ARTIGO: De quem é o Cais da Mauá?, por Rafael Padoin Nenê*

Sem dúvida, dos gaúchos. Mas, para que as etapas vencidas até agora se tornem realidade, precisamos, mais do que nunca, da convergência de esforços para que o Rio Grande do Sul e Porto Alegre não sejam vencidos pela União, que argumenta que a área ainda é de interesse portuário.

A assinatura do contrato é um ato vital e importante por traduzir bem o nosso sentimento que batalha, acredita e espera com ansiedade as obras de infraestrutura necessárias para uma cidade como a capital dos gaúchos, sede referência em qualidade.

Tirar o projeto do papel é importante para que o grupo de trabalho recentemente formado entre o prefeito e o futuro governador lute em prol das questões estratégicas para o desenvolvimento permanente, através dos Executivos municipais e estaduais. O projeto do cais, inclusive, é promessa do município para a Copa de 2014, e o Estado, certamente, continuará apoiando-o, pois foi acolhido e aceito pela maioria esmagadora da população, através dos seus representantes na Câmara dos Vereadores.

Prezados gaúchos: estamos atrasados com as obras para a Copa e somos merecedores de uma melhor qualidade de vida pelos altos impostos que pagamos. Não merecemos receber com mais atraso a revitalização do cais, pois ele é nosso, dos contribuintes e de todos os técnicos do município e do Estado, que, até aqui, comemoram a tramitação do tema pelo trabalho despendido durante anos.

Se a democracia possibilita a oxigenação de ideias, cada eleição nos sugere andarmos para a frente. No nosso caso, teremos com o novo governo excelente trânsito em Brasília para que as questões interpretativas da Antaq, contrárias, sejam esclarecidas e superadas com urgência.

A nós, contribuintes, cabe o dever de cobrar uma cidade e um Estado melhores, onde ideologias políticas devem dar lugar para o diálogo em prol de um ambiente propício para outras nações visitarem e gerarem novas oportunidades comerciais através do turismo. Além do mais, o modelo de investimento privado que cerca o projeto é inteligente, prático e econômico para os cofres públicos, portanto, para os nossos bolsos.

E não seria errado dizer que nossa expectativa seria frustrada com tantas idas e vindas, tantos desentendimentos que não levam a nada, tantas mágoas, tanto futuro jogado pela janela, tantos empregos desperdiçados, tantos passeios abortados. Sem o Cais Mauá, Porto Alegre não se modifica e deixa de ficar mais bela, mais moderna, mais democrática e mais feliz.

*Vice-presidente da Associação Comercial de Porto Alegre e membro da Divisão de Serviços da Federasul

Zero Hora

 

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Categorias:Projeto de Revitalização do Cais Mauá, QUERO CAIS

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5 respostas

  1. Se pagamos realmente tantos impostos (ao governo, obviamente) qual seria o motivo dessa obra ser privatizada?
    Isso eu realmente não entendi no texto.

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  2. O Cais Mauá pertence à União, sem dúvida. Da mesma forma que o Cais Navegantes e o Cais Marcílio Dias. Tecnicamente (legalmente) é assim, mas existem opiniões políticas …

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  3. que belo texto, saiu mesmo na zero hora ? pois não vi nenhum notícia sobre a assinatura de hoje.. parece que tentam omitir o evento.. mas esse texto está ótimo, devia estar na capa do jornal.

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    • Jake, a matéria que saiu na ZH (somente edição impressa, reproduzida aqui) está no Blog. Uma boa matéria. Está logo acima deste artigo que comentaste. Ontem realmente custaram a dar notícias. Em Porto Alegre, somente 3 veículos noticiaram em tempo real: os Blogs do Políbio Braga, do Diego Casagrande e o Porto Imagem. Somente hoje a ZH e o Correio noticiaram nas edições impressas.

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  4. Segundo os amantes do império de Brasília, o Cais é do governo federal e é melhor vê-lo abandonado do que sendo usado para “práticas capitalistas” e ainda por cima tendo entre “seus pais” adversários políticos.

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