Ciclista morre atropelada em corredor de ônibus

Acidente ocorreu na avenida Érico Veríssimo, em Porto Alegre

Acidente ocorreu na avenida Érico Veríssimo, em Porto Alegre   Crédito: Samuel Maciel

Acidente ocorreu na avenida Érico Veríssimo, em Porto Alegre Crédito: Samuel Maciel

Uma ciclista de 21 anos morreu atropelada por volta das 8h desta quinta-feira em Porto Alegre. Patrícia Silva de Figueiredo circulava pelo corredor de ônibus da avenida Érico Veríssimo quando foi atingida por um coletivo da linha Belém Velho, consórcio STS, próximo à Venâncio Aires, na zona Leste da Capital. Uma pista do corredor, no sentido, bairro-Centro, foi bloqueada para o trabalho da perícia.

Ainda em Porto Alegre, manifestantes bloquearam a avenida Osvaldo Aranha, em frente ao Instituto de Educação Genrral Flores da Cunha, sentido Centro-bairro.

Correio do Povo



Categorias:Bicicleta

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86 respostas

  1. Todos os dias eu passo por ali e sempre pensei que um dia ia dar merda. Aquela faixa de segurança e praticamente todas as outras da Érico Veríssimo foram simplesmente pintadas aleatoriamente pelo chão, sem nenhum estudo.
    Essa faixa está a poucos metros da sinaleira, como não há aquela demarcação contínua para os carros se manterem atrás, usada nas faixas com sinaleiras, ninguém sabe se deve parar antes ou depois dela quando o sinal está fechado.
    Em frente ao CETE tem um faixa mal pintada e mal sinalizada que simplesmente foi jogada ali bem no meio da avenida. Isso tirando todas as outras faixas pintadas em esquinas, sem deixar um espaço para que o carro possa fazer a conversão, enxergar e parar a tempo.
    É obrigação do motorista prestar atenção às faixas e dar prioridade ao pedreste, assim como é dever do pedestre cuidar ao atrevessar a rua, porém não podemos isentar a culpa da prefeitura de Porto Alegre e da nossa querida EPTC pelo péssimo trabalho que vêm fazendo no trânsito.

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  2. Vejam o tipo de infra que temos, no mentário desta matéria (o comentário do motorista)

    http://wp.clicrbs.com.br/doleitor/2014/03/18/leitor-reporter-apos-discussao-motorista-da-carris-abandona-veiculo-em-corredor-de-onibus/?topo=13%2C1%2C1%2C%2C%2C13

    “Sou o motorista citado na reportagem e gostaria de esclarecer que não tive discussão alguma com passageiros,simplesmente tentei fazer meu trabalho e não consegui,estava mais de 20 minutos atrasado e com super lotação no veiculo,pouca visibilidade e pista escorregadia onde no corredor de ônibus velocidade é de 40km/h pessoas queriam que eu fosse mais rapido,tanto eu quanto a cobradora fomos ofendidos moralmente com palavras de baixo calão e ameaçados fisicamente,tudo que foi feito foi para a segurança das pessoas a bordo do coletivo sem intenção de prejudicar alguem,quanto a ser a terceira vez esta semana que isso acontece é uma mentira deslavada pois a semana começou ontem e isso não ocorreu. Quanto a empresa,não ocorreu afastamento algum,apos sair da mesma me dirigi a delegacia mais próxima e efetuei um boletim de ocorrência,relatando os acontecimentos,pois sou profissional e viso em primeiro lugar a segurança dos passageiros…… Gostaria que esse comentario fosse publicado junto a reportagem,pois muitos leitores não sabem a verdade e se baseiam no que é publicado”

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  3. O mais mesquinho dessa discussão para mim é como quem se coloca como “isento e sem ideologia” joga a culpa em todos. Não é assim. Se um motorista furou sinal vermelho a culpa dele e não interessa se o ciclista estava sem capacete ou se o pedestre atravessou a 10m da faixa. Se o ciclista pedalou na calçada “a 20 km/h”, a culpa dele e acabou, sem história.

    Ficar distribuindo a culpa só ajuda a manter as coisas como estão (ruins). Me lembra de quando houve a tragédia da kiss e alguns colegas de trabalho na época disseram que aquilo foi uma fatalidade. Faça-me o favor!

