Bloqueios deixam trânsito conturbado, mas EPTC mantém sistema para próximo jogo em Porto Alegre

Jaqueline Silveira e Caio Venâncio

Engarrafamentos também ocorreram no centro da capital gaúcha|Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Engarrafamentos também ocorreram no centro da capital gaúcha|Foto: Ramiro Furquim/Sul21

O fechamento no começo da manhã desta quarta-feira (18) das ruas na região do Estádio Beira-Rio, em virtude do jogo entre Holanda e Austrália, às 13h, causou grandes engarrafamentos na zona sul de Porto Alegre. Por determinação da Fifa, os entornos do Estádio têm de ser fechados seis horas antes do início da partida e se estende por dez horas. Com dez ruas bloqueadas, o problema ocorreu, especificamente pelo fechamento das Avenidas Borges de Medeiros, Padre Cacique e Beira-Rio, três das principais vias da Capital.

Até as 9h30, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) liberou o trânsito somente de ônibus e de lotações na Borges e Padre Cacique. Após esse horário, os acessos foram todos fechados. “A nossa prioridade é o transporte coletivo”, afirmou o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari. O trânsito na região deve continuar lento até as 17h, quando termina o bloqueio.
Apesar dos grandes congestionamentos ocorridos nesta quarta-feira, Cappellari disse que o planejamento não será alterado para o jogo entre Argentina e Nigéria, no dia

25 de junho, também às 13h. “Esse é o planejamento e num megaevento, como a Copa do Mundo, um problema ou outro vai ocorrer”, acrescentou o diretor-presidente da EPTC. Ele informou que a EPTC intensificará o trabalho de divulgação nos bairros da Zona sobre os bloqueios no próxima partida e que uma das alternativas será as pessoas, que vão se deslocar de carro, saírem bem cedo da região.

Na manhã desta quarta-feira, alguns moradores da Zona Sul que se deslocaram de carro levaram até quase duas horas para fechar ao Centro. Já usuários do transporte coletivo da região ficaram mais de uma hora dentro de um ônibus no trajeto até o centro da cidade. As avenidas Cavalhada, Teresópolis e Nonoai ficaram engarrafadas. Mas a demora maior ocorreu nos desvios na Vila Cruzeiro, uma vez que as ruas são muito estreitas e boa parte do trânsito usou essa alternativa de desvio.
Cappellari argumentou que, além do aumento do fluxo de veículos, a Avenida Tronco e está em obras, fatores que contribuíram para os problemas. Para tentar desafogar o trânsito na Tronco, a EPTC chegou a alterar o tempo das sinaleiras. O diretor-presidente da EPTC informou que há duas semanas a empresa vinha alertando à população da Região Sul sobre os bloqueios.

Informação escassa

Os motoristas também reclamaram da falta de informação sobre as rotas de desvios e usuários se queixavam sobre as mudanças das paradas. Na Avenida Salgado Filho, por exemplo, uma fila de lotações se formava e a todo momento pessoas perguntavam qual era o novo local de parada de seus ônibus. Perto da Santa Casa, dezenas de trabalhadores chegavam ao Centro a pé, pois os coletivos em que estavam, além de seguir uma rota diferente da tradicional, ficaram parados em meio ao engarrafamento.

O fiscal de lotações Francisco Almeida foi um dos que sofreram com o trânsito conturbado. Ao invés dos habituais 35 minutos, o trajeto entre o Morro Santa Teresa, onde fica a garagem da empresa em que trabalha, e o Centro levou uma hora e 15 minutos para ser percorrido. Ele também se queixou da falta de avisos dos novos locais de parada das lotações, a exemplo do que foi feito com os ônibus. “Quero só ver o que vai ser no dia do jogo da Argentina, quando vai ter bem mais gente. E cadê a EPTC? Os caras tão todos só em função da Copa”, reclamou ele.

A autônoma Adriane Souza também foi prejudicada pelo congestionamento. Ela saiu de casa às 6h30min e só conseguiu chegar ao serviço às 9h, na Zona Sul, com uma hora de atraso. Bastante indignada, Adriane imagina que no jogo entre Argentina e Nigéria, a situação vai ser “100% pior”. “É uma pouca vergonha! Mais cedo eu perguntei pra um azulzinho onde eu devia pegar o ônibus e ele não sabia. Bom, se ele não sabe, imagina nós”, ironizou.

SUL 21



Categorias:COPA 2014, Meios de Transporte / Trânsito

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1 resposta

  1. Se tivessem feito a Tronco…

    Mas a falta de informação é fato. Um amigo perguntou para um brigadiano até onde podia ir de bicicleta e ele disse que não havia bloqueio. Na verdade havia bloqueio entre a José de Alencar até o viaduto da Pinheiro Borda.

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