EPTC inicia instalação de semáforos inteligentes na Terceira Perimetral

Funcionamento efetivo está previsto para o segundo semestre deste ano
Foto: EPTC/PMPA

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) iniciou a troca dos controladores semafóricos para o sistema de semáforos inteligentes que vai operar na Terceira Perimetral. A substituição dos equipamentos do trecho 1, que vai da rua Barão do Cotegipe até a João Caetano, deve ser concluída até abril. O trabalho de preparação para o funcionamento ainda passará pela instalação da infraestrutura das câmeras que fazem a detecção em tempo real dos veículos, pela configuração do software na Central de Monitoramento da EPTC e o treinamento aos funcionários, até o funcionamento efetivo que está previsto para o segundo semestre deste ano. O sistema faz parte de um projeto prioritário na gestão: a qualificação dos semáforos.   

A região foi escolhida por ser um dos principais eixos de acesso da cidade, rota de mais de 300 mil pessoas por dia, quase metade do transporte coletivo. Dados da EPTC mostram que mais de 100 mil veículos passam por dia pelo trecho. “Isso resulta em um alto nível de saturação da capacidade viária, situação que se torna mais complexa por ser muito variável em diferentes horários do dia e semana – o que dificulta a gestão dos tempos de verde através do controle semafórico normal, a tempo fixo”, explica o diretor técnico da EPTC, Flávio Caldasso.

O ponto considerado mais crítico é o cruzamento da avenida Carlos Gomes com a Plínio Brasil Milano, onde registros obtidos por uma parceria com a plataforma Waze CCP mostram mais de 1 km de filas, devido a um fluxo considerado muito além da sua capacidade na forma que está configurado, principalmente nos horários de pico, caracterizando-se como o principal gargalo viário do eixo. Essa situação só seria totalmente resolvida com a alteração para uma configuração viária que contemple o cruzamento com fluxos livres (trincheira, por exemplo). “O sistema busca reduzir significativamente os períodos críticos de maiores atrasos tanto para o cruzamento crítico quanto, principalmente, para o eixo como um todo, uma vez que atuará permanentemente na otimização dos tempos conforme a demanda em tempo real”, destaca a gerente de Desenvolvimento e Inovação da EPTC, Julia Lopes de Oliveira Freitas.

A Nilo Peçanha conta com o sistema SCATS (Sydney Coordinated Adaptative Traffic System) desde 2016, com equipamentos em 12 pontos, que permitem identificar o volume de veículos e reorganizar os tempos automaticamente. Além da redução no período de congestionamento, já no início da operação do sistema na Nilo Peçanha verificou-se uma melhora de 30% na capacidade de fluidez do trecho. Isso se reflete na redução do número de paradas no percurso, de sete para três em média, impactando em uma diminuição de 15% do tempo médio de viagem dos veículos que trafegam na via.

Sistema – O SCATS proporciona um método muito sofisticado de controle em tempo real dos sinais de trânsito. A duração do ciclo, a distribuição dos verdes nos estágios e a defasagem se ajustam independentemente com base na informação recebida a cada ciclo pelos detectores veiculares. O objetivo é proporcionar vantagens importantes em um ambiente onde um incidente pode causar grandes atrasos aos usuários de determinada via. O sistema se propõe a adaptar-se automaticamente aos novos padrões de tráfego que mudam como resultado de acontecimentos e de incidentes.

Link: https://prefeitura.poa.br/eptc/noticias/eptc-inicia-instalacao-de-semaforos-inteligentes-na-terceira-perimetral



Categorias:Meios de Transporte / Trânsito

1 resposta

  1. E pensar que de todas as obras realizáveis na III Perimetral, justamente a mais importante que era a transposição da Plinio/Carlos Gomes, ficou delegada ao cancelamento, originando os transtornos diários no local. Primeiro porque a justiça negou diversas vezes a retirada do picareta de carros que usava o local. Depois foi a retirada do borracheiro. A “revenda” de carros saiu em definitivo, mas o borracheiro após ficar fechado algum tempo voltou e segue trabalhando no local. O projeto foi refeito diversas vezes e acabou havendo desistência da construtora. Penso que essa obra deve ser retomada com vistas ao futuro da cidade cujo movimento tende a se ampliar naquele local, mesmo com todo transtorno causado aos moradores do entorno que até hoje pagam por essa negligência , sem falar na Praça Alberto Ramos que serviu de canteiro de obras e hoje está abandonada servindo como depósito de lixo e caliça.

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