Sistema BRT irá alterar a estrutura do transporte coletivo em Porto Alegre

Obras do BRT de Porto Alegre estão em andamento. (Foto: MeuTransporte)

Obras do BRT de Porto Alegre estão em andamento. (Foto: MeuTransporte)

As obras para a implantação do sistema BRT (Bus Rapid Transit) em Porto Alegre começam a evoluir, e as melhorias esperadas pelas alterações na estrutura do transporte coletivo porto-alegrense devem ser sentidas gradualmente. No total, onze projetos estão em andamento para qualificar a mobilidade urbana e o sistema viário da cidade, sendo que três deles contemplam as necessidades para a operação dos BRTs. “Cada etapa terminada irá proporcionar algum benefício, tanto para o usuário do transporte coletivo quanto para o trânsito em si”, indica Luiz Cláudio Ribeiro, engenheiro da EPTC e coordenador do projeto.

Mesmo que o cronograma para conclusão das obras aponte para maio de 2014 o prazo para as adequações – a tempo de melhorar os serviços antes do início da Copa do Mundo –, a prefeitura espera terminar a troca do piso dos corredores de ônibus, o que é essencial ao sistema, até o final de 2013. O asfalto antigo está sendo substituído por placas de concreto, mesmo material utilizado na Terceira Perimetral e na freeway, que liga Porto Alegre ao Litoral Norte do Estado. Em um primeiro momento, enquanto os cinco terminais integrados do sistema BRT não estiverem finalizados, os ônibus regulares trafegarão pelos novos corredores.

Atualmente, são 400 linhas em operação na Capital. Esse número cairá drasticamente, uma vez que diversas delas deverão desaparecer ou ter seu trajeto diminuído. Os serviços transversais devem permanecer, integrando-se ao novo sistema. Mas as linhas que saem do bairro e vão ao Centro, chamadas radiais, passarão a funcionar como alimentadoras dos novos terminais de ônibus BRT, onde os passageiros devem escolher a linha do seu interesse. “Hoje temos cerca de 30 mil viagens que vão ao Centro da cidade. Vamos diminuir muito o volume de ônibus nesse trajeto”, sinaliza Vanderlei Cappellari, secretário da Mobilidade Urbana de Porto Alegre.

As facilidades do novo sistema devem garantir uma viagem mais rápida, confortável e segura para os passageiros das onze linhas BRT que serão criadas. Dependendo do horário, a viagem pode levar metade do tempo na comparação com um ônibus comum, pela estimativa da EPTC. Tudo por causa da priorização que os ônibus especiais terão em cruzamentos e pela rapidez no embarque de passageiros nos terminais. O BRT chega à estação ao mesmo nível do solo, não há escadas, o que facilita o acesso de cadeirantes e idosos, principalmente. O serviço segue os moldes do sistema de metrô, quando a passagem é paga nos terminais, e, quando a condução chega, o passageiro deve apenas entrar, sem precisar formar fila para pagamentos.

“Hoje, quando um ônibus vai coletar passageiros, ele pode levar até quatro minutos parado para que todas as pessoas entrem. Com o BRT, vai demorar 15 ou 20 segundos, no máximo, o que reflete em uma agilidade muito maior. Esse é principal benefício, além de conforto, segurança, acessibilidade, qualidade e tecnologia”, exalta Luiz Cláudio Ribeiro.

CINCO ESTAÇÕES DE INTEGRAÇÃO FAZEM PARTE DO PROJETO

As obras para construção dos terminais ainda não começaram, está sendo realizada apenas a troca da pista dos corredores. Mas os locais onde a integração entre o sistema atual e as novas linhas BRT serão possíveis já são conhecidos: Av. Protásio Alves com a Av. Manoel Eilas (terminal Manoel Elias), Av. Bento Gonçalves com a Av. Antônio de Carvalho, Av. Icaraí, beirando a futura Av. Tronco, Av. Voluntários da Pátria (Estação São Pedro) e no corredor da Av. João Pessoa (Terminal Azenha).

