O espraiamento de Atlas: como o corporativismo automobilístico destruiu o pedestre

Espraiamento urbano de Colorado Springs, CO visto do céu. Foto: chriswaits @ Flickr

Espraiamento urbano de Colorado Springs, CO visto do céu. Foto: chriswaits @ Flickr

Por Michael Lewyn

Os libertários sonham com uma nação capitalista laissez-faire, com regulamentação governamental mínima e cheia de empresários. Existem muitas razões pelas quais essa meta é difícil de conseguir; no entanto, uma das razões é inerente ao capitalismo em si. Assim que uma empresa se torna grande o suficiente para ter algum dinheiro de sobra, ela pode usar esse dinheiro de sobra para obter favores do governo.

Claro, eu não sou a primeira pessoa a descobrir isso. Por exemplo, o enredo de Atlas Shrugged (A Revolta de Atlas) da Ayn Rand, famosa autora libertária, centra-se menos sobre os males do estado de bem-estar social do que sobre os esforços de uma empresa siderúrgica bem conectada (Orren Boyle’s Associated Steel) buscando favores do governo para acabar com a concorrência da Rearden Steel.

O Livro Fighting Traffic de Peter Norton mostra como as leis de trânsito orientadas para o automóvel são, pelo menos parcialmente, um resultado de manipulação governamental semelhante.  (…)

Clique aqui para ler o artigo completo de Michael Lewyn no Caos Planejado

*Michael Lewyn é professor de Direito Urbano da Touro Law Center e escreve regularmente para o site Planetizen.



Categorias:Meios de Transporte / Trânsito

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4 respostas

  1. O livro Atlas Shrugged citado no artigo mudou a minha forma de pensar o mundo. Recomendo a leitura.

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  2. No Brasil, muitos ainda estão na fase de sonhar em apenas ter um lugar decente para dormir.

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  3. Uns só apontam o dedo para o estado, outros só apontam para as grandes corporações, mas não é difícil perceber que qualquer tipo de entidade institucional grande demais traz problemas e oportunidades à sociedade. Nós indivíduos devemos ter o controle da capacidade de aprovar ou vetar as decisões de um burocrata ou de um megainvestidor, pois deixar que investidor e burocrata decidam sozinhos é um grande risco. Acho inclusive que nossa cidade poderia aperfeiçoar os instrumentos já existentes de democracia direta para baratear o custo de um plebiscito e tornar a presença política do cidadão mais simples e constante. Afinal, hoje só elegemos representantes porque há poucas décadas atrás era impossível reunir todos os cidadãos no meio da praça para fazer política tal como na democracia grega. Porém, agora temos tecnologia para isso, já pensou se pudéssemos vetar o aumento de salários dos vereadores votando pela internet? Não estou falando de nenhuma utopia, o sistema bancário online é umas 10 vezes mais complexo que isso e funciona bem.

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