Propostas de restauração chegam ao Cais Mauá

Área portuária. Armazéns à beira do Guaíba passarão por restauro dentro da primeira fase do projeto de revitalização

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PMPA/DIVULGAÇÃO

Pelo menos seis propostas de empresas para a restauração dos armazéns do Cais Mauá haviam sido entregues até as 17h de ontem. A previsão da Cais Mauá Brasil S.A., responsável pela revitalização da área portuária de Porto Alegre, era de que mais quatro fossem apresentadas até o final do dia.

Não é somente o preço que será avaliado para a escolha da empresa que fará a primeira das três fases da obra – após a restauração dos armazéns, serão construídas torres comerciais no setor das docas e, a seguir, um centro comercial na região do Gasômetro. A Cais Mauá Brasil vai analisar a qualificação financeira e fiscal das empresas. “É um processo delicado, que envolve valores altos e, como já era previsto no cronograma, requer tempo e diligência na análise. Acreditamos que todo esse processo de escolha deva levar um mês depois da chegada da última proposta”, afirma o presidente da Cais Mauá Brasil, Vicente Criscio.

O cronograma da obra sofreu atraso recentemente por causa da descoberta de uma quantidade de produtos tóxicos no setor dos armazéns maior do que o previsto. No entanto, a empresa mantém a expectativa de entregar os armazéns restaurados até o último trimestre de 2019. A alteração que foi feita foi o ponto de início da obra. Em vez de começar pela área do catamarã, agora será pelo armazém A6.

Recursos

Os R$ 140 milhões necessários para a restauração estariam garantidos. Quanto aos demais valores, conforme Criscio, a criação de um novo modelo de captação de recursos está em andamento. O projeto sofreu um baque com a Operação Gatekeepers da Polícia Federal, em abril. A investigação apontou desvios no fundo de investimentos que financia as obras, relacionados à antiga administradora dos recursos, a Icla Trust. “A operação afetou a captação”, apontou Criscio.

Jornal Metro – Porto Alegre – 10/07/2018

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Novidade: Cais Mauá do Brasil divulga novo visual da área comercial ao lado da Usina do Gasômetro (ao contrário daquele projeto original com cobertura verde, e interligado ao projeto extinto do “Parque do Gasômetro”, o projeto não será mais um shopping tradicional, mas uma área com módulos separados, horizontais.

Eu achei muito bom este novo projeto. Cara de primeiro mundo, mais rústico do que o anterior e extremamente charmoso, com bares e restaurantes nas coberturas.

Veja a imagem:

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Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Outros assuntos, Projeto de Revitalização do Cais Mauá, Restaurações | Reformas

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15 respostas

  1. Cada, deixa de ser nazista. É óbvio que é questão de gosto. Qual a porcentagem de pessoas que é arquiteta ou bobo como tu no mundo que vai deixar aspectos técnicos sobressairem sobre os aspectos plásticos?

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  2. Excelente!

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  3. não consigo deixar de pensar em um agalamentozinho com uma area tao proxima da beira

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    • Engraçado ver gente dando avaliação negativa para um comentário desses. Pelos fatores ambientais característicos da nossa cidade, é CERTO que em algum momento haverá, sim, alagamentos. Espera-se que os empreendedores saibam disso e levem isso em consideração ao elaborar o projeto, com medidas de redução de danos e de restabelecimento das condições de uso o mais rápido possível depois de passado o transtorno.

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      • Atenção investidores: antes de colocarem milhões neste projeto, contatem o Enrico aqui do Portoimagem, porque segundo ele há alagamentos na região do cais.

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      • Certamente eles levam isso mais a sério que o estado, pois os investidores investem o dinheiro deles é o Estado investe o nosso dinheiro.

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  4. POR FAVOR NÃO PLANTEM MAIS PALMEIRAS

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    • Se for butiá, para mim esta valendo, acho esbeltas imponentes e sao nativas. Mas jerivá… acho que já encheu a cota hahahah

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    • Daqui a pouco vem um comentário com 10 parágrafos explicando as razões de se plantar jerivá sendo que um único fator deveria as fazer ser proibidas: são horríveis, paisagismo pobre de quinta categoria.

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      • Não acho. É uma árvore nativa como qualquer outra. Embora concorde que haja algumas outras palmeiras, tipo aquelas que tem no Iguatemi, importadas, que são muito mais chiques e bonitas.
        Mas no hay money….

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        • Discordo, quem não enxerga nada de errado no jerivá que é um poste com folhas não tem um pingo de senso estético, não sabe a diferença do que é um bom paisagismo ou mesmo uma boa paisagem urbana. Eu acho jerivás horríveis, ao ponto de ter planos pra me mudar pra algum condomínio com vegetação outonal ou então mesmo uma chácara na RM onde eu possa me rodear de araucária, plátano e outras árvores bonitas a exemplo dum parente que fez isso num condomínio de chácaras em são leo, simplesmente paradisíaco.

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          • Me diga quem em sã consciência vai achar isso feio (lago negro com vegetação belíssima): http://www.gramadocanela.com.br/wp-content/uploads/lago-negro-gramado-10-585×384.jpg

            E me diga quem que vai achar isso bonito (uma praça de jerivás): http://2.bp.blogspot.com/_MfmTMtCzdrs/S6TtX_EsOdI/AAAAAAAABpk/ZCQtOi8p8Sk/s400/2010031714581.jpg

            Não é uma questão de “eu acho, é como qualquer planta nativa, e blá blá blá.” É horrível e pronto, um poste. A diferença é que a fiação pode ser aterrada, o jerivá nem pra isso serve, planta do demônio de quem não tem pingo de elegância.