Atualmente, Porto Alegre conta com 55 km de corredores de ônibus, sendo apenas 11 km, na Terceira Perimetral, com piso de concreto. Após as obras para a Copa do Mundo, a cidade passará a ter 78 km de vias segregadas para o transporte coletivo, e os novos 23 km também serão feitos com concreto, material mais adequado para o conforto do passageiro por se desgastar menos com o uso. A partir da implementação dos terminais e da finalização dos corredores, será possível iniciar a operação do sistema BRT.

“No terminal, o usuário não vai esperar mais do que um minuto na parada, a todo o momento vai ter um ônibus BRT passando. Assim, temos um sistema de dimensionamento de frota conforme demanda, tudo é calculado matematicamente”, explica Cappellari. “O usuário terá várias alternativas para se deslocar para diversos pontos da cidade, sem custo adicional se já tiver utilizado algum ônibus para se chegar ao terminal”, completa. A tabela horária que determinará a frequência das linhas BRTs será elaborada a partir de um estudo realizado pela EPTC que vai projetar o aumento do número de passageiros até 2035.

As estações de integração serão fechadas e climatizadas, com informações sore o itinerário das linhas em painéis eletrônicos. Os novos veículos são maiores, com capacidade para transportar até 140 passageiros, se forem articulados, terão 18 metros de comprimento, se forem biarticulados, 23 metros. No princípio da operação, devem ser utilizados entre 150 e 200 ônibus nesses moldes.

CONCEITO ADAPTADO ÀS CARACTERÍSTICAS DA CAPITAL

Para ser considerada uma operação de Bus Rapid Transit (BRT) completa, são exigidas algumas características do sistema, como corredores exclusivos ou preferenciais, embarques e desembarques rápidos, sistema de pré-pagamento e veículos modernos e de alta capacidade. Estas recomendações estão previstas no projeto preparado para Porto Alegre. Porém, algumas peculiaridades da cidade devem dificultar o serviço em determinados pontos. Na Av. Protásio Alves, por exemplo, não haverá pontos de ultrapassagem nos corredores. Como as linhas regulares também terão acesso à mesma pista, o BRT terá que esperar para poder seguir sua rota. “Para colocarmos uma faixa a mais na Protásio Alves quantos prédios teriam que ser derrubados, quantas desapropriações teríamos que fazer”, reflete o secretário da Mobilidade Urbana de Porto Alegre, Vanderlei Cappellari.

Nesses pontos, a velocidade do serviço será prejudicada. “Desapropriar áreas quase iguala o valor despendido para a montagem da infraestrutura do BRT. Em Belo Horizonte, o valor de um corredor foi orçado em R$ 600 milhões, e as desapropriações necessárias ficaram em volta de R$ 500 milhões”, exemplifica Otávio Vieira da Cunha Filho, presidente da Associação Nacional de Empresas de Transporte Público (NTU).

Como os financiamentos da Caixa Econômica Federal para os projetos da Copa de 2014 não preveem recursos para cobrir desapropriações de áreas, as prefeituras estariam responsabilizadas por esse gasto. Em Belo Horizonte, a prefeitura assumiu a conta. “O BRT é um serviço muito eficiente que precisa ser operado como tal, senão vira um corredor comum e não traz o resultado que se espera dele”, adverte Cunha Filho.

Daniela Facchini, diretora de projetos da Embarq, organização internacional não governamental voltada para o auxílio aos governos no planejamento de mobilidade urabana, o saldo final com as adequações deverá ser positivo. “Se tu consegues transportar pessoas de forma mais rápida e eficiente, já será um sistema melhor. É preciso formatar o projeto de acordo com a realidade de cada cidade e de cada corredor”, salienta.

OUTRAS 14 CIDADES BRASILEIRAS INVESTEM NO SISTEMA BRT

Depois de aproximadamente 20 anos sem realizar grandes investimentos para a melhoria da infraestrutura urbana para os transportes coletivos por ônibus, o governo federal reaparece em cena, motivado pelos eventos esportivos que serão realizados no Brasil, a Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016. Porto Alegre deverá receber aproximadamente R$ 560 milhões para os projetos de mobilidade urbana, sendo R$ 484 milhões com financiamento federal garantido pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No total, serão 30 projetos de BRT em 15 cidades.

