Prefeitura negocia com o Exército liberação de área enquanto obras do viaduto da Bento estão paradas

Viaduto terá extensão total de 540 metros, com seis faixas de tráfego   Foto: Divulgação/PMPA

Viaduto terá extensão total de 540 metros, com seis faixas de tráfego Foto: Divulgação/PMPA

A prefeitura de Porto Alegre está tendo dificuldades para negociar com o comando do 3º Regimento da Cavalaria de Guarda, Porto Alegre, que não quer saber de ceder 80 metros da sua área que possui na avenida Bento Gonçalves, perto da PUC. A pequena área foi incluída no projeto de construção do viaduto que ligará a Aparício Borges à Salvador França sobre a Bento Gonçalves.

O resultado é que as obras foram iniciadas e resultam agora paralisadas.

O viaduto faz parte de uma série de obras de mobilidade que estão ocorrendo na Terceira Perimetral, que incluem também o viaduto sobre a Plínio Brasil Milano e as passagens de nível na Anita Garibaldi, Cristóvão Colombo e Ceará.

As obras do viaduto começaram em agosto de 2012. Com investimentos no valor de R$ 69,6 milhões, sua conclusão é prevista para maio de 2014. O viaduto terá extensão total de 540 metros, com seis faixas de tráfego. Incorpora estação de ônibus do corredor da Terceira Perimetral.

Uma das alças do viaduto passará junto a uma área que pertence ao Exército, que na região possui o 3º Regimento da Cavalaria de Guarda. Para a continuidade da obra, é necessária a liberação da área por parte do Exército, o que ainda não ocorreu. Na semana passada, o secretário de Gestão, Urbano Schmitt, esteve em Brasília para tratar do assunto, mas de novo não conseguiu nada. As negociações para a liberação já duram seis meses.

Políbio Braga, adaptado.



Categorias:Meios de Transporte / Trânsito, Trincheiras e passagens de nível, Viadutos e pontes estaiadas

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38 respostas

  1. Aqueles 80 m² faz parte é o campo de polo do regiemtno. Então a briga é com coronel que joga nos finais de semana, com “peixes maiores” e tal. Enfim, independente de como é usado o espaço ou se será cedido ou não, era necessária uma negociação prévia para evitar a paralisação da obra.
    Falando em obras, todos os dias eu saio da zona sul, mais exatamente de Belém Novo (final da cidade) e está uma vergonha aquele asfalto. Faz 1 ano que vejo aquele serviço porco, inacabado, remendado… Meu marido já se acidentou de moto à noite por falta de sinalização e iluminação (perdeu a moto e rasgou o pé ficando 1 semana sem trabalhar) eu já quebrei uma roda do meu carro e nem vou comentar sobre a suspensão. Uma vergonha! Pior é que não existe caminho alternativo, só existe a Juca Batista como opção. Um lixo!!!

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  2. Realmente é importante que o nosso valorozo exercito queira manter aquela área sob sua propriedade, pois certamente do jeito que vão as coisas, os cavalos vão ser o nosso melhor meio de locomoção no futuro e as avenidas e viadutos não serão mais nescessários. Sugestão: Prefeitura ceder as áreas das avenidas para o exercito.

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  3. Ali naquele local da Salvador França 201 fica o 3º Reg. de Cavalaria do Exercito. Ali é um campo de treinamento de guardas do Exército.
    Nada se planeja, é tudo feito à revelia, ninguém tem competência, se meteram a fazer uma copa do Mundo sem ter o mínimo de responsabilidade e agora querem fazer tudo a toque de caixa….

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  4. Vamos colocar os pingos nos is.
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    Qual a responsabilidade da atual gestão nos atrasos de todas as obras que ela mesmo lançou?
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    O que há na prefeitura atualmente é uma carência de profissionais técnicos em todas as áreas. Esta carência é causada pelo desleixo das últimas administrações em realizar concursos públicos setoriais para estas áreas, digo setoriais pois seria necessário a realização de provas específicas por áreas de atuação para pegar pessoal qualificado para cada uma delas, por exemplo, o engenheiro que se dedica a pavimentação, não tem o mesmo perfil do que se dedica à construção de casas populares (nesta última, por exemplo, arquitetos poderiam muito bem participar do certame.
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    Agora o que poderia o Prefeito como solução de emergência ter feito? Poderia no lugar de inchar os quadros da prefeitura com CCs dos mais diversos matizes, que geralmente servem para satisfazer demandas meramente políticas, defenestrar meia dúzia destes e chamar CCs com formação específica nas áreas técnicas.
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    Então podemos concluir que o senhor prefeito erra em simplesmente em continuar sem fortalecer a área técnica e nomear CCs que não contribuem para a administração PROFISSIONAL destas obras.
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    O que causa isto? O que se viu na construção do Conduto Álvaro Chaves, a contratação por licitação de uma fiscalização de empresas privadas para fazer o principal papel que cabe aos agentes públicos, verificar o que está sendo feito!

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  5. Engraçado que o querido Exércido doou/vendou/alugou mais de metade do terreno para a PUCRS…

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    • Adriano.
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      Pelo que eu saiba o Exército Brasileiro não doou área nenhuma a PUC, simplesmente através de venda ou permuta substituiu uma área por outra. Agora podes ficar certo, que nossos amigos, os irmãos Maristas devem ter feito um longo processo de negociação para ficar com a área, certamente durou mais de um ano e muito mais do que seis meses.

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    • Que eu saiba rolou uma permuta e mais grana em cima ainda, e bem como disse o Rogério depois de longa negociação.

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