Rejeitadas propostas para construção do metrô de Porto Alegre

Uma empresa foi desclassificada e outra fez orçamento bem acima do previsto pela prefeitura

A prefeitura de Porto Alegre recusou as propostas apresentadas por duas empresas para a construção do metrô da Capital. O anúncio foi feito nesta segunda-feira pelo prefeito José Fortunati e pelo secretário municipal de Gestão, Urbano Schmitt.

Durante o final de semana, os técnicos da prefeitura compararam os custos de implantação e operação, durabilidade, confiabilidade e impactos ambiental e urbanístico dos projetos apresentados pelo consórcio brasileiro Odebrecht Transportes Participações Ltda. e a empresa espanhola Bustren P. M, que foi desclassificada.

A oferta da empresa Odebrecht, porém, previa um investimento de cerca de R$ 9,5 bilhões para aexecução da obra, custo muito acima do que é esperado pela prefeitura de Porto Alegre, de R$ 2,4 bilhões. Um novo processo de Projeto de Manifestação de Interesse (PMI) será aberto para que construtoras apresentem seus estudos, ainda sem data definida. A medida, no entanto, significará atrasos na obra.

Na última sexta-feira, em visita a Porto Alegre, a presidente Dilma Rousseff anunciou a liberação de R$ 2,46 bilhões em obras viárias no Estado e afirmou ter interesse na construção do metrô da Capital. Há pouco mais de um ano, Dilma e Fortunati anunciaram a verba para a construção do metrô na Capital. Porém, com atrasos no estudo de viabilização técnica, ainda não há prazo exato para o início das obras da linha que ligará o Centro à Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), na zona Norte.

Metrô em Porto Alegre

Serão 15 quilômetros de trilhos, com 13 estações. De acordo com a prefeitura de Porto Alegre, o metrô deverá atender diariamente a um público estimado em 300 mil passageiros, ampliando a oferta de transporte público e estimulando a redução do transporte individual. Serão 25 composições (trens), formadas cada uma por 6 carros, que transportam em torno de 270 pessoas cada carro.

Correio do Povo

Do Políbio Braga:

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Categorias:Metro Linha 2

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49 respostas

  1. Vocês todos estão argumentando entre si, mas vamos ver se os fatos falam mais alto:

    1) linha nova em londres: R$ 2 bi / km
    2) linha nova do metrô de NY: R$ 3.4 bi / km
    3) linha nova de Amsterdã: R$ 800 mi / km
    4) linha Jubilee em londres: R$ 900 mi / km
    5) linha Toei em Tokio: R$ 700 mi / km

    Alguns dos metros mais “baratos” feitos pelo mundo construidos recentemente:

    1) Singapura: R$ 440 mi / km
    2) L9 barcelona: R$ 340 mi / km
    3) Milão: R$ 220 mi / km

    Valor estimado pelo governo: R$ 160 mi / km, um dos valores mais baixos do mundo, mesmo quando colocado lado a lado com obras já encerradas há anos.

    Valor estimado pela construtora: R$ 630 mi / km, um valor alto, mas dentro da média, ainda mais quando se considera que o valor dado hoje será dispensado pelos proximos 10 anos, isto é, amortizado pela inflação.

    Fonte: http://blogs.crikey.com.au/theurbanist/2012/02/15/why-do-subways-cost-so-much-to-build-here-than-elsewhere/

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    • E o porte da obra é parecido. Fala ali em 13,5 km e 12 estações, bem próximo do projeto daqui. Agora se o valor deveria ser esse, são outros 500.

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    • Tem uma coisa… se for esse valor e sem aditivos posteriores tudo bem. Muito pior é dar um preço para que a prefeitura (nós) aceitarmos e depois ficar colocando aditivos.

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    • Como é que pode custar tanto, porque tudo tem de ser bem mais caro no Brasil que em qualquer outro lugar no resto do mundo?

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