Segundo a Embarq, organização voltada à mobilidade urbana, atualmente 160 sistemas de BRT estão em operação ou construção no mundo. “Os projetos estão explodindo por todos os lados. O Rio de Janeiro está preparando mais de 150 km de prioridade para o transporte coletivo. O corredor da Avenida Brasil vai carregar um milhão de pessoas por dia”, ressalta Daniela Facchini, diretora de projetos da Embarq, que presta consultoria para os projetos no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte.

Inaugurado há menos de quatro meses, o Transoeste, no Rio de Janeiro, já conta com a aprovação de 90% dos usuários. “Estamos falando em dobrar a velocidade comercial, reduzir pela metade o tempo de percurso”, empolga-se Cunha Filho. A previsão é de que os benefícios proporcionados pelo sistema BRT acabem por induzir que aproximadamente 10% da população que utiliza veículos próprios migre para o sistema público. “As pessoas vão notar que estão paradas no trânsito enquanto poderiam se deslocar muito mais rápido ao seu destino”, indica Daniela.

Desde que começou a operar, o Transoeste já teve seis acidentes. Isso aconteceu, segundo Daniela Facchini, porque os usuários no Rio de Janeiro não estavam acostumados com vias segregadas para o transporte público, e a adaptação pode levar algum tempo. “Estamos adicionando aspectos de qualidade e segurança ao corredor. Fizemos uma inspeção para evitar acidentes e estamos cuidando dos detalhes para que o serviço seja o mais seguro para o passageiro”, defende.

LICITAÇÃO APONTARÁ EMPRESA ENCARREGADA DE OPERAR O SISTEMA

Até o começo de 2014, será conhecida a empresa vencedora da licitação para operar as linhas BRT em Porto Alegre. “Um grupo dentro da prefeitura já está preparando um edital de licitação para o transporte coletivo da cidade. No início do ano que vem já estaremos sabendo quem vai operar”, conta o secretário municipal de Gestão e Acompanhamento Estratégico, Urbano Schmitt. O processo para a escolha da empresa deve ser semelhante ao utilizado na eleição da operadora em outras cidades, como o Rio de Janeiro.

“Normalmente as licitações são abertas. Evidentemente que como são corredores de alta capacidade, que exigem investimentos de certa envergadura, exige-se alguma experiência anterior. Isso normalmente é suficiente para que haja uma seleção natural”, explica Otávio Vieira da Cunha Filho, presidente da Associação Nacional de Empresas de Transporte Público (NTU). Em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro as licitações foram feitas antes mesmo que os corredores existissem. O modelo foi realizado por áreas e a empresa vencedora passaria a ter a responsabilidade de operar também os possíveis projetos de expansão da linha, na área em que foi vencedora. “Como tinham muitas empresas atuando no serviço de transporte coletivo, bastante fragmentado, eles se uniram e constituíram um consórcio”, relata Cunha Filho.

Se as empresas que operam o sistema de transporte coletivo atualmente em Porto Alegre conseguirem renovar o direito, as linhas alimentadoras do sistema BRT deverão receber um reforço de frota, tendo em vista que diversas linhas deverão ser canceladas ou ter o trajeto diminuído para que os ônibus adaptados comecem a ser utilizados. “Temos cerca de 1.600 ônibus atualmente. Essa frota deve permanecer, mas será aproveitada no itinerário entre os bairros e os terminais, o que vai garantir um aumento da frequência do serviço”, aponta Vanderlei Cappellari.

THECITYFIXBRASIL



Categorias:BRT, Meios de Transporte / Trânsito

64 respostas

  1. Nao botem onibus de fora dentro dos corredores!!!
    De novo vai ficar o samba do crioulo doido, como na na Assis Brasil, que eh uma BAGUNCA com onibus de alvorada, gravatai e onibus de bairro entrando e saindo co corredor.

