Assinado contrato de financiamento de obras da Copa em Porto Alegre

Dos contratos que integram acordo, seis devem ser retomados em 30 dias

Assinado contrato de financiamento de obras da Copa em Porto Alegre | Foto: Guilherme Testa

O financiamento de obras pendentes em Porto Alegre relacionadas à Copa do Mundo de 2014 foi assinado na manhã desta terça-feira no Paço Municipal, no Centro da cidade. A iniciativa, entre prefeitura e Banrisul, irá promover a continuidade dos trabalhos iniciados há seis anos. O prefeito Nelson Marchezan acredita que dos contratos que fazem parte do acordo, seis – avenida Tronco (2), Severo Dullius (1), corredor da Protásio Alves (1), trincheira da Anita (1), e a Ceará (1) – devem ser retomados em 30 dias.

“Nós estamos aqui retomando obras que começaram em março de 2012. Seis anos. Foram R$ 390 milhões aplicados. Nós precisamos de 320 milhões para concluir os trabalhos”, salientou em pronunciamento.

O financiamento acordado com o Banrisul, de R$ 120 milhões, permitirá o pagamento de dívidas com as empresas e a retomada de empreendimentos. Segundo o secretário de Gestão e Planejamento, José Parodé, o valor total das obras de mobilidade urbana é de R$ 1 bilhão, sendo que houve o pagamento de R$ 525,12 milhões, além de uma dívida de R$ 45,47 milhões e R$ 430,41 milhões ainda a pagar. Esses valores não se referem apenas às obras citadas como da Copa. Para poder efetivar esse montante, a prefeitura tem um saldo de R$ 226 milhões com a Caixa Econômica Federal, que será reforçado com o acordo com o Banrisul, assinado hoje. Além disso, há mais 115 milhões de um remanejo do BNDES, que seriam destinados ao projeto dos BRT’s, e mais R$ 14,88 milhões da prefeitura para reassentamentos.

Capital problemática

Durante o seu discurso, Marchezan falou ainda dos problemas financeiros da prefeitura de Porto Alegre e disse que a assinatura do contrato demonstrou claramente a incompetência na gestão municipal nos últimos anos. “Precisamos corrigir as finanças de uma cidade que tem déficit desde 2005. O município de Porto Alegre faliu, há anos. Nós precisamos mudar este rumo”, afirmou.

Além disso, o prefeito deu um “puxão de orelhas” em vereadores para que votem projetos relacionados às finanças da cidade. “O que a prefeitura poderia fazer de enxugamento, ela já fez. Nada pode mudar a qualidade de vida do cidadão se a Câmara de Vereadores de Porto Alegre não votar o que precisa ser votados, que altera as receitas e as despesas”, disse. Marchezan recordou que a prefeitura não tem como contar com empresas que façam os serviços em Porto Alegre de graça.

Correio do Povo – Mauren Xavier



Categorias:Obras da Copa 2014

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16 respostas

  1. Esse prefeito mente descaradamente e a prova cabal, definitiva e oficial vem do relatório do TCE publicado no último dia 15. O comprometimento com a folha de pagamento ao final 2017 ficou em 43,87% o TCE também publicou as contas auditadas desde 2002, sempre com a mesma metodologia. O pior resultado foi em 2004, aonde o comprometimento com folha de pessoal chegou a 53,68%. Lembrando que, de acordo com a lei de Responsabilidade Fiscal, o limite prudencial com folha de pessoal é de 51,30% e o limite legal (máximo) é de 54,00%. está provado que há muita grana no caixa e a falácia do prefeito escoou pelo ralo. O relatório oficial do TCE está comigo e se alguém quiser posso enviar o arquivo em PDF. Marchezan está sonegando recursos criminosamente e responderá na justiça por isso.

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    • Gastar o limite com funcionalismo não significa que há dinheiro sobrando. Se você tem conhecimento dos outros gastos da prefeitura e estes gastos são supérfluos, apresente esses dados aqui, pois são importantes.
      Outro ponto relevante é o método usado pelo TCE. Se o método do TCE é o mesmo usado para a análise das contas do governo estadual, em que são maquiados (ignorados) os gastos secundários com o funcionalismo (benefícios e auxílios) para adequar o orçamento à LRF, então a prefeitura talvez gaste na prática muito mais do que está no papel do TCE.