    Repetindo o que postei acima, uma leiturinha básica para todos aqui entenderem por que nosso nível de mortandade no trânsito é inaceitável. Dica: fazemos o contrário, criamos vias para favorecer o fluxo e velocidade de veículos. http://www.mobilize.org.br/noticias/6077/por-que-a-suecia-tem-tao-poucas-mortes-no-transito.html

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    • Esse pensamento simplista impede qualquer melhoria. É fácil simplesmente jogar a culpa unicamente no motorista, penalizar ele e dar o assunto como encerrado, mas isso não vai impedir que isso ocorra novamente. Nenhum acidente é causado por um único fator, é SEMPRE causado por uma série de fatores, e todos devem ser investigados para que haja uma solução e isso não se repita. O motorista furou o sinal vermelho, a ciclista não olhou para os lados, provavelmente alguma placa, árvores ou qualquer objeto impedia que um visse o outro… Um acidente nunca pode ter atrelada a culpa a somente um fator, nesse caso o motorista e deu. Ele deve sim ser penalizado por isso, mas simplesmente penaliza-lo não vai impedir que amanhã outra pessoa morra atropelada por um ônibus. TUDO deve ser visto e revisto para que não se repita. Simplesmente jogar a culpa em alguém era uma atitude muito comum antigamente na indústria, onde um operário se acidentava, interrompia a produção, os chefes jogavam a culpa nele e ficava assim, não se buscava uma única melhoria para que os outros operários ficassem seguros.

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      • Leu meu link sobre infra ou só vai considerar o que falei sobre o motorista?

        Pode parecer neste post que eu acho que o problema é sempre o motorista. Nesse caso parece ser para mim, na primeira instância, mas com certeza vale analisar o tipo de pressão que ele recebe por parte da empresa e da EPTC e podem levar ele a um comportamento agressivo.

        Ficar jogando a culpa em todo mundo e nunca punindo ninguém é o que sempre acontece, me desculpa. Me diz quem foi o culpado pelas milhares de morte no trânsito a cada ano no Brasil? Pois é, na maioria dos casos é um “acidente”.

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      • E se tu ainda acha que não tem nada errado, hoje mesmo um ônibus arrastou uma mulher pelo braço, na mesma Avenida Érico Verísssimo.

        Um abraço.

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  4. Interessante ver também que ela foi atropelada justamente naquele vácuo onde a pessoa saiu da Ipiranga, mas para chegar na proxima ciclovia (josé do patrocínio) tem que se arriscar na Érico. Pode colocar essa morte na conta da EPTC.

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  5. Não conhecia a moça, mas é aluna de uma colega na Pedagogia da UFRGS e, pela manhã, estava deslocando-se de bicicleta justamente para assistir a aula de “Educação e Espiritualidade” na FACED-UFRGS, quando se tornou mais uma vítima do desmanche dos transportes públicos: caros e ineficazes para incentivar a população a adquirir carros. Embora a triplicação da frota de veículos, não foi ampliado, nem sequer teve manutenção, o sistema viário e as estradas estão um horror. Os engarrafamentos são disfarçadamente programados para aumentar o consumo de combustíveis, cujos impostos quase dobraram, e para impulsionar a indústria das multas, tudo concatenado para retirar todo o dinheiro do povo! E quem tensa uma alternativa ecológica, como bicicleta, sofre sérios riscos de se atropelado. Inclusive porque instalou-se a sensação de impunidade, aumentando o risco. São as mazelas desse nefasto plano de escravização da população brasileira! http://padilla-luiz.blogspot.com.br/2013/07/transportes-mais-caros-do-mundo.html

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  6. Deveria haver disciplina de transito nas escolas, se tu tirar carteira de qualquer categoria você é obrigado a fazer um curso e aprender as sinalizações de transito, ciclistas devem respeitar essas sinalizações tanto quando os meios de transportes mais pesados mas muitos não sabem ler as sinalizações das ruas. Uma das questões aprendidas nos cursos é “o maior veículo tem prioridade, pois tem menos capacidade de freio e manobra, sempre prever o que ele esta fazendo, isso é direção defensiva”… e isso eu levo a risca no transito, eu sempre cuido o que os caminhos e onibus estão fazendo, pois eu sou o fraco da história e o mais difícil de ser visualizado.

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    • “O maior veículo tem prioridade”

      Isso é praticamente formalizar a Lei da Selva: se ele já é o menos vulnerável e o mais seguro, nem precisaríamos de uma legislação sobre esse assunto, não acha?

      Se um veículo tem menor capacidade de freio e manobra, não devemos dar a ele prioridade; devemos é limitar sua velocidade até uma que seja segura para o ambiente urbano.

      Na realidade, o Código de Trânsito Brasileiro diz exatamente o contrário desse raciocínio, Fabio:

      “(…) em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.” (CTB, Art. 29, inc. XII, § 2º )

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  7. Na foto do ClicRBS dá para ver perfeitamente a faixa de segurança atrás do ônibus.

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