio…

    Eu podia ter bolado algo muito mais bonito, só não prometo que teria menos de 40 andares rsrsrs

    como por exemplo esse projeto meu… aqui ó, já com pôr do sol do Guaíba atrás…

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    • Muito bonito, parabéns por essa beleza de projeto. Acho que em Dubai projetos assim poderiam virar realidade… Infelizmente estamos muito atrasados em termos de arquitetura, urbanismo e mobilidade urbana… Quem visita lugares como Tóquio, hong kong, Singapura, etc., percebe a enorme diferença na qualidade de vida das pessoas que vivem em locais assim…

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