Prefeitura lança edital para recuperação do Arroio Dilúvio

Objetivo é redesenhar a região projetando o futuro de Porto Alegre
Arte SMAMUS/Divulgação PMPA

O prefeito Sebastião Melo anunciou nesta quarta-feira, 7, a publicação do edital para a contratação de uma consultoria especializada na elaboração de estudos urbanísticos, sociais, econômicos e ambientais para a implementação da Operação Urbana Consorciada (OUC) na avenida Ipiranga.

“Estamos lançando o projeto mais ambicioso da cidade que vai recuperar o Arroio Dilúvio. Esse projeto desenha, reafirma e projeta a cidade do futuro. A operação consorciada irá fazer uma transformação urbana. Você usa o índice construtivo, eleva a altura, e o recurso é colocado no bem comum, que é recuperar o Arroio Dilúvio” – Prefeito Sebastião Melo.

De acordo com o edital, a empresa a ser contratada terá um ano e meio para realizar estudos das infraestruturas necessárias para dar suporte ao adensamento populacional, ao desenvolvimento econômico e ao aumento de empregos na região, além de estudos sociais e demográficos, de impacto ambiental e caracterizar as intervenções urbanísticas e arquitetônicas a serem implementadas, sua localização e seus possíveis impactos.

“A consultoria vai analisar todo o entorno do Arroio Dilúvio para permitir um acréscimo significativo de potencial construtivo e, consequentemente, de altura das edificações e, com esse recurso, vamos direcionar para a recuperação do Arroio Dilúvio e implantação de um parque linear”, explica o secretário do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus), Germano Bremm.

Operação Urbana Consorciada – O modelo prevê uma regulamentação urbanística específica para a região da avenida Ipiranga, com definição de contrapartidas financeiras, incentivos ao adensamento populacional e permissão para construção de grandes edificações. Estudos preliminares apontam que, em 30 anos, seria possível arrecadar R$ 1 bilhão, recurso que será utilizado para financiar as obras de despoluição, desassoreamento e o trabalho de contenção e reflorestamento das margens do arroio.

Arroio Dilúvio – Tem cerca de 17 quilômetros de extensão, nascendo em Viamão e desaguando no Lago Guaíba. Sua microbacia possui por volta de 80 km², dos quais 81% se localizam no município de Porto Alegre.

Legislação – As operações urbanas consorciadas são instrumentos de política urbana, previstas no Estatuto da Cidade (lei nº 10.257/2001) como operações desenvolvidas e criadas sob a ótica da parceria. O Plano Diretor de Porto Alegre (Lei Complementar nº 434/1999) inclui as operações urbanas consorciadas dentro do rol de instrumentos urbanísticos de intervenção no solo, com possibilidade de representar novas formas de ocupação do solo e de alcançar transformações urbanísticas estruturais, melhorias sociais e valorização ambiental.

Mais imagens:

Fonte: https://prefeitura.poa.br/smamus/noticias/prefeitura-lanca-edital-para-recuperacao-do-arroio-diluvio



Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Meio Ambiente, Revitalização do Arroio Dilúvio

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11 respostas

  1. ja viram que sempre vem um lacrate escrever bonito e criticar?
    Fazem nada, só criticar sabem.
    Hah sobre o render, já sabemos que o render sempre é mais bonito que o projeto real e pronto. Apenas uma menção minha ao Pontal do Estateleiro rsrs

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  2. – O modelo prevê uma regulamentação urbanística específica para a região da avenida Ipiranga, com definição de contrapartidas financeiras, incentivos ao adensamento populacional e permissão para construção de grandes edificações. Estudos preliminares apontam que, em 30 anos, seria possível arrecadar R$ 1 bilhão, recurso que será utilizado para financiar as obras de despoluição, desassoreamento e o trabalho de contenção e reflorestamento das margens do arroio.

    30 anos??? Nesse meio tempo vão encher de espiões espelhados horríveis e a revitalização fica pra quando der. Esse é o tipo de concessão que vemos em Porto Alegre, empresas recebem tudo e entregam nada para a cidade (vide Parque Harmonia e trecho 1 da orla).

    Isso me parece só uma desculpa pra entregar mais espaço da cidade para construtoras. Não sou contra as parcerias, mas o retorno para o município e sociedade deve vir junto e não nesse modelo “na volta a gente compra”.

