Após cinco meses, obras nos corredores de ônibus são retomadas

Com anúncio previsto para sábado, construção do metrô busca desafogar vias de Porto Alegre

Início da manhã e final da tarde são os horários em que o tráfego é lento em Porto Alegre Crédito: André Ávila

Início da manhã e final da tarde são os horários em que o tráfego é lento em Porto Alegre
Crédito: André Ávila

Os períodos com maior fluxo de veículos, início da manhã e final da tarde, deixam tradicionalmente o tráfego lento em Porto Alegre. Ontem, com dois grandes eventos no mesmo horário e na mema região – show da Black Sabbath e jogo do Grêmio – os congestinamentos foram maiores e o trânsito na Capital ficou ainda mais caótico. A exemplo do que ocorre nas grandes cidades do País, a prefeitura busca alternativas para desafogar as vias, mas as ações andam a passos lentos. Após cinco meses paradas, as obras nos corredores de ônibus das avenidas Protásio Alves e Bento Gonçalves, principais eixos de mobilidade urbana, foram retomadas nesta quinta-feira.

Os trabalhos foram paralisados depois que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou sobrepreço no valor repassado às empresas para retirada de asfalto e implantação de iluminação noturna. Com isso, a expectativa é de que até março os corredores de ônibus estejam concluídos e aptos para serem utilizados. A medida amenizaria problemas no trânsito da cidade e daria mais fluidez ao tráfego. “Aí os corredores, já com placas de concreto, vão facilitar muito a questão do transporte coletivo. E ainda vamos concluir a primeira etapa e mais complexa, que tem a maior interferência na vida de todos nós pelo transtorno que causa no trânsito”, avaliou o secretário Municipal de Gestão, Urbano Schmitt, em entrevista à Rádio Guaíba.

As obras nos corredores das avenidas João Pessoa e da Padre Cacique não chegaram a ser totalmente paralisadas e devem ser concluídas até abril de 2014. Já o projeto das novas estações dos Bus Rapid Transit (BRTs), que prevê o pagamento antecipado da passagem de ônibus, ainda não foi finalizado. “É um processo, em termos conceituais, mais amplo pelo tamanho do funcionamento e complexidade dos terminais. Depois disso, eles serão licitados”, apontou Schmitt.

Definida modelagem do metrô

Outra medida que pode amenizar os problemas de mobilidade urbana da Capital é o metrô. Já está definida a modelagem de como será dividida entre União, Estado e prefeitura a nova parcela de investimentos para a obra. O anúncio será feito no sábado, em Porto Alegre, pela presidente Dilma Rousseff (PT). A divisão vai confirmar os percentuais que vinham sendo tratados, com uma parcela maior a fundo perdido e o restante em empréstimos a serem tomados pelo Estado e a prefeitura. Assim, do total dos valores (aproximadamente R$ 2 bilhões), em torno de 70% serão investidos pela União a fundo perdido e os outros 30% serão de empréstimos a serem tomados pelo Estado e a prefeitura, na mesma proporção: 15% e 15%.

União, Estado e prefeitura bateram o martelo sobre a equação global na última segunda-feira, na rodada final de negociações em Brasília, com integrantes dos ministérios do Planejamento e das Cidades e os secretários estadual do Planejamento, João Motta, e de Gestão de Porto Alegre, Urbano Schmitt. Desde então, os técnicos fecham o detalhamento das planilhas de custos.

O custo total estimado do metrô é de aproximadamente R$ 5 bilhões. Do montante, o poder público entrará com R$ 3,5 bilhões e a iniciativa privada com R$ 1,5 bilhão. Dos R$ 3,5 bilhões, a União já havia garantido R$ 1 bilhão a fundo perdido, em 2011, quando o custo total projetado ainda era de R$ 2,4 bilhões, e a contrapartida do Estado e da prefeitura de R$ 750 milhões.

Correio do Povo



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8 respostas

  1. Filósofos explicam se a corrupção tem ou não tem fim

    Gonçalo Armijos Palácios
    “A corrupção nunca vai acabar. Sempre haverá alguém capaz de beneficiar um em prejuízo de outro; pais que abusam dos filhos, atos ilícitos na política. Mas nem por isso será a maioria. Não creio que todas as pessoas se disponham a fazer qualquer coisa para se beneficiar.”

    Ildeu Moreira Coelho
    “É concretamente possível acabar com a corrupção. É um processo social em que cada membro da sociedade tem de assumir seu papel. O cooperativismo tem de ser combatido, o jurisdicismo precisa acabar e as leis não podem ser feitas por pessoas que queiram burlá-las.”

    Joel Pimentel Ulhôa
    “Tenho a esperança de ver um mundo mais justo e limpo e espero poder compartilhá-la com muita gente desta nossa terra querida que anda tão machucada por aqueles que tanto poderiam fazer por ela.”

    Anderson de Paula Borges
    “A corrupção não tem fim porque é uma possibilidade da ação humana. O que pode ser feito é combatê-la. O brasileiro tem vergonha de sair às ruas se for pego fazendo coisas erradas. Então as leis são meios de diminuí-la (a corrupção).”

    E o Fortunati nem fica vermelho!

    Historinha 1

    • Privatização de Trensurb com Metrô de Porto Alegre pode ser negócio de R$ 5 bilhões (em abril/2013)

    A Invepar defende um pacote único de privatização, unindo Trensurb e Metrô. Se conseguir o que quer, o grupo meterá a mão num negócio de R$ 5 bilhões. O grupo Invepar é tocado pela Odebrecht, embora tenha como sócios alguns dos mais ricos Fundos de Pensão do País, todos controlados pelo governo Dilma e pelo PT.

