Governo quer saber o que a população espera das rodoviárias antes de abrir as novas licitações

Passageiro será ouvido

Ao serem ouvidos ontem à tarde, os usuários fizeram muitas reclamações sobre os serviços oferecidos Crédito: VINÍCIUS RORATTO

O governo do Estado vai ouvir a população antes de concluir o processo de concessão da Estação Rodoviária de Porto Alegre. A previsão é que até o final deste mês seja publicada no Diário Oficial do Estado a proposta de manifestação de interesse para participar da licitação para a concessão do terminal rodoviário.

Neste momento, os órgãos ligados ao processo discutem internamente a proposta de manifestação de interesse (PMI). O diretor de Transportes Rodoviários do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), Saul Sastre, diz que, no caso do projeto que pretende reformular a Rodoviária da Capital, não tem como não levar o assunto para debate com a população.

“Queremos ouvir da comunidade em geral sobre o que pensam e o que querem do projeto que transformará a Rodoviária de Porto Alegre. Serão feitas audiências públicas. Também ouviremos comerciantes, taxistas, carregadores que trabalham no local”, explica Sastre. “A expectativa é ter a resposta da PMI ainda no primeiro semestre deste ano.”

Na semana passada, a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Agergs) terminou de aprovar os editais para licitação de rodoviárias de 1, 2, 3 e 4 classes. A de Porto Alegre é a única classificada na faixa especial. O governo agora consegue organizar as concorrências. A prioridade será nos locais onde há discussão judicial e sentença transitada em julgado. As concessões das rodoviárias foram um dos focos de investigação da força-tarefa do Daer. Denúncias apontaram que renovações das concessões eram dadas sem licitação. O RS tem 325 terminais rodoviários. Destes, 280 devem ser licitados, sendo que 78 com ações judiciais.

Espera em pé gera cansaço

A espera de algum amigo, na Estação Rodoviária de Porto Alegre, gera um grande cansaço. Segundo a aposentada Silviana Silva, existem poucos bancos no local para aguardar a chegada do coletivo. Na tarde de ontem, ela esperava um parente que retornava do Litoral Norte. “Deveria ter mais bancos de frente para os boxes”, comentou. “Muitas vezes, as pessoas são obrigadas a esperar em pé o ônibus.”

Os bancos no setor de desembarque ficam dispostos em locais de difícil visualização. Alguns desses ficam em torno de uma coluna. O problema, no entanto, não se restringe ao setor de chegadas. Usuários reclamam que o mesmo acontece nos setores de embarque nacional e internacional. Nos dias de feriados prolongados, por exemplo, é difícil conseguir um lugar para sentar.

Correio do Povo



Categorias:Rodoviária de Porto Alegre

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21 respostas

  1. Certa vez uma Comissão popular do Ministério dos esportes da África do Sul decidiu, por unanimidade, estinguir o Springbooks, time de rugby do país (esporte considerado dos brancos). Entretanto, o presidente Mandela fez o contrário, fortaleceu o time tendo em vista a união nacional e porque, segundo ele, às vezes um líder deve contrariar a maioria de sua população para fazer certo.

    Por isso eu digo: com certeza deve se ouvir a população, mas os verdadeiros líderes (ou administradores públicos eleitos) existem para orientar, liderar, comandar e levar a população para o cominho correto, mesmo contrariando a própria população em alguns momentos.

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  2. Escutar o povo é necessário, mas o povo nao conhece tudo que se pode inovar. Tem muita coisa que o povo nem faz ideia que existe e que faz uma falta enorme, digo isso sobre qualquer setor que necessita de atualizaçao em Porto Alegre hoje em dia.

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  3. Como modelo de rodoviária poderíamos tentar copiar a de Florianópolis, na sua integra teríamos que realocar em um outro local, mas já seria o suficiente.

    Se dependesse do Pref. Fortunati o mesmo chamaria o seu amigo Lerner para apresentar um projeto de rodoviária com preço tão alto quanto ao seu custo, isso sem Licitação Pública, o mesmo utilizaria o saber deste arquiteto.

    Mas como se trata do Governo do Estado, nada mais justo que o povo se manifeste, a fim de evitar jogadas ensaiadas como as utilizadas no Caís do Porto, em que venderam um sonho para o povo e um patrimônio para os amigos.

    Como nunca houve Licitação Pública com referência a Rodoviária de Porto Alegre, é evidente que a reforma deverá ser geral e não tapeação como até então ocorria, aliás não podemos esquecer que a referida Licitação que irá ocorrer é fruto do trabalho do Min. Público do RS, caso contrário haveria a continuidade deste processo sem Licitação Pública e sem as devidas reformas necessárias.