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    • os belos contratos de “iniciativa privada” está fazendo a gestão excluir iniciativas, e ficar refém de colher essas migalhas.
      Comemorar um modelo que esperemos por 30 anos de braços cruzados para ter o recurso através disso é inadmissível.

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  3. Sou super favorável a esse tipo de mudança positiva em POA, melhorias urbanísticas e ambientais. Contratar empresas para fazerem um estudo e mostrar a melhor forma de fazer é super valido.

    Porém chama MUITO atenção o viés de especulação imobiliária já lançado na prévia antes do estudo.

    Ter como escopo o uso de recursos de contrapartida de possíveis novas construções para fazer essa recuperação significa que vai demorar uma eternidade para que essa área seja remodelada. Também significa a prefeitura ser refém de grandes incorporadoras “ou deixa construir ou não sai sua obrinha de recuperação do diluvio”.

    Devemos lembrar que havendo um projeto sócioambeiental pronto é possível arrecadar verbas de diversos ministérios, projetos e órgãos para execução.

    Se a obra é ecológica, existe previsão orçamentária estadual e federal para obras do tipo, se é de saneamento, também, se é de desenvolvimento econômico existem linhas de crédito a juros a baixo da inflação (BNDS, BID, CAIXA), se vai influenciar a vida das pessoas e da(s) cidade(s), existe o ministério das cidades.

    Ou seja, não é obrigatório fazer essa obra com recursos próprios do caixa da prefeitura ou somente com contrapartidas das construtoras, existem MUITAS opções, basta vontade política (e influencia).

    Tomara que saia um bom estudo, tomara que o projeto seja MUITO BOM! Rezo para que saia algo integrado e feito em grandes etapas, tal qual a construção da orla tem sido feita.

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  4. Muito audicioso! Mas é exatamente isso que queremos ver e que torcemos para que se concretize. Me parece que acostumados com o cenário atual da cidade parece difícil acreditar que possa ocorrer tamanha transformação, mas sim pode sim até porque Porto Alegre tem um enorme potencial represado, apenas aguardando a mudança de mentalidade e condições legais para se manifestar e é isso extamente que está acontecendo agora!

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  5. Parece notícia boa, mas
    a matéria diz 30 anos apenas para arrecadar o dinheiro para a despoluição. Nem descreve os cenários em que esse dinheiro será arrecado.. E para executar essa obra? mais 50 anos?
    Resumindo, essa matéria deveria causar indignação e outras alternativas ao invés de nutrir esperança.

    Visto o potencial que Porto Alegre vem apresentado para o lazer com a Orla, o Guaíba banhavel levaria POA ao topo dos destinos turísticos do Brasil.

    Deveria haver uma mobilização do governo com orçamento pesado para isso.. Quem for a Porto Alegre com certeza daria um pulo a Gramado.

    Chega de se contentar com migalhas desses planos, oferecer indice construtivo para torcer que no futuro arrecademos migalhas das construturas para investir na despoluição daqui a 30 anos é insanidade.

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  6. O mundo da magia é bom demais

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    • Qual dificuldade que tu tem de entender que vai ser feita uma licitação pra ser feito um estudo pra planejar a revitalização?
      Onde ta a magia que tu fala ?

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      • Dificuldade nenhuma.
        O mais difícil é acreditar que todo governo contrata “consultorias” e já anuncia como se a obra fosse começar amanhã…no bom e velho portunhol isso é “vender humo/fumaça”: eis a “magia”
        E digo mais, é exatamente como o compa Thierry disse: vamos ficar à mercê igualzinho as ciclovias, torcendo para construírem shopping para ter meio metro de ciclovia.
        “Melhora” por um lado e “pelhora” pelo outro.

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        • Sim, o comentário do Thierry foi perfeito.

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        • Entendo.
          Pelo menos está havendo uma mobilização para melhorias na cidade na area do canal e do Guaiba (isso inclui a Orla) que antes era parado.

          Só esperamos que não demore para começar as obras
          , mas já fico contente que haja e tenha pessoas e projetos em andamento
          Isso mostra que há perspectivas para o futuro,
          Abraço

          E que não sejamos péssimistas, embora a realidade as vezes assuste,
          vamos brindar as novas ideias e colocar pensamentos positivos para que tudo se transforme.

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