    O metrô é um projeto tocado pela prefeitura de Porto Alegre, mas o Trensurb é empresa estatal federal. Caso os dois projetos sejam unificados, seria preciso costurar um bom acordo entre os governos municipal e federal. Trata-se de um negócio de R$ 5 bilhões.

    • O prefeito garante que o encolhimento do metrô, que antes de sair do papel perdeu um terço da extensão prevista inicialmente, foi motivado pela descoberta de que a área próxima à Fiergs era inadequada para um complexo de manutenção dos trens. A nova configuração prevê um ramal de 1,4 quilômetros da Estação Cairu até uma área da antiga Rede Ferroviária Federal, hoje pertencente à Trensurb, onde será construído o pátio de manutenção. (20/09/2013).

    Historinha 2

    • O prefeito diz que desta vez a prefeitura definiu que a tecnologia admitida será a que adota o método cut and cover (cortar e cobrir) portanto um metrô de superfície, como o Trensurb.

    Na fase cancelada, isto não tinha ficado claro e as empreiteiras trabalharam com a ideia de um metrô de verdade, até 20 metros abaixo do solo (modelo shield), que é muito mais caro. (em abril/2013).

    • O prefeito informou que, atendendo aos anseios da população e dos técnicos que descartaram a construção por um sistema mais barato, o “cut and cover”, que vai escavando e cobrindo por trechos, porque significaria parar a cidade com as interrupções de trânsito nas avenidas Farrapos e Assis Brasil, já está definido que os túneis serão será no modelo “shield”, também conhecido como “tatuzão”, que faz escavação profunda. (em 10/09/2013).

    Obs.: para quem não é do ramo leia a seguir –

    Expansão do Metrô de São Paulo e o Clube do Tatuzão
    Fonte: Folha de São Paulo

    O “Clube do Tatuzão” é formado pelas maiores construtoras do país (Andrade Gutierrez, Camargo Correa, Queiroz Galvão, Odebrecht e OAS).

    O processo nem bem começou e já está levando algumas empresas à Justiça. Isso porque, para concorrer nessa licitação, é preciso ser empresa com sede no país e já ter construído túneis de metrô com uma escavadeira gigante (“shield”), batizada de “tatuzão”.

    A exigência habilitaria somente as grandes empreiteiras para a disputa e isso gerou contestações, em janeiro deste ano, das principais concorrentes do “clube”.

    O Metrô chegou a suspender a concorrência, adiando a abertura da documentação das interessadas. Em fevereiro, foi judicialmente obrigado a prestar esclarecimentos, devido às contestações da Galvão Engenharia.

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  2. Afinal o concreto dos corredores BRT, tem ou não tem as tais rachaduras? Porque se já tiver, será o fim, escândalo nacional digno de matéria na mídia internacional!

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  3. Já o projeto das novas estações dos Bus Rapid Transit (BRTs), que prevê o pagamento antecipado da passagem de ônibus, ainda não foi finalizado. “É um processo, em termos conceituais, mais amplo pelo tamanho do funcionamento e complexidade dos terminais. Depois disso, eles serão licitados”, apontou Schmitt.

    essa mula deve estar com muito trabalho para nao ter nem licitado as estações de BRT. Se o Brasil fosse um país sérios, elas já estariam prontas.

    esse urbano Schmitt só da desculpas e nao faz nada

    ai vem os vandalos quebrando lojas e agencias bancarias ao inves de irem cobrar dele e dos demais politicos a ineficiencia dos serviços publicos.

    realmente estamos perdidos

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    • Na hora de construir imensos viadutos e trincheiras é tudo feito rápido! nem uma imensa rocha não se deram o trabalho de perceber. Agora qquer mudança mínima no transporte coletivo é tudo complexo, tudo difícil, parece que as paradas virão de marte!

      O mesmo aconteceu qdo os vereadores propuseram linhas expressas em PoA. O Capellari berrou dizendo que era muito complexo e que teria que se “analisar todo o sistema”.

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      • É o bom e velho carrocentrismo de Porto Alegre. Sábado eu abri um protocolo dizendo que entre a rua tal e a rua tal, o asfalto da rua onde moro estava esburacado. Na tarça feira veio uma equipe a tapou os buracos. Já minha ligação pra EPTC dizendo que todos os sábados um carro estaciona em determinado local proibido até hoje não surtiu efeito: a cada sábado o carro está lá no mesmo local proibido. A mesma coisa em relação ao protocolo que abri pedindo publicidade ao estudo que determinou o traçado do atual projeto de metrô de Porto Alegre: uns 4 meses depois responderam que não podiam falar sobre o aeromóvel até a zona sul porque era um estudo da trensurb. Resposta atrasada e sem nada a ver com minha pergunta… Já se passaram mais 4 meses desde que abri outro protocolo fazendo referência a esse,dizendo que ele não respondeu à minha demanda, e até agora, nada de resposta.

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  4. Dá-me medo as obras do metrô em Porto Alegre. Por quanto tempo essas obras ficarão em andamento/paralisadas/retomadas?

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  5. Ainda estou com um pé atrás nesse valor de R$ 5 bilhões…..

    São capazes de começar a obra e “descobrir” que o valor era insuficiente….

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