Moradores contra o local do aeroporto 20 de Setembro

aeroporto-20-de-setembroOs moradores de Portão atingidos pela proposta de construção do Aeroporto 20 de Setembro e a Comissão Pró-Aeroporto Salgado Filho reuniram-se, na tarde desta quinta-feira (11), com os Procuradores da República, Enrico Freitas e Nilo Marcelo de Almeida Camargo, para denunciar irregularidades e impactos que o projeto vai acarretar para a comunidade e o meio ambiente.

De acordo com os moradores, há uma série de irregularidades na condução dos procedimentos de escolha e delimitação da área que, supostamente, abrigará um novo aeroporto de cargas gaúcho. Eles reuniram documentos e avaliações técnicas que comprovam que a área de 2.100 hectares, além de abrigar 97 famílias de pequenos e médios produtores rurais (cerca de 500 pessoas), é composta por uma riqueza hídrica significativa.

O laudo ambiental desenvolvido pela empresa Roos identificou, no local, em torno de 400 nascentes afloradas pelo Aquífero Guarani, que alimentam as bacias dos rios Caí e dos Sinos, além de grande diversidade de flora e fauna.

Affonso Ritter



Categorias:Aeroporto 20 de Setembro

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8 respostas

  1. Excelente!!!

    Ao meu ver o tal Aeroporto Vinte de Setembro de Portão já é um natimorto sepultado, pois o custo multibilionário que ele requer (equivalente ao custo de umas cinco pistas ampliadas do Salgado Filho) inviabiliza qualquer investimento privado, pois com a projeção de demanda para o Salgado Filho para os próximos anos se observa que ele não terá a movimentação anual que Guarulhos tem hoje e onde apenas se exigiu a construção de um terceiro terminal de passageiros como contrapartida à sua concessão. Ou seja, sem lucro, sem retorno. Sem retorno, sem investimento. Afinal, as empresas privadas não fazem mera filantropia, elas buscam resgatar todo o dinheiro investido e ainda lucrar em cima. Se o aeroporto custar cinco bilhões, elas vãl querer recuperar os cinco bilhões com tudo o que for juro e correção monetária em cima e ainda lucrar mais um bilhãozinho em cima, pois ninguém trabalha (leia-se, investe) de graça.

    Só o Ministro Eliseu Padilha não percebeu isso ainda.

    Todavia, justamente por ele não ter percebido isso, diria que não se trata de chutar um cachorro morto, pois ele (novo aeroporto) pode ainda não estar tão morto assim, ou acabar sendo ressucitado.

    Quero ver se tiverem que trocar de área se os interesseiros continuarão a salivar ansiosos pelo novo aeroporto.

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  2. E tem mais. Essa maquete é tipo promessa de terreno no céu. É só pra empolgar o povo.

    Com o movimento que POA terá nos próximos trinta anos e com o Salgado Filho seguindo operando até lá e tb depois disso, já que sabemos que ele ainda tem vida longa e, mesmo que não tivesse, poderia seguir operando dentro do seu alegado limite, esse novo aeroporto teria então um movimento pequeno e, portanto, no máximo uma pista e um réles pequeno terminalzinho que algumas capitais brasileiras possuem, com umas meras quatro ou cinco pontes de embarque. Nada dessa maquete bombástica engana trouxa.

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  3. Nem os moradores da região querem essa bagaça.
    hahaha
    É muita palhaçada

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  4. Finalmente um povo que pensa!!!

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  5. Pelo visto na descrição dos moradores, construir o aeroporto lá, ignorando as peculiariares características naturais daquela localidade, seria praticamente um crime ambiental, ante as centenas de nascentes por lá.

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  6. Se olharmos para um horizonte de 15 a 30 anos nao, nao precisamos de um novo aeroporto. Se olharmos para 50, 100 anos sim! Por isso temos que pensar agora e garantir a area antes que ela seja desenvolvida.

    Quanto ao licenciamento ambiental, cabe aos orgaos responsaveis decidir.

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    • Exato. Só que havia um grupo que queria matar o Salgado Filho já por inanição de investimentos só pra acelerar a construção de um aeroporto que será necessário só daqui a uns cinquenta anos e que, portanto, pode começar a ser pensado daqui uns quinze anos pra iniciar as tratativas, não impedindo investimentos no atual. Assim, daqui a 50 anos ambos poderiam operar, o que não ocorreria concomitantemente antes disso, sob pena de matar o atual.

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    • Não existe como a área ser devolvida pois ela ainda é dos moradores. Quando o governo fala que ele tem uma área de 2.100 hectares ele não está pensando nos agricultores que terão que invadir terras já que o valor pago é uma merreca. Existe um trabalho técnico provando que a área não pode comportar uma megalomania desta.

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