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  4. Olha, o que EU espero é que o terminal rodoviário deixe de ser um valhacouto de maloqueiros e marginais. Simples assim. De nada me adianta as empresas de ônibus oferecerem serviço de qualidade com ar condicionado e internet se pra entrar e sair do ônibus eu tenho de descer num corredor polonês de pivetes e trombadinhas, aturar a canalhada cuspindo e emporcalhando o chão da rodoviária sem qualquer repressão dos “seguranças” arigós, enfim, ter um terminal com cara de Bangladesh ou Paquistão. Tá na hora de começarnos a retomar os espaços públicos e serviços que foram dominados por marginais como parte da “política” de afaga-maloqueiro do PT et caterva.

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  5. Concordo com o Everton…

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  6. Essa rodoviária deveria ser ponto de embarque/desembarque de todos os onibus da Grande POA e ser feito, uma nova rodoviária, talvez próxima do aeroporto. Assim, esvaziaria os vários cantos que tem a função disto.
    Quanto a cidade de Rio Grande, que aponta grande expansão industrial, populacional, etc.. por conta, dos grandes investimentos no Polo naval tem uma rodoviária que é num antigo galpão da Rede Férrea. Espero que solucionem esse problema.

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  7. Qualquer lugar onde futuramente passará linha do metro de Poa ou perto do Trensurb já cumpriria o papel da facilidade de acesso da Rodoviária atual, com a vantagem de não bloquear a única passagem da cidade. Ainda por isso poderia ser feito um prédio moderno, mas confortável, com estacionamento para passageiros e taxistas integrados ao prédio novo.

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  8. Eu acho que ela precisa de um novo prédio e um novo entorno, mas na falta disso copiem o conforto da rodoviária de Floripa e resolvam aquela montoeira de táxis e carros ali na frente que já está bom. Honestamente não sei onde poderiam colocar tantos táxis por ali…

    Mas não precisa ser nos cafundós Mobus, poderia ser perto do aeroporto, ali tem áreas desocupadas e faria sentido eles ficarem perto.

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  9. Conforto, segurança, modernidade, agilidade, informação, tranquilidade, estacionamentos… ou seja, uma rodoviária nova, pelo menos para Porto Alegre.

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    • É perfeitamente possível qualificar o serviço de transporte rodoviário de longa distância em Porto Alegre sem construir outro terminal lá nos cafundós-do-judas. Basta ver o que fez o Rio de Janeiro, que tinha uma rodoviária obscenamente ruim, e que com uma concessão bem feita e bem fiscalizada hoje tem um terminal de alta qualidade.

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  10. Que mania que vocês têm de desqualificar a opinião das pessoas leigas chamando-os de “povão”. Acho ridícula essa atitude, pois se fôssemos consistentes a ela haveríamos também de permanecer calados ante a coisas como o curral da ciclovia. O povão que vocês desqualificam depende da rodoviária todos os dias, e certamente entende os defeitos atuais melhor do que qualquer burocrata encastelado na sua salinha com ar-condicionado. Nada mais justo que haja esse input dos usuários.

    Deve ser um cacoete da minha formação profissional, mas na minha cabeça é fundamental ouvir do usuário final do serviço ou produto o que ele espera. Participação do público em projetos de grande escala ou serviços de importância é fundamental em qualquer democracia moderna.

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    • fmobus, é exatamente essa questão que mais me deprime nesse blog. Pessoal não gosta que o Estado dê espaço para a sociedade participar mas fica discutindo um assunto local por dias e jogando pedra no governo porque não quis ouvir as pessoas. É muita incoerência!

      e quem trabalha com projetos sabe que se os stakeholders não forem ouvidos com certeza haverá retrabalho e aumento dos custos do projeto (e mais demora ainda).

      “Participação do público em projetos de grande escala ou serviços de importância é fundamental em qualquer democracia moderna.” fmobus.

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    • Talvez eu tenha exagerado na expressão “povão”. O que eu quiz dizer: não gosto da idéia de consultar o povo em geral pra tudo. Claro que deve-se sondar as pessoas para saber o que elas querem/necessitam, mas preferia que tivesse menos participação e mais tomada de decisão. Porque ficam séculos ouvindo, debatendo, participando e não sai obras nunca.

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  11. De novo esta história de ouvir o povão??????

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  12. que ouvir zé mané o que! Manda abrir licitação de uma vez ou procura um expert com notório saber para concluir essas obras! A gente precisa de OBRAS!

    ironia mode off

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    • Não dá para entender as pessoas mesmo. Nunca haverá consenso sobre qualquer idéia ou iniciativa. Quando os governos fazem as coisas “na marra” são prepotentes e incompetentes, ditatoriais. Quando querem ouvir o público antes de fazer são uns babacas que estão perdendo tempo e tem é que fazer logo. Sempre terá os “do contra”.

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