    Alias, no corredor da Protasio tem onibus de VIAMAO tambem!!!

    Olha, eu tenho carro mas eu tambem ando MUITO de onibus, entao coneco muito bem como sao nossos corredores, nossos onibus T? Tudo falo com conhecimento de causa.

    Alias, temos que ter lotacoes com linhas T, tambem, pra ver se concorrencia melhora um pouco o lixo dos nossos onibus, que vivem eternamente lotados, a qualquer hora do dia – alem de termos que esperar horas por eles nas paradas.

  2. Nessa hora vemos como faz falta ter avenidas modernas a LARGAS nessa cidade arcaica.
    Eu conheci o BRT do Rio. Ele eh ma-ra-vi-lho-so.
    O de Sao paulo tambem eh muito moderno e muito elegante. Os de Curitiba dispensam comentarios, sao tudo de bom.
    Mas aqui, nas avenidas HORROROSAS tipo a Protasio (nem parece que passa por bairros nobres, tamanho sua feiura) nem corredor de onibus que mereca esse nome podemos ter.

  3. Tem tudo para fazer grande diferença e civilizar o transporte público da capital. Acho todavia que Poa deveria ir adiante e aprimorar sua frota de táxi (lixo) e investir em tranvia e/ou aeromóvel, que teria a grande vantagem de não queimar combustível e portanto não poluir o ar.

  4. QUE PIADA ! ! ! ! ! ! !
    Especialmente esse corredor da )rotasio sera mais um tipico “corredor de onibus portoalegrene”, ou seja, uma adaptacao pobre, errada, tosca e burra do que deveria ser um corredor de onibus.
    Primeiro, vai ter quase uma parada em cada quarteirao!!! Vai parecer a Assis Brasil, onde o onibis engata a primeira, a segunda, e ja tem que parar de novo, pois tem paradas grudadas umas nas outras. Todos os corredores decentes e rapidos do pais os onbus correm, os corredores sao rapidos, expressos. Ja os nossos sao com os onibus formando comboios com onibus parados ou se arrastando.
    Outro erro: de novo, vao entupir os corredores de onibus alienigenas, de fora.
    E, por fim, nao vai ter ponto de ultrapassagem. Isso eh igual a… comboio de onibus parados. Mas talvez essa seja a deficiencia menos grave.
    A situacao sera a mesma que hoje:anos atras, quando criaram a linha RAPIDA- protasio, ela ja se revelou uma piada, pois andava presa nos combois de onibus o tempo todo, ate a Avenida do Forte. Ridiculo, escandaloso, fraude, burrice, tosquidao, tipica do sistema de corredores-lixo constrangedores de Porto Alegre. Que vergonha essa cidade tosca nos da.

  5. Entendi mal ou o BRT não vai servir pra muita coisa porque vai ser lerdo igual dividindo o corredor com ônibus normais?

    R$600 milhões pra isso?

  6. Li em outra matéria que em um primeiro momento as paradas do BRT serão abertas, em uma segunda etapa, serão fechadas permitindo então a cobrança das passagens ao entrar na “estação”. Ar-condicionado então, só em uma TERCEIRA ETAPA. Espero que eles esteja se referindo a etapas de uma unica obra, mas não era o que dava a entender a matéria, pelo contrário, parecia algo sem data prevista.

    • É algo mais tipo o trensurb, primeira etapa até Sapucaia do sul, segunda até São leopoldo e terceira até Novo hamburgo, só espero que o tempo entre uma etapa e outra seja tão grande.

      • Achei, no post sobre a estação Cristal. Acho preocupante: “Na primeira etapa de implantação, as estações serão cobertas e fechadas com vidro apenas na parte posterior, a fim de receber qualquer tipo de ônibus. Já na fase seguinte, será acoplado um terceiro módulo, dotado de bilheteria, catracas e sanitário, e o fechamento envidraçado contemplara todo o perímetro, instalando-se então portas automáticas. Por fim, na terceira etapa, será implantado o sistema de climatização.”