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      • A metodologia do TCE é a mesma desde 1999. Todos esses anos para trás bateram exatamente com o demonstrativo fiscal da Secretaria Municipal da Fazenda. Em 2017 o Marchezan decidiu fazer contorcionismo com os números. Lembrando que ele não pagou até agora o 13º do servidor e também não concedeu reposição inflacionária do último período, mesmo tendo dinheiro no caixa. Cometeu estelionato com o salário do funcionário. Marchezan precisa, em primeiro lugar, saldar a dívida com o servidor.

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        • Os servidores juntamente com o SIMPA vêm tentando há vários meses que a PMPA libere os extratos das suas contas, para averiguarem se realmente não havia dinheiro em caixa. A PMPA se recusou peremptoriamente. Por que será? Se realmente não houvesse grana, a melhor forma de convencer os servidores e a cidade seria abrir os extratos. Obviamente não abriu por que sabia que havia rubrica muito mais do que suficiente.

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          • só sei que acho ótimo que puxe o freio dos gastos. Foi eleito para isso. Chega de inchar a folha!

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        • Concordo que o compromisso com os servidores é primário, e se há dinheiro em caixa deve pagar. Também concordo que deve haver mais transparência e que a falta dela é suspeita. Os servidores estão certos em pressionar o prefeito. Mas ainda assim eu seria mais cauteloso para afirmar que há dinheiro sobrando, pois há várias gestões que a prefeitura reclama da falta de recursos, e a situação deve naturalmente ter piorado com a crise recente. O prejuízo político e eleitoral de não pagar o 13º é muito mais impactante do que qualquer outro possível benefício escuso. Se o prefeito fez isso, é tiro no pé, vulgo burrice.

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        • A última notícia que li sobre TCE e PMPA é de um relatório publicado em 2017 que questionou a necessidade de parcelamento da folha nos meses de junho e julho mas reconheceu a falta de recursos para os outros meses. Esse novo relatório tem alguma conclusão parecida?

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          • O novo relatório lista as contas auditadas de 2002 a 2017. Cita todos os orçamentos anuais e os respectivos percentuais relativos às despesas com pessoal.

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    • A metodologia é baseada na receita corrente liquida,ou seja o que o municipio arrecada e não no que ele gasta,ou seja alem do funcionalismo existe outras despesas que devem ser pagas portanto isto não reflete necessáriamentefluxo de caixa ou seja dinheiro disponivel . Este relatório do TCE é curioso sobre as receitas de Porto Alegre uma hora esta lá embaixo e depois deu um salto enorme, picos de receita vindo a praticmente se estabilizar entre 2016 e 2017,que aparentemente cresceram menos que a inflação,é a minha impressão não sou contador.

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      • Se a PMPA fosse transparente e quisesse passar o recibo da honestidade, abriria todos os extratos das despesas e receitas, tornando-os públicos. Aliás, isso deveria ser uma obrigação – prestar conta ao cidadão. Ao contrário, a PMPA vem se recusando há meses a apresentar a publicação dos extratos bancários. Não falo nem em demonstrativo…falo dos extratos mesmo, pois eles não mentem. Preto no branco. Qualquer pessoa medianamente inteligente sabe inferir que se o município não quer abrir de jeito nenhum a caixa-preta, é por que a tal “crise” não é bem assim.

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          • Muito melhor do que relatório de gestão, é publicizar os extratos bancários. Liberando eles, a gestão prova definitivamente se há ou não dinheiro. Um modo eficiente e convincente de tirar a pressão de cima da gestão. O TCE é o órgão oficialmente responsável pela auditoria de contas públicas, e usa a metodologia padrão e legal para auditá-las. Quando se começa a questionar a idoneidade do TCE, se faz o jogo de quem quer destruir o salário do trabalhador para viabilizar um projeto de transferência de verbas públicas para projetos políticos.

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  2. Alguém pode me informar o que falta para ser liberada a parte de cima da trincheira da Ceará? E por que não foi liberada há um ano, quando taparam o buraco?

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    • falta o mais importante: pagar quem fez a obra…

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      • Nessa esteira, estou só aguardando o desfecho da obra do Largo dos Açorianos. Para minha surpresa, ela vem sendo um ponto bem fora da curva, com o prosseguimento das obras. Eu quero ver se a PMPA vai pagar a empreiteira até a última parcela. Se não pagar, obviamente ela não vai entregar a obra.

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    • A obra esta pronta, dia 20 de dezembro de 2016 seria inaugurada, infelizmente como nao foi paga a ultima parcela, a empresa responsavel decidiu por mas malas de concreto e tambem cascalho nos acessos para que a mesma so fosse liberada após pagamento


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