Prefeitura de Porto Alegre apresenta calendário do plano de mobilidade

Depois de prorrogado de abril de 2015 para o mesmo mês de 2018, mais de 3 mil cidades brasileiras a partir de 20 mil habitantes ganharam um terceiro prazo, até abril de 2019, para implantar o seu plano de mobilidade urbana. Para dar início às discussões com a população porto-alegrense e cumprir a meta de entregar uma proposta de lei aos vereadores até dezembro deste ano ou início de 2019, a prefeitura apresenta hoje, às 14h, no Paço Municipal, um calendário de reuniões, oficinas e/ou audiência públicas para debater o futuro da mobilidade urbana na capital.

O que está em jogo são recursos federais para mobilidade – a ameaça é que os municípios que não aprovarem seus planos de mobilidade até o final do prazo não receberão esses valores. Também está em discussão o tipo de cidade que as pessoas querem – e não querem. Por exemplo: o que pode ser feito para baratear o transporte público? Como melhorar a vida do pedestre na cidade?

Ontem, o diretor de Planejamento da Infraestrutura e Mobilidade da Smim (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana), Luís Claudio Ribeiro, e representantes da WRI Brasil – ONG internacional sem fins lucrativos que auxilia as cidades a implementarem projetos em áreas como clima, florestas e mobilidade – chamaram atenção para a necessidade de envolver a população no debate. “O problema de 2015 foi a falta de participação, o que as pessoas pensam. Já tem uma peça técnica consolidada, mas não foi debatida com a sociedade”, explica Ribeiro.

A consolidação do processo pode dar força para que projetos saiam do papel, como o da Rua Completa na João Alfredo, na Cidade Baixa, que no ano passado havia animado moradores do bairro pela maior segurança e pelo aumento do espaço que concede aos pedestres, mas não andou dentro da prefeitura, especialmente por falta de recursos.

“O projeto não morreu, o WRI não vai deixar ele morrer”, garantiu Paula Manoela dos Santos, gerente de Mobilidade Ativa da entidade, que garante que há formas de fazer a transformação na via sem alto custo, basicamente com pinturas e sinalização.

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Jornal Metro – Porto Alegre – 04/07/2018 – André Mags



Categorias:Meios de Transporte / Trânsito, mobilidade urbana, Outros assuntos

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9 respostas

  1. bla bla bla… ficam com metade do meu ipva e nem tapar buraco no asfalto tapam.


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  2. “necessidade de envolver a população no debate”
    Estamos em Porto Alegre… quer ver o pessoal se envolver, debater, criticar com fervor?
    Eu tenho a solução: basta que o Município, através de seu corpo técnico, resolva tudo tecnicamente, de acordo com Leis e Normas e dentro de uma coerência financeira. Verão que em pouco tempo a população começa a se mobilizar por que uns não gostaram da cor, outros acham que seu grupo não foi consultado, o IAB “se oferece para ajudar”, a mídia abre espaço para professores da UFRGS expressarem suas opiniões, os vereadores começam a se mobilizar para discutir o tema, formam-se “entidades representativas” para expressar os anseios de determinado grupo ou associação que nunca teve qualquer registro ou anuência legal para tal…
    Aqui é ao contrário, apenas depois de tudo resolvido e encaminhado é que a população (parte dela…) se organiza para debater.
    É assim que funciona. Será que os administradores ainda não perceberam isso ?

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    • Exceto que propõem e constroem coisas que não fazem nenhum sentido, porque estamos de um corpo técnico incapaz e mal-liderado. Tipo, o que era aquele projeto dos portais? E o que foi aquele terminal maluco do camelódromo? E o que é esse mar de viadutos vendido como solução de mobilidade “pra copa”?

      O último acerto de Porto Alegre, a última inovação válida foi o surgimento dos corredores de ônibus. De lá pra cá, foi só mais do mesmo.

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      • Exatamente. Minha impressão é que são obras para serem imponentes e pouco funcionais. Me parece obras para gastar dinheiro e não para trazer benefício real.

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      • O que era o projeto de “vamos colocar metrô em tudo” da Maria do Rosário…

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      • Sim, em parte tens razão. Até coloco como exemplo também o Terminal Mercado e os seus corredores de ônibus para saída em ao nível interno do veículo.
        Mas, de qualquer modo, o que eu escrevi não vai contra isso que argumentas. Foquei na questão da maneira de participação da população nas tomadas de decisões urbanísticas de nossa cidade… inclusive nem fiz juizo se é boa ou ruim esta maneira.
        Só um ponto a “pincelar” – eu não acho que a ideia dos portais era ruim não. Pelo contrário. Mas, não sou especialista, apenas acompanho por revistas e livros alguns exemplos de intervenção urbana e arquitetônica que ocorrem por aí.

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  3. Hoje ainda eu estava observando o engarrafamento de ônibus no centro, perto da rodoviária enquanto esperava o único que eu poderia pegar. Depois que meu ônibus veios, peguei engarrafamento de ônibus ferro do corredor… Não faz sentido!
    É uma centena de ônibus passando e uma centena de pessoas esperando um ônibus passar, enquanto poderia haver nós de transbordo e linhas dedicadas a ligar os terminais de transbordo e o centro….

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    • Certamente isso seria o ideal, linhas troncais abastecidos por alimentadoras em pontos de integração. Pena que a maioria prefere pegar o mesmo ônibus na esquina de casa e descer na frente do seu destino, mesmo que isso custe o dobro ou triplo do tempo e dinheiro.

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      • Lembro que o projeto “portais da cidade” foi proposto em campanha politica pelo fogaça a maria do rosário fez a caveira do projeto com frases do tipo “o cidadão vai deixar de pegar um onibus e ter que se levantar da cadeira e pegar 3 onibus diferentrs”… fogaça nao soube defender o projeto e a ideia foi agua abaixo, principalmente pq o fortunatti nao deu seguimento… seria ideal uma linha, todos onibus da zona su chega, aos arredores da loureiro e dali pessoal pega linhas que alimentam o centro…

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