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          • Gostos são gostos… fatos são fatos…
            Em outro post fiz comentário de 10 parágrafos ou mais contra a “palmerofobia” tentando sempre me basear em fatos e jamais diria algo to tipo “tal árvore deve deve ser proibida por que acho horrível”.
            Criticar uma planta altamente versátil em ambiente urbano, como a palmeira, enaltecendo a araucária é algo que… sei lá… se tiver algum “senso estético”, não tem nenhum BOM SENSO…
            Aliás, alguém que acha que jerivás são “postes com folhas” nem deveria falar em senso estético.

            O paisagismo brasileiro moderno, representado em seu auge pelo mestre Burle Marx, fez uso incondicional de palmeiras em riquíssimas criações e composições. Palmeiras, algumas delas, muitíssimo parecidas com jerivás, inclusive. Vide aterro do Flamengo e várias outras praças deste paisagista, crivadas de palmeiras compondo harmonicamente com outras plantas nativas.
            https://arvoresdesaopaulo.wordpress.com/2010/01/05/arvores-do-rio-de-janeiro-2-as-palmeiras-de-burle-marx/
            Talvez por não ter problema algum com árvore nenhuma… talvez por não ter grana para para simplesmente me mudar para um condomínio… talvez por não estar na universidade, onde os professores elegem seus inimigos e tentam cravar isso na pele de seus alunos como se fossem gado de sua propriedade… não me incomodo com palmeiras. Jerivás e Butiás são maravilhosos (como várias outras árvores, inclusive a araucária e o plátano o são também).

            Por sua vez, araucárias em regiões urbanas são perigosíssimas. Em cidades serranas, como Caxias do Sul (da qual eu sou natural) por exemplo, embora ela seja uma planta altamente protegida pela legislação, em áreas urbanas facilmente tem sua remoção autorizada (é das mais fáceis de tirar tal é sua periculosidade), pois seus galhos apodrecem e frequentemente caem inteiros no inverno sobre redes elétricas, casas e carros danificando-os. Podem inclusive matar uma pessoa. Sem falar das pinhas, que chegam a pesar mais de 6kg e, como os galhos, despencam de alturas superiores a 40m. Em situações de vento, a forma da copa e a fragilidade dos galhos faz com que se rompam facilmente. Em situações de relâmpagos é altamente desaconselhável ficar perto de araucárias, pois são excelentes “imãs” de raios.
            A própria SEMA (secretaria do meio ambiente do RS) em seu projeto para tirar a araucária da extinção deixa claro que “Não é recomendado o plantio para arborização urbana.” (ultima frase do site, bem destacada).
            http://sema.rs.gov.br/sema-lanca-campanha-para-tirar-araucaria-da-extincao

            Sobre plátanos, aproveito que citas São Leopoldo (cidade onde vivo) e te recorto trecho da Cartilha de Arborização Urbana desta cidade que fala sobre a arborização com esta espécie exótica e que não produz fruto nenhum para nossa fauna – “acabou não vingando em função das ruas serem estreitas para receber esse tipo de árvore (…). Entre os inconvenientes que surgiram, até em função do calçamento e do levantamento dos passeios, estava o escoamento das águas nas sarjetas, além dos embaraços criados à transmissão da energia elétrica e a rede telefônica. Essas informações datam do ano de 1921, onze anos após o plantio dos plátanos.” Onze anos e já deu problema numa cidade nada verticalizada e pouco povoada como a São Leopoldo do início do século passado. Imagina hoje !
            Se alguém acessar a Cartilha vai ver que ela é a espécie de plantio menos recomendado entre as citadas.
            http://www.saoleopoldo.rs.gov.br/download_anexo/PROPOSTA%20…pdf

            Já sobre o condomínio, te adianto que se for este lindo loteamento da Lomba Grande, trata-se de um condomínio bem conhecido por não ter Licenciamento Ambiental algum… Aliás, nem incorporação tem, sendo fracionado ao bel prazer do empreendedor. e urbanizando áreas de mata nativa e vertentes (olhos de boi) APP.

            De qualquer modo, não acho que vou fazer tu perderes tua “jerivafobia”, mas ficam os fatos para quem quiser ler e não termos apenas uma opinião baseada em um gosto pessoal…

            PS: desculpe, mas não tive tempo de ser breve.


            https://polldaddy.com/js/rating/rating.js

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          • Explanou muito bem Josiel !

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          • Jerivás são horríveis, não é opinião, é fato, se tu não tem essa opinião é porque tu não tem bom gosto, e isso é um fato também. Jerivá é um verdadeiro filme de terror urbano, postes naturais de puro mal gosto e entenda que a realidade existe independentemente do que tu acha dela, e o jerivá torna qualquer realidade urbana medonha e com ares de genuína pobreza, olha só aquele hub de saúde de canoas que acabou de ser agraciado com um campo vasto de jerivás na frente, horrível, decompôs e degradou o projeto, diria que cada unidade deve ter perdido alguns milhares de reais de valor só pelo paisagismo decadente que a incorporadora trouxe com os jerivás. Não acho que deva ser proibida porque eu acho feia, deveria ser proibida porque É feia, não é uma opinião é uma realidade, ao ponto de que a rua mais bonita “do mundo” é ela toda ladeada de jacarandá enquanto o ícone decadente da cidade, farrapos, é ela toda coroada com os jerivás, talvez eles próprios sejam a causa da decadência da via, não duvido. Eu não preciso de ensino pra diferenciar o que é bonito ou o que é feio, graças a deus nasci com bom gosto e dispenso opinião técnica para me ensinar isso.

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