Salvar o Dilúvio custaria mais de R$ 800 milhões

 

 

Jornal Metro – Porto Alegre – 24/09/2012



Categorias:Meio Ambiente, Revitalização do Arroio Dilúvio

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26 respostas

  1. Acho um exagero R$ 800.000.000,00 para despoluir o Dilúvio, é dinheiro demais…..

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  2. Vamos ao que interessa. O problema do tratamento do esgoto da bacia do arroio Dilúvio não está em Porto Alegre, com as “obrinhas” que o DMAE e o DEP vem fazendo há décadas culminando com o Socioambiental, praticamente 90% da bacia do arroio dentro da cidade de Porto Alegre será solucionado, faltando pouco em termos de investimento e muito em termos de trabalho de proceder as ligações das casas nos coletores cloacais, logo se dependesse da nossa cidade, em cinco ou seis anos teríamos o arroio totalmente livre de esgoto.
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    O problema real é os 19% da bacia do arroio, nas cabeceiras que estão dentro da cidade de Viamão! Esta cidade, que por diversos motivos não se desenvolveu economicamente tem outras prioridades além da coleta de esgoto. Viamão não tem recursos para concentrar grande parte de seu orçamento em redes de coleta e estação de tratamento de esgoto (que é o mais barato).
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    Se não houver um financiamento a fundo perdido o Dilúvio continuará poluído até que se colha os esgotos da Vila Santa Isabel e outras e se trate. Isto é um verdadeiro impasse que tão cedo não será resolvido, sem isto nada de Dilúvio despoluído!
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    Agora tem outro problema com o Dilúvio que considero mais grave do que o da sua despoluição, é a probabilidade de alagamento de boa parte de Porto Alegre quando houver uma chuvarada como há de poucos dias atrás e o Rio Guaíba estiver com nível alto, este é um problema que não vejo ninguém se preocupando. A impermeabilização da bacia do arroio via urbanização de novas áreas em Porto Alegre e asfaltamento de ruas em Viamão breve poderá levar a transbordamentos contínuos no trecho de jusante do Dilúvio.
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    Os primeiros 3km do arroio apresentam uma declividade ínfima, e neste trecho com o aumento da vazão, esta vazão até 1995 era no máximo de 70m³/s, com a impermeabilização que está sendo feita na sua bacia ela pode atingir tranquilamente 80m³/s e com um pouco mais de tempo 120m³/s. Estes valores não são chutes é o produto de uma tese de doutorado intitulada Impacto da Urbanização nas Cheias Urbanas, CAMPANA, N. A. Tese de doutorado IPH-UFRGS 185p.
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    É um problema sério, pois mesmo dragando o arroio a capacidade do mesmo não aumenta muito, porque como escrevi em outra entrada, o controle do escoamento é feito a jusante (pelo nível do Rio Guaíba).
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    Ainda não tivemos este alagamento porque todas as chuvas fortes dos últimos anos ocorreram em momentos que o nível do Rio Guaíba estava baixo.
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    Atenção, se ocorrer este alagamento não será por conta do aquecimento global nem causado pelo El Niño, será por conta da IMPERMEABILIZAÇÃO E URBANIZAÇÃO DA BACIA. Favor guardarem este texto, pois estaticamente isto poderá ocorrer num período curto de tempo, ou seja, a probabilidade é muito grande.
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    Antes de pensamos na despoluição de 10% a 15% da carga atual de esgotos no Dilúvio temos que pensar que o fantasma das cheias que assolou a cidade Baixa por mais de 100 anos pode voltar logo.
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    Quem não acredita no que eu escrevo, leve este texto para qualquer engenheiro que com um conhecimento razoável de hidrologia e hidráulica que ele confirmará o que eu escrevo.

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  3. Com metade dessa grana daria pra deixar nossa ORLA uma maravilha.

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    • Verdade.

      Até acho esse 800 milhões exagerados, mas não adianta a orla estar bonita e o dilúvio continuar jogando esgoto ali.

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  4. Por que não calculam quanto custa anualmente não salvar? Pensamento pequeno este da matéria.

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  5. Então, saí barato!

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  6. Só pq no capitalismo é mais barato limpar a poluição do que não poluir!

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