  7. Beleza, depois da copa o negócio é fazer isso também na Ipiranga e diminuir o “buraco” do dilúvio. Pronto, falei

    • Na Ipiranga o negócio é fazer aeromóvel!

      • Pessoalmente, acho que ele deveria ser a opção para outros locais também. Vão chiar dizendo que ele tem baixa capacidade e que ele não atende grandes trajetos. Atende sim, o veículo articulado que será usado no aeroporto leva 300 pessoas (um ônibus biarticulado leva 250 pessoas), por ter sua via literalmente exlusiva, ele circula à 40km/h, enquanto o BRT Porto Alegrense irá operar em velocidade máxima de 32km/h, e ele não para em sinaleiras. Fora que por não ter um motor alí, é muito mais confortável e silencioso.

      • Eu queria ver isso no dilúvio, aposto que daria pra fazer com tecnologia do aeromóvel: http://en.wikipedia.org/wiki/Wuppertal_Suspension_Railway

  8. Pontos de ultrapassagem não estão previstos nesse projeto. Até porque eles são praticamente impossíveis quando se tem parada à direita. Simplesmente não tem espaço.

    Se a parada fosse na esquerda (como se faz nos BRTs decentes), até teria como permitir ultrapassagens.

  9. BRTRASH.

    Quero ver cumprir tudo o que promete.

  10. Chega a ser ridículo a cidade ter 400 linhas de onibus hoje, quanto desperdício de dinheiro com combustível e mão de obra para faze-las funcionar. Graças a Deus isso vai melhorar.

    Uma coisa eu não entendi nesse corredor de BH, 600 milhões é o valor total, já incluindo as desapropriações ou são 600 milhões mais 500 milhões totalizando 1,1 bilhão? Se for isso, acho que seria melhor investir esse dinheiro numa linha de metrô.

    • com 1,1 milhão se investiria em uma linha de VLT, que leva mais gente, é mais rápido e confortável que o BRT, e se for elétrico, não polui. Além de não ter tantas desapropriações, afinal, o VLT não precisa de pontos de ultrapassagem.

      • Melhor ainda. Citei metro porque quando os valores passam da casa do BILHÕES, é a primeira coisa que me vem a cabeça.
        Mas VLT seria ótimo.

      • Perdão, referia-me a bilhão mesmo.

      • Guilherme, o sistema de VLT não necessariamente leva mais gente. As capacidades são parecidas. São sistemas equivalentes neste aspecto.
        O custo do VLT, no entanto, é superior.

      • Mesmo o custo sendo superior ele se faz vantajoso no decorrer do tempo, pois até onde eu sei o VLT exige menos em manutenção, fora a questão ambiental, conforto e etc…

  11. Gostei dos terminais de integração. Isso é fundamental.

    • Eu só tenho uma dúvida. Quando lá no começo dos “Portais da Cidade” se falava em BRT, falava-se em terminais de integração no centro. O que vai acontecer se alguém quer vir da zona norte de metrô (supondo que esse metrô realmente exista algum dia) e queira pegar um BRT pra zona sul ou leste? Ou vice-versa. Como faz? Parece que novamente estão simplesmente pensando em levar pessoas dos bairros pro centro, ignorando mais uma vez as pessoas que querem se deslocar entre bairros/zonas da cidade.

      Exemplo: Quem vem da zona sul e quer ir pra zona leste, vai ter q pegar um ônibus, descer no Cristal, pegar um BRT, descer no centro sabe-se lá aonde, caminhar até não sei onde, pra pegar o BRT que vai pra Bento ou pra Protásio.. Cadê a integração disso?? O que acontece quando o BRT chega no centro? Ainda está muito nebuloso isso.

      • Pois é… fazer um terminal de integração centralizando no centro vai ser trocar 6 por meia dúzia. Pois pessoas continuarão indo ao centro sem precisar e sem querer.

      • Os terminais serão interligados por outras linhas… pelo menos é o que eu tinha entendido do projeto. Senão, será uma palhaçada pegar 4 ônibus para ir de uma zona da cidade para outra.

      • Vai haver linhas transversais pelo que entendi…

      • Pablo, eu digo integração entre BRTs no centro. Não entre linhas normais. E a integração do Metrô futuro?

        Felipe X, as linhas transversais que falam ali acho q são meramente as T da Carris que já existem.

  12. Me chamou a atenção a menção a licitação, pelo jeito vão dar uma mexida na distribuição das linhas, queria saber mais!

    O artigo me deu a entender que em alguns pontos o nosso BRT vai ter pontos ultrapassagem? Alguém sabe algo sobre isso?

  13. BRT: mais do mesmo. O resto é lobby.

  14. “algumas peculiaridades da cidade devem dificultar o serviço em determinados pontos. Na Av. Protásio Alves, por exemplo, não haverá pontos de ultrapassagem nos corredores. Como as linhas regulares também terão acesso à mesma pista, o BRT terá que esperar para poder seguir sua rota. ”

    Os outros ônibus dividirão pista com o BRT??? Cara, sem palavras pra descrever o que eu tô sentindo. LIXO DE CIDADE!!!!

    • No corredor da Bento, vão dividir com umas 10 linhas ou mais de intermunicipais…

      • Não acredito que eles vão manter as linhas intermunicipais indo até o centro. Achei q elas iam morrer nos terminais de bairro e dali pessoal da GPA ia de BRT pro centro. Meu Deus… esse BRT vai sair mais bagaceiro do que a minha imaginação conseguia prever.

      • Se for isso, será lamentável. Então não é BRT e, sim, um mero corredor de ônibus remodelado.

    • Se bem que, lendo melhor, acho (espero que assim seja) que somente as linhas transversais andarão no corredor, pois as demais serão extintas ou encurtadas, pelo que diz ali. Se for só isso, vai ficar parecido com o corredor vazio da 3ª perimetral, o que já é uma boa coisa. Caso contrário, será um grande estrume (pra não dizer coisa pior).

      • cgasparetto

        Acabas de ver mais um exemplo de concepção de mobilidade que a EPTC tem da cidade. Se fosse para duplicar pistas para carros a prefeitura certamente arcaria com as desapropriações. E ela também nem pensa na possibilidade de tirar uma pista dos carros para entregar aos ônibus. BRT meia boca.

      • Diego, não digo nem isso. Se forem poucas linhas, podiam botar até os ônibus no meio dos carros. Mas o BRT tinha que ter pista exclusiva. Isso é primordial!

      • Poucos ônibus junto com os carros e corredor exclusivo para o BRT. Fecho contigo cgasparetto.

      • “BRT tinha que ter pista exclusiva. Isso é primordial!” [2]
        Exatamente, cgasparetto. Sem corredor exclusivo, não é um sistema BRT.

      • Pois então, estas linhas intermunicipais deviam integrar com as grandes estações de BRT e deu. Nâo faz sentido outra coisa

      • Mas perae, não vai ser assim? as intermunicipais continuarão indo até o centro?

      • Não se sabe. Esse BRT é a coisa mais obscura dos últimos tempos. Ninguém fala nada.

  15. Pergunta

    Se o número de viagens de ônibus até o centro vão diminuir e otimizar melhor o sistema, qual o motivo para pedir esse aumento astronômico que as empresas querem na passagem?

    • Vai aumentar mais ainda, visto que pretendem manter a frota de 1600 atual para não emburrar as atuais prestadoras (vide último parágrafo), além dos 300 BRTs. Daqui a pouco chegamos nos 4 pilas.

      • Gustavo

        Um dos principais argumentos para o aumento da passagem está vinculado ao gasto com combustíveis. Essa otimização que o BRT ofecrecerá (junto com o otimização da Assis Brasil e da Farrapos com a implementação do Metrô) farão as empresas gastarem muito menos com combustíveis.

      • Pois é. Eu tava mesmo pensando no que fariam com as linhas canceladas. Agora tá explicado. Não farão nada.

      • Na real estou no aguardo de como vão reformular. Considerando que agora sai o BRT e logo na frente sai o metrô, acho que teria que refazer